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No sarau do Suburbano encontrei força poética…

Dec 19, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

Circulando pelos becos centrais de Sampa. Andando, como cronista de um tempo bom para disseminar palavras de conscientização poética, mesmo que para alguns sejam ácidas. “Um bom lugar se constrói com humildade”, já dizia o grande mestre Sabotage.

Foi assim que fiquei sabendo da Feira Literária Marginal Periférica Independente, que aconteceu na Galeria Olido no dia 12 e 13 de novembro desse ano de 2015.

Foto: Marilda Borges

Foto: Marilda Borges

Nessa oportunidade lancei dois livros, ao mesmo tempo, como é de conhecimento de quem acompanha esse blog que completa sete anos de existência. Comemoro com poesia, vida, sonhos alcançados, com alicerces sólidos dos clássicos de filosofia e o firmamento dos escritores contemporâneos em minha prateleira, alma e, porque não dizer, espírito.

Nesses dias em que na São Bento encontrei tanta gente boa, que Alessandro Buzo, escritor, com 12 livros publicados, me convidou para lançar o meu título mais recente, “Fim de Tarde”, no Sarau do Suburbano Convicto. Aceitei de pronto.

Praticamente um mês se passou. No dia 15 de dezembro fui concentrado em direção ao Bixiga. Tinha de chegar no número 70 da rua 13 de maio.

Antes do horário combinado cheguei. Nesse mesmo dia tinha mais um lançamento previsto. Walter Limonada, junto com o Hans Freudenthal, Haikais com Limonada é o título da obra.

Não demorou muito, os poetas foram amontoando. Gente de todos extremos da cidade, com suas ideias e protestos na ponta da língua, registrados no papel ou em dispositivos móveis. Antes das poesias serem recitadas, aos montes, falei de como foi concebido o livro “Fim de Tarde” e um pouco de minha trajetória como educador.

Recitei uma música minha chamada “Palavras”. Essa você encontra de graça em meu primeiro álbum chamado “Olhos Abertos”. Lá eu queria mais ouvir que falar.

Tantas poesias belas, realistas, falando do quanto as quebradas são oprimidas todos os dias pelas injustiças de muitos poderosos que não estão nem aí para o povo e, tampouco, para a vida dos periféricos, principalmente quando são pretos e pobres.

Quilombo cultural, resistência poética. Rola toda terça o sarau do Suburbano. Em 2016, volta à partir de 19 de janeiro. Você lá vai encontrar uma livraria especializada em literatura, que muitos rotulam como marginal.

Especial foi lançar meu livro nesse espaço. Melhor ainda foi conhecer tanta gente boa. Agradecimentos tenho muitos. Não citarei todas as pessoas porque não caberia nesse texto.

Sou escritor, participo de coletivos de poetas e ativistas culturais, gente que faz a diferença.

“Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.”

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FLINKSAMPA – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra

Oct 9, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments
Luciano Ogura

Luciano Ogura

O lançamento do meu novo livro, Exalando Esperança, aconteceu de maneira inesperada na Casa das Rosas em um evento simplesmente mágico, a Feira de Publicações Independentes.

Agora, novo passo. Em novembro, mês da Consciência Negra, exatamente nos dias 13 e 14, farei duas palestras na FLINKSAMPAFesta do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, no Memorial da América Latina.

Quem acompanha meu trabalho sabe que finalizarei 2015 com duas publicações. Uma delas, ainda não citada por aqui, Fim de Tarde, estará disponível para venda na primeira semana de novembro.

Falarei sobre o processo de produção de ambas, o quanto estão ligadas à educação de crianças, jovens e adultos, inspiração e pesquisa para conceber os contos e crônicas que grafo no papel e nas mídias sociais desde 2008, tudo em forma de diálogo e não apenas de modo expositivo. Finalizarei com a tarde de autógrafos.

Inspirador participar de um evento em que o homenageado será o cantor, compositor e escritor, Martinho da Vila.

Ficarei ainda mais feliz se puder contar com sua presença.

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP.

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“Meu combustível é a utopia”

Aug 31, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Músicas, Poesias  //  2 Comments

 

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Ao iniciar meus trabalhos dessa sexta (05/06/2015) – bem cedo – encontrei essa imagem em minha caixa de mensagens. Um post anunciando minha chegada na editora Kazuá.

Acompanhe. Além do Exalando Esperança, um livro meu que será publicado em setembro desse ano, tem outro rolando. Isso mesmo, em 2015, dois livros de Jean Mello.

Ao entrar em contato com algumas crônicas de minha autoria, a Kazuá resolveu produzir uma coletânea de meus escritos. Verdade… Tudo indica que no segundo semestre o livro estará em livrarias de todo Brasil. Leia mais >>

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Resenha do livro de autoria de Jean Mello, Crônicas Perdidas

Apr 16, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

PERDIDAS, PORÉM ACHÁVEL.
Por: Germano Gonçalves.

Capa

Conheço Jean Mello e sua obra, procurarei aqui não falar do amigo que é, e toda minha consideração a sua pessoa…

Vou aqui apresentar os fundamentos de sua obra e toda sua maneira de entender ou interpretar as coisas, com integridade. Serei breve como manda uma boa resenha.

As coisas devem ser encontradas e, entre pessoas ou coisas, no meio em que vivemos é preciso recriar o mundo. Em “Crônicas Perdidas”, Mello quer nos direcionar, ou melhor, nos atentar a ver e examinar cuidadosamente as coisas do mundo, os afetos das pessoas, o grau de formalidade ou de intimidade entre os transeuntes de uma cidade, uma vez que o autor nos revela a sua capacidade de notar um vazio nas pessoas  ̶ o desinteresse por uma cultura digna; as pessoas se mostrando apressadas; o orgulho de quem anda de carrão e passa do nada para o nada, como o autor menciona em sua primeira crônica “O pouco que vejo em minha cidade…” (p.15), de onde extraio essa parte do texto: “Foi angustiante ver os carros passando, no trânsito da vida, com pressa, ou nem tanto assim, em direção ao nada que os esperam”. Podemos notar que a humanidade está cada vez mais em um pensamento próprio, diria egoísta, pensando em seu próprio umbigo, porém, vale lembrar, nas palavras do autor, que todos nós vamos para o mesmo lugar, e que desta vida nada se leva.

Esta obra muito espetacular, tanto na qualidade como no conteúdo onde Mello nos relata fatos sociais com firmeza e coerência de atitudes, e com um grande domínio de si mesmo, podemos perceber, caro leitor, a grandeza e a qualidade ou estado de proeminência que as palavras ali escritas junto com os relatos reais do dia-a-dia, vão te impressionar e fazer com que se tenha outra visão de mundo, apresentada pelo autor.

Ele nos mostra, em seus relatos, um processo ligado essencialmente à ação, à consciência e à situação dos homens, pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que apareça o processo (e seus produtos) como indiferente, independente ou superior aos homens, seus criadores. É no decorrer das descrições que podemos notar um estado de espírito, em que encontramos um Marx (ver marxismo), nas situações resultantes dos fatores materiais dominantes da sociedade, sobretudo no sistema capitalista, em que o trabalho do homem se processa de modo que produza coisas que imediatamente são separadas dos interesses e do alcance de quem as produziu, para se transformarem, indistintamente, em mercadorias. Ou até mesmo um Hegel (ver hegelianismo), no processo essencial à consciência, em que para o observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas independentes umas das outras, e indiferentes à consciência. Ao valorizar essas teorias, posso afirmar que tudo isso foi pensado por Mello, o que nos remete a rever educadores, que fazem a diferença em um ensino mais qualificado para o lado social, sem repressão e com mais humanidade, dando toda importância para a escola, um lugar que o autor destaca no capítulo: “A importância da comunidade escolar…” (p.24), colocando os professores como verdadeiros heróis e aborda o papel das instituições não governamentais, os terceiros setores, mas não se esquece da criança que vai para a escola por causa da merenda…

Esse escritor está me saindo um belo educador, e é só você, leitor, que ao ler essa obra vai concordar comigo. Leva-nos a retomar a escola de gaiola, muito comentada pelos professores do ensino universitário, em referência ao grande Rubem Alves! E Mello nos torna grandes também porque é entendedor de uma educação mais humanitária, com a participação da família, escola, estado todos em comum acordo para termos um ensino de qualidade.

As “Crônicas Perdidas”, caro leitor, deixo-as para você ler, e afirmo será de grande importância, não apenas por mencionar Mello como educador, que suas crônicas servem só para professores, mas entendamos que o autor é um ser humano, que sabe muito bem como escritor colocar as dificuldades de uma sociedade e de quem as pertence, pois menciona em seus relatos, a juventude, os problemas sociais, tendências do pensamento, ou modos de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas. Em se tratando do racismo, encontramos em seu texto: “Racismo ao contrário: pura hipocrisia” (p. 39), o racismo como uma impostura, fingimento, simulação, falsidade e, entre as funções de exprimir a falta de informação sobre determinado fato, a inversão da ordem de valores de uma sociedade. Conseguiremos nos salvar ou estamos mesmo perdidos à nossa própria sorte ou às crônicas da vida real?

Não deixem de ler esta obra, pois não pode ficar no anonimato os ideais deste autor, que nos leva à reflexão da vida, das causas sociais, que afligem com a afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem, e que para tanto como ele afirma em: “Continue a escrever o livro da vida” (p. 50), para que não vivamos à deriva. Nesse texto, vamos dizer assim, ele traz menções bíblicas, para nos alertar perante a qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro: viver todos os dias como o último e, ao mesmo tempo, o primeiro, porque a vida é só uma, não se tem segunda chance, então, façamos o melhor (p.51).

Diferente de muitos jovens, pois o autor é jovem, mas possui a consciência de que o tempo passa, e esse atributo não é só para com ele, pois quer chegar à velhice e poder dizer, o racismo acabou, não existe mais injustiças, mas que fique bem claro em forma de reflexão, como ele mesmo afirma: “Estou propondo, aqui, apenas uma reflexão, uma junção de realidade… para diminuir as discrepâncias” (p. 64), e ele se preocupa também com o que irá dizer aos seus filhos!

Chegando ao fim dessas maravilhosas páginas, tenho que mencionar: “Feliz dia das Mães” (p.68), em que o autor agradece por ainda poder dar feliz dia das mães e nos atenta para que todos tentem compreender a situação das crianças que são abandonadas, e respeitem todas as mães, independente das situações familiares em que se encontram. Eu gostei muito deste texto, Mello está de parabéns!

E por falar em terminar esses relatos, no começo disse que não iria falar do amigo escritor, e não vou falar. Não que não mereça, pois teria que lhe direcionar uma biografia, para falar desse grande ser humano, que diz não ao sistema, e quer estar fora dele, e não quer contribuir para construir um… Pois bem, só quero caro leitor, dizer que este autor, que eu digo não querer falar dele… Ele falou de minha pessoa, me fez uma homenagem nessa obra, com um conto que escrevi “O homem que queria todas as coisas” (p. 80). Aqui, quero agradecer por mencionar em sua obra minhas palavras!

E assim termino esse relato, mas não sem antes dizer que Mello também é um escritor periférico, gente da gente, sente em seu coração que tem por obrigação fazer algo pelo social e, como se pode notar aqui nesses escritos, mais ainda pela educação, que ele tanto clama por justiça, as “Crônicas Perdidas”. Mas que fique a dica, tudo pode se encontrar como diz um provérbio português: “Até as pedras se encontram”. Estaremos perdidos entre as crônicas de Mello, mas porém acháveis.

 

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3,50 é um Roubo. Lobo. 1.500…

Jan 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Roubo

Um roubo? Não é um roubo? Somos roubados desde sempre. Brasil, você nasceu assaltado, estuprado, fadado a escravidão eterna. A não ser que reaja. Mas Sampa respirou. Presenciei em 2013, momento em que nasceu o livro que vou tornar público nesse final de ano, mas pude ver também agora – começo de 2015 – com meus lindos olhos castanhos. Tá, nem sou eu que falo que meu olhos são lindos. São minas que sempre achei belas – aquelas do movimento. Nunca pensei.

Somos roubados em hospitais públicos, em que corredores de pessoas que passaram por cirurgias graves, se submetem não para cura, mas ao maior açougue humano que presenciei na vida.

Olhe as escolas – principalmente as estaduais – jogadas. Elas são semelhantes às cadeias. Igual. A molecada, na verdade, sabe. Mas a política é tão pesada que eles respondem pixando e quebrando.

Cores e Valores é o melhor disco do Rap que ouvi na vida. Eu que ouvi Sobrevivendo no Inferno pirata. Os caras são ligeiros. Mais que uma pausa. Em Sampa o barato tá louco. Aqui é Literatura Marginal. Não sou ladrão e nunca fui. Nem dou apoio. Meu apoio é pra poesia.

As propagandas televisivas sempre precisaram apenas de trinta segundos para te forçar a consumir. Agora, Cores e Valores, vem detonando na mesma fita. Mensagens diretas, rápidas.

Existe pós-doutorado em Rap? Se não existe esse título, acabei de descobrir que os Racionais são os pós-doutores no estilo, sem contar outras paradas!

A comparação não é simplista. Conheço intelectuais de peso que pegam aquilo que é complexo e simplificam na linguagem. Ciência! As pessoas – até leigas – entendem a complexidade que os eruditos tornam ainda mais dificultosas, geralmente por insegurança ou não dominarem de fato.

Alguém sabe o que significa Zeitgeist (clima intelectual, social e cultural de uma época, mais conhecido como sinal dos tempos)? Poucos captam o significado real disso. Filósofos. Alguns compositores e artistas. Algumas pessoas inseridas na multidão. Mesmo assim são poucas pessoas. Os caras entenderam.

Os Racionais fizeram o que citei de bom: pegaram complexidades sociais não entendidas por muitos e explicaram com uma didática invejável. Sonho de qualquer compositor.

Novo disco, pancada no inconsciente. Literalmente: “entrei pelo seu rádio, tomei cê nem viu”.

Só batida louca e palavras aparentemente jogadas de modo aleatório. Todas conectadas. Força! Tupac.

Gosto de acompanhar a evolução de artistas. Em alguns casos vale a máxima de dizer as mesmas coisas, mas com palavras e formas diversas. Inteligência! Conexão de habilidades e conhecimentos.

Não é na Vila Madalena que tá a riqueza cultural de Sampa. Olha que eu trampei lá. Paguei um pau. Mas Foi em São Matheus, quase no extremo Leste, que estava a Consciência Humana.

Deixe-me voltar para manifestação do começo de 2015. Foi louco. O batalhão estava com medo, os manifestantes não. Juntos definimos o trajeto no “cartão postal de Sampa”, Paulista, travessa com a Consolação. Assembleia – a última vez que presenciei algo tão democrático foi na Pontifícia Universidade Católica/SP. Deixa no gelo, estou a pampa. Sampa respira, em todos extremos. Isso me deixa mais que feliz.

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Uma prévia de minha participação na TV CINEC

Nov 26, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Poesias  //  No Comments

Recitei um poema de minha autoria na TV CINEC. Programa Balanço Zona Sul. Liberei do áudio como uma prévia. A entrevista na íntegra você poderá acompanhar por aqui no dia 28/11/2014 à partir das 18:00 horas.

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Olhos Abertos (Novo Álbum)

Jun 30, 2014   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas  //  6 Comments

Finalmente, entre idas e vindas, lutas e coragem, Olhos Abertos está pronto. Um disco que sintetiza o que penso e as experiências ligadas à espiritualidade que vivo. Pra baixar é só clicar na capa…

Olhos Abertos - Capa

 

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