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Para não dizer que eu não falei das flores!

Feb 7, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

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Sem paz não existe humanidade. Sou demasiadamente humano e não curto guerras. Ao mesmo tempo, nessa crônica poética afirmo o quanto, para além das coisas drásticas vistas nesse mundo, temos também de olhar para o lado bom que nos sobrou. Topa vir junto nessa empreitada?

Lógico, caminho em paz. Sem isso nem faria sentido propor poesias romanceadas com requintes de vida. Nem tudo está perdido em machucados corações.

Acredito em causas para promoção de um mundo melhor. Ainda que pareça ridículo. Vejo tanta gente que dá gosto se inspirar. Tanto amor para doar. Eu mesmo imprimo o que sou no papel pela graça e de graça.

Graciosidade para compartilhar contigo tudo que acho belo. Não se trata em ver o mundo de modo colorido. Sei como sou e o quão pessimista fui em contextos que dava para ver as mesmas situações com outros enfoques.

Nesse mundo as crianças morrem em bombardeios incessantes; guerras civis e injustiças sociais levam embora pessoas de distintas idades, principalmente as mais jovens; em qualquer polo do mundo as culturas são fundamentalistas, nesse sentido é que a religião pode ser a porta aberta para dor ou um mecanismo violento de alienação, entorpecimento. Prefiro a leveza da espiritualidade.

Dinheiro, ou valores atrelados ao poder, predominando entre as nações. Manipulação midiática, escondendo os desígnios reais daquilo que acontece em qualquer parte de nosso planeta.

Não consigo fechar meus olhos para isso. Só não tenho destreza para anular as coisas boas. Não perdi a alma e a sensibilidade em qualquer esquina existencial.

Gaiolas

Iniciativas globais para redução da pobreza; jovens utópicos, em todo mundo, que trabalham em projetos sociais; educadores e ativistas culturais que enxergam a educação como ferramenta de transformação de mentalidades, descolonização mental; organizações sociais remando contra maré e bancando ações culturais de qualidade, diminuindo a adesão de jovens ao mundo da criminalidade.

Não é uma falsa esperança, nem a chatice de uma coluna cronista poética. Sou alguém que, junto com uma infinidade de pessoas, consegue ver “que até no lixão nasce flor”, como nos alerta Mano Brown.

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Especial Jean Mello TV CINEC – Programa Balanço Zona Sul

Feb 1, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Entrevistas, Músicas, Podcast, Vídeos  //  No Comments

O originais desse programa você pode acessar na íntegra por aqui.

Mas fui alertado de que está com muitas falhas técnicas irreversíveis. Por esse motivo, resolvi transformar esse material em uma espécie de programa de rádio. Entrevista e música. Confira…

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3,50 é um Roubo. Lobo. 1.500…

Jan 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Roubo

Um roubo? Não é um roubo? Somos roubados desde sempre. Brasil, você nasceu assaltado, estuprado, fadado a escravidão eterna. A não ser que reaja. Mas Sampa respirou. Presenciei em 2013, momento em que nasceu o livro que vou tornar público nesse final de ano, mas pude ver também agora – começo de 2015 – com meus lindos olhos castanhos. Tá, nem sou eu que falo que meu olhos são lindos. São minas que sempre achei belas – aquelas do movimento. Nunca pensei.

Somos roubados em hospitais públicos, em que corredores de pessoas que passaram por cirurgias graves, se submetem não para cura, mas ao maior açougue humano que presenciei na vida.

Olhe as escolas – principalmente as estaduais – jogadas. Elas são semelhantes às cadeias. Igual. A molecada, na verdade, sabe. Mas a política é tão pesada que eles respondem pixando e quebrando.

Cores e Valores é o melhor disco do Rap que ouvi na vida. Eu que ouvi Sobrevivendo no Inferno pirata. Os caras são ligeiros. Mais que uma pausa. Em Sampa o barato tá louco. Aqui é Literatura Marginal. Não sou ladrão e nunca fui. Nem dou apoio. Meu apoio é pra poesia.

As propagandas televisivas sempre precisaram apenas de trinta segundos para te forçar a consumir. Agora, Cores e Valores, vem detonando na mesma fita. Mensagens diretas, rápidas.

Existe pós-doutorado em Rap? Se não existe esse título, acabei de descobrir que os Racionais são os pós-doutores no estilo, sem contar outras paradas!

A comparação não é simplista. Conheço intelectuais de peso que pegam aquilo que é complexo e simplificam na linguagem. Ciência! As pessoas – até leigas – entendem a complexidade que os eruditos tornam ainda mais dificultosas, geralmente por insegurança ou não dominarem de fato.

Alguém sabe o que significa Zeitgeist (clima intelectual, social e cultural de uma época, mais conhecido como sinal dos tempos)? Poucos captam o significado real disso. Filósofos. Alguns compositores e artistas. Algumas pessoas inseridas na multidão. Mesmo assim são poucas pessoas. Os caras entenderam.

Os Racionais fizeram o que citei de bom: pegaram complexidades sociais não entendidas por muitos e explicaram com uma didática invejável. Sonho de qualquer compositor.

Novo disco, pancada no inconsciente. Literalmente: “entrei pelo seu rádio, tomei cê nem viu”.

Só batida louca e palavras aparentemente jogadas de modo aleatório. Todas conectadas. Força! Tupac.

Gosto de acompanhar a evolução de artistas. Em alguns casos vale a máxima de dizer as mesmas coisas, mas com palavras e formas diversas. Inteligência! Conexão de habilidades e conhecimentos.

Não é na Vila Madalena que tá a riqueza cultural de Sampa. Olha que eu trampei lá. Paguei um pau. Mas Foi em São Matheus, quase no extremo Leste, que estava a Consciência Humana.

Deixe-me voltar para manifestação do começo de 2015. Foi louco. O batalhão estava com medo, os manifestantes não. Juntos definimos o trajeto no “cartão postal de Sampa”, Paulista, travessa com a Consolação. Assembleia – a última vez que presenciei algo tão democrático foi na Pontifícia Universidade Católica/SP. Deixa no gelo, estou a pampa. Sampa respira, em todos extremos. Isso me deixa mais que feliz.

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Sol e chuva me inspirando!

Jan 5, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Imagens  //  1 Comment
Eu no Parque Villa Lobos, correndo e caminhando, olhei para meu lado esquerdo!

No Parque Villa Lobos correndo e caminhando, olhei para meu lado esquerdo!

Nesse dia eu estava correndo no Parque Villa Lobos. Sei lá, deu vontade de ir lá e correr. Não moro perto, estava de passagem. Tinha trabalhado o dia inteiro.

Entrei, andei pelo parque. Vi pessoas brincando, namorando, sentadas, conversando, dando risada, lendo, cantando. Estava bem bonito o dia. Eu estava muito observador. Pensativo, mas observando tudo. Coisa de quem escreve. Não procuro algo que me inspire. Tudo me inspira. Muitas coisas são encantadoras. As pessoas são, as paisagens também, as músicas do cotidiano, a vida.

Os sonhos também são, ainda mais as realizações em torno daquilo que está apenas na imaginação. Leveza, tudo como a pena da escrita do passado. Sinto-me como os clássicos, dediquei-me muito para lê-los. Meu sentimento é parecido com o deles. Não por me achar genial. Apenas por tê-los como alicerce da escrita. Filósofos são minha base. Educadores também. Psicólogos, muitos. Jornalistas, aos montes. Blogueiros…

Tudo isso quando percebo que são apoiados no passado imemorial ou registrado, não tendencioso, em busca da plena verdade. Acho que no parque eu estava buscando alguma verdade. Fora, mas sei que na verdade o que eu buscava estava dentro de mim. Então fui correr… Correr e pensar!

Mas precisei ver algo que estava ao meu lado esquerdo. O sol… Ele estava gritando, pedindo para ser fotografado. Mesmo com a vista da Selva de Pedra… Mais um Final de Tarde em minha vida. Todos que me leem sabem o quanto isso é caro para mim. Coloque na parte dedicada a pesquisa de conteúdos antigos dessa página e verá quantas vezes aparece Final da Tarde.

Naquele dia era pra ser assim. E agora que consegui registrar. Quantos foram os dias que você não conseguiu registrar, mas realmente foram de suma importância? Procuro registrar todos. Isso é mais importante que qualquer quantia financeira. Leia mais >>

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Saudade Poética!

Jan 2, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Vídeos  //  No Comments

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Saudade também é gatilho para inspiração. Essa é minha trilha sonora de agora.

Podemos sentir saudade do ontem. Sentir saudade do que nunca existiu. Temos essa única chance de ser quem somos ou aprimorar nosso ser.

Quase ia me esquecendo. Podemos simplesmente ter saudade de existir como humanos.

Palavras podem desencadear saudade. Imagens, fotografias de um tempo bom.

Pode existir também saudade do presente ou do porvir. Como é possível saudade de algo que acontece nesse momento ou de algo que ainda nem aconteceu? Simples, saudade é sensação, dentre outras coisas.

Existe a saudade poética. Essa apenas os poetas sentem. Não por exclusividade, mas pela diferença no sentir…

 

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Ao som de Tupac Shakur finalizo 2014!

Dec 24, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Podcast, Poesias, Vídeos  //  No Comments

Tupac

Quem diria que meu ano terminaria ao som de Tupac Shakur. Aqui, correndo para o abraço!

Quem me viu no começo de 2014…  Nem na melhor das hipóteses apostaria que o final seria assim…  Não apenas o final, mas o desenvolvimento de tudo.

Esse foi o ano que lancei um CD completo, Olhos Abertos.

Milhares de downloads e algumas cópias físicas rolando por aí. Para quem faz um trabalho independente mesclando música, espiritualidade e poesia, está de bom tamanho. De quebra, um clipe. Uma parceria oferecida pela Eureca Vídeo!

Foi o ano que compartilhei as histórias das minhas composições. Uma por uma, das músicas presentes no disco.

Ano em que publiquei muitos textos simples, versões originais de minhas músicas, todas em vídeos caseiros ou Podcasts.

Metáforas dos meus dias, crônicas poéticas sobre Sampa, novas tecnologias e liquidez nas relações. Claro que ultrapassa, porém foram minhas primeiras motivações. Algo bacana nessa série de textos é que, além dos conteúdos escritos, têm imagens que tirei de meu celular mesmo, olhar pessoal da realidade que me cerca.

Isso o que destaquei… Mas se navegar por esse site verá uma infinidade de outras coisas.

Que venha 2015! Novos desafios…

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Asfalto e ar escasso! Sampa!

Dec 7, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Imagens, Poesias, Vídeos  //  No Comments

Vale

É bom caminhar pelo centro de Sampa, mesmo com as discrepâncias sociais e as desumanidades diante dos olhos.

Dá gosto em ver que na multidão de prédios também existe beleza.

Tristeza ao ver que muitos anjos das ruas estão jogados no chão ou baforando lança-perfume.

Tristeza também ao ver muita gente olhando para quem está jogado no chão com desprezo. Indiferença!

Não consigo dar as costas para outro ser humano. Assim me sinto desumano.

Vida e morte, uma ao lado da outra. Mais vida ou mais morte, depende do olhar.

Existe amor em SP. Mas esse amor precisa ser cavucado, procurado. Sei que vai encontrar.

Basta olhar para a cidade – nada acolhedora – e ver seu lado bom.

Vale 2

Como ver lado bom em uma cidade com transporte público escasso, gente se empurrando, pessoas se agredindo no trânsito, violência gratuita e preocupante, além de outro problemas sociais?

Veja um lado bom em você. Cada um faz seu papel para construção de um mundo melhor, mais humano. Ou melhor dizendo, focado mais no lado bom da humanidade.

Temos empreendedores sociais nessa cidade. Tem gente promovendo ações sociais nas periferias. Projetos de alfabetização de adultos acontecendo aos montes. Organizações mobilizando e sendo mobilizadas.

Acontece muitas coisas debaixo dos nossos olhos. Cena cultural pulsando. É acessível? Claro… Se pensarmos cultura de um modo amplo, às vezes tem um sarau perto de sua casa e você nem sabe.

Cercados de prédios não podemos perder nossa humanidade.

Violências de diversas formas não podem nos influenciar em nossos comportamentos. Vida e mais vida!

Café em Sampa

Tomo um café e atiço as ideias. Penso. Reflito. Nasce uma crônica poética.

Sampa é inspiradora. Paulista, Capão Redondo, Campo Limpo, Carrão, Patriarca, Vila Madalena, Cidade Ademar, Liberdade, Brooklin, Vale do Anhangabaú, Parque do Ibirapuera, Jardim Ester, Vila Joaniza, Jabaquara, Vila Santa Catarina, São Mateus. Infinidade de lugares. Cada um tem riqueza e miséria. Nem falo de grana. Falo das atitudes humanas.

Dar um rolê por Sampa e ver com cautela é também perceber as metáforas de atualidade.

Asfalto, carros passando pra lá e pra cá, gente que não se olha.

Um pouco de ar tão escasso nessa cidade.

Prédios com antenas no topo. Não são antenas ingênuas. São radiofônicas.

Mais asfalto, barulho, riquezas materiais, desigualdades, mais gente tomando café e lendo, outras fissuradas no celular.

***

Recomeçar não é vergonha. Vergonha é não ter coragem de assumir os recomeços da vida.

Maturidade é perceber as guinadas naturais que vêm com o tempo.

Dar alguns passos para trás – em situações de necessidade extrema – é sabedoria. Recomeço é alicerce, fundamento.

Não se iluda com as mentiras de que você sempre vai vencer, segundo os moldes sociais estabelecidos.

Agradeço por perceber. Agradeço por ser. Agradeço por poder recomeçar.

***

Metáforas de existência! Metáforas dos meus dias!

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