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FLINKSAMPA – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra

Oct 9, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments
Luciano Ogura

Luciano Ogura

O lançamento do meu novo livro, Exalando Esperança, aconteceu de maneira inesperada na Casa das Rosas em um evento simplesmente mágico, a Feira de Publicações Independentes.

Agora, novo passo. Em novembro, mês da Consciência Negra, exatamente nos dias 13 e 14, farei duas palestras na FLINKSAMPAFesta do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, no Memorial da América Latina.

Quem acompanha meu trabalho sabe que finalizarei 2015 com duas publicações. Uma delas, ainda não citada por aqui, Fim de Tarde, estará disponível para venda na primeira semana de novembro.

Falarei sobre o processo de produção de ambas, o quanto estão ligadas à educação de crianças, jovens e adultos, inspiração e pesquisa para conceber os contos e crônicas que grafo no papel e nas mídias sociais desde 2008, tudo em forma de diálogo e não apenas de modo expositivo. Finalizarei com a tarde de autógrafos.

Inspirador participar de um evento em que o homenageado será o cantor, compositor e escritor, Martinho da Vila.

Ficarei ainda mais feliz se puder contar com sua presença.

Endereço: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda, São Paulo – SP.

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3,50 é um Roubo. Lobo. 1.500…

Jan 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Roubo

Um roubo? Não é um roubo? Somos roubados desde sempre. Brasil, você nasceu assaltado, estuprado, fadado a escravidão eterna. A não ser que reaja. Mas Sampa respirou. Presenciei em 2013, momento em que nasceu o livro que vou tornar público nesse final de ano, mas pude ver também agora – começo de 2015 – com meus lindos olhos castanhos. Tá, nem sou eu que falo que meu olhos são lindos. São minas que sempre achei belas – aquelas do movimento. Nunca pensei.

Somos roubados em hospitais públicos, em que corredores de pessoas que passaram por cirurgias graves, se submetem não para cura, mas ao maior açougue humano que presenciei na vida.

Olhe as escolas – principalmente as estaduais – jogadas. Elas são semelhantes às cadeias. Igual. A molecada, na verdade, sabe. Mas a política é tão pesada que eles respondem pixando e quebrando.

Cores e Valores é o melhor disco do Rap que ouvi na vida. Eu que ouvi Sobrevivendo no Inferno pirata. Os caras são ligeiros. Mais que uma pausa. Em Sampa o barato tá louco. Aqui é Literatura Marginal. Não sou ladrão e nunca fui. Nem dou apoio. Meu apoio é pra poesia.

As propagandas televisivas sempre precisaram apenas de trinta segundos para te forçar a consumir. Agora, Cores e Valores, vem detonando na mesma fita. Mensagens diretas, rápidas.

Existe pós-doutorado em Rap? Se não existe esse título, acabei de descobrir que os Racionais são os pós-doutores no estilo, sem contar outras paradas!

A comparação não é simplista. Conheço intelectuais de peso que pegam aquilo que é complexo e simplificam na linguagem. Ciência! As pessoas – até leigas – entendem a complexidade que os eruditos tornam ainda mais dificultosas, geralmente por insegurança ou não dominarem de fato.

Alguém sabe o que significa Zeitgeist (clima intelectual, social e cultural de uma época, mais conhecido como sinal dos tempos)? Poucos captam o significado real disso. Filósofos. Alguns compositores e artistas. Algumas pessoas inseridas na multidão. Mesmo assim são poucas pessoas. Os caras entenderam.

Os Racionais fizeram o que citei de bom: pegaram complexidades sociais não entendidas por muitos e explicaram com uma didática invejável. Sonho de qualquer compositor.

Novo disco, pancada no inconsciente. Literalmente: “entrei pelo seu rádio, tomei cê nem viu”.

Só batida louca e palavras aparentemente jogadas de modo aleatório. Todas conectadas. Força! Tupac.

Gosto de acompanhar a evolução de artistas. Em alguns casos vale a máxima de dizer as mesmas coisas, mas com palavras e formas diversas. Inteligência! Conexão de habilidades e conhecimentos.

Não é na Vila Madalena que tá a riqueza cultural de Sampa. Olha que eu trampei lá. Paguei um pau. Mas Foi em São Matheus, quase no extremo Leste, que estava a Consciência Humana.

Deixe-me voltar para manifestação do começo de 2015. Foi louco. O batalhão estava com medo, os manifestantes não. Juntos definimos o trajeto no “cartão postal de Sampa”, Paulista, travessa com a Consolação. Assembleia – a última vez que presenciei algo tão democrático foi na Pontifícia Universidade Católica/SP. Deixa no gelo, estou a pampa. Sampa respira, em todos extremos. Isso me deixa mais que feliz.

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Nasce a nova luz em meio a falta de amor…

Jul 24, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas  //  No Comments

Brisa Leve Amor

Não é mais um som… de todas as faixas do disco, se colocasse em ordem cronológica, essa seria a primeira, Brisa Leve.

Uma galera evangelista, pessoas engajadas em espalhar mensagens fundamentadas nos quatro evangelhos. Não sei se todos, inclusive eu, tinha essa consciência das coisas. Mas, olhando para trás, na prática, era isso que juntos fazíamos.

Fomos, numa noite de sexta-feira, mais ou menos trinta pessoas, falar do amor de Deus na Vila Madalena, São Paulo. O ano era 2002. Eu e um amigo meu com o violão nas costas. Mas eu não esperava que, ao chegar no destino proposto, a inspiração o invadisse com novas notas musicais. Correspondi, cheguei com um pedaço da letra, improvisada, não tinha nenhum lugar para anotar. Bem, reconheci na hora que foi no momento certo que ele me mostrou o som. Depois de alguns dias completei a letra. A música estava pronta.

Eu sei, você está comigo! Tirou minha tristeza, mostrou-me o sorriso. Eu sei, tu és o meu amigo. No meio da escuridão, encontrei a solução.

Acho Brisa Leve a música que mais transmite o que exalo a respeito da espiritualidade. As outras chegaram depois dessa leitura. Ou seja, de um modo ou outro, elas derivam desse processo.

Não são maiores e tampouco menores. São parte de um ciclo que compôs o projeto Olhos Abertos inteiro.
Um pouco de vida, um gole, um cálice. Medite na música, compartilhe por aí.

PS – Para ouvir a versão original de Brisa Leve, clique na imagem. Para baixar o disco completo, clique aqui.

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Tempos de escola…

Apr 26, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Educacao

Esqueça, por enquanto, os indicadores e o esforço das políticas nacionais em criar mecanismos de avaliações para medir a qualidade da educação neste amplo território.

Jogue fora, depois você pode até revirar a lata de lixo procurando os métodos de ensino de apostilas, até porque você será cobrado exatamente por isso, os “conhecimentos” condicionantes para o vestibular, quantos alunos entraram na Universidade de São Paulo é o que vale para definir o que é uma boa escola. Mas na verdade não é isso. Alguém inteligente pode nem ter diploma.

Essas técnicas de nada servem quando seus chamados alunos chegam com perguntas acerca da vida, sexualidade, existência… posso ver, em infinitas situações, as indagações dos educandos barradas para que o cronograma, o programa, as imposições de treinamentos, as violências neoliberalistas, para encaixar o sujeito nas normas já estabelecidas, sejam cumpridas, sanadas.

Nem é disso que mais lembramos como coisas boas no ambiente escolar. Tá, o chato às vezes é necessário. Mas tem mesmo que ser a única e insistente opção?

O que é mais importante, se relacionar com as pessoas a sua volta ou os conteúdos que devem ser aplicados?

Lembre-se de como você mesmo era na escola. Hoje, os comportamentos cobrados eram exatamente os que você preservava em seu coração em abundância. Poxa, virou professor e se esqueceu de como você era quando aluno? Leia mais >>

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Aspectos Históricos sobre o Racismo

Apr 12, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Texto meu publicado na revista eletrônica número 14 do site Viva Favela.

Não caçamos os pretos, no meio da rua, a pauladas, como nos Estados Unidos. Mas fazemos o que talvez seja pior. A vida do preto brasileiro é toda tecida de humilhações. Nós tratamos com uma cordialidade que é o disfarce pusilâmine de um desprezo que fermenta em nós, dia e noite.

Nelson Rodrigues

Somos o segundo país do mundo em número de negros, ficando apenas atrás da Nigéria, demonstra o Portal Raízes. Isso não quer dizer que temos políticas eficazes direcionadas para um povo que tão mal tratado foi durante a história e, ao mesmo tempo, tão representativo é em nossa cultura.

Segundo o Portal Brasil, os afrodescendentes constituem 51,1% da população brasileira; em 2009, 6,9% das pessoas informaram ser pretas e 44,2% de autodeclararam pardas, o que representa 51,1% dos brasileiros. Números significativos ao levarmos em conta o fato de que as pessoas estão se declarando negras ou pardas, mesmo com uma imagem tão estereotipada do negro nos livros didáticos, na mídia tradicional ou nas redes sociais. Ou seja, inúmeros são os motivos para as pessoas não desejarem serem vistas como negras, descendentes de africanos.

Um salto para um dos acontecimentos em que o racismo mais se evidenciou na história: os tráficos negreiros.

Corro o risco de ouvir argumentos de que a “escravatura foi uma prática de todas as sociedades humanas num ou outro momento da história”, como nos informa a escritora e historiadora Elikia M´Bokolo, em seu livro África Negra: Histórias e Civilizações. Certamente, sabemos que sim. Mas, ao mesmo tempo, a escritora complementa dizendo que “nenhum continente conheceu, durante um período tão longo (séculos VII – XIX), uma sangria tão contínua e tão sistemática como o continente africano”.

Sempre depois de alguma afirmação que acentua a crueldade a que negros e negras do continente africano foram submetidos, vem a clássica pergunta: os próprios negros entraram em acordo comercial com os europeus, a culpa não é dos próprios africanos? Responda você mesmo… Será que cairemos mais uma vez na armadilha de culpar os oprimidos?

Referências para remontarmos os fatores históricos não falta. Mais interessante é olhar para materiais que façam a relação do passado com o presente que hoje vivemos. Um deles, que não me canso de ver é Quanto Vale ou é por Quilo? Trata-se de uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. Sabemos, vemos e nada falamos. Leia mais >>

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O contador de histórias

Oct 12, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments


Fico emocionado com poucas histórias de superação produzidas pelo cinema. É verdade, gosto de saber que pessoas se deram bem, mas não através da voz e dos holofotes da indústria cinematográfica. Em algumas produções parece que o sujeito se transformou em deus.

Não nesse caso, Roberto Carlos Ramos, protagonista dessa história real, é um raro exemplo de quem conseguiu realmente remar contra maré, com todas as chances de voltar atrás, sem necessariamente precisar ser condenado se isto ele fizesse. Simplesmente, falo do modo mais sincero do mundo, muitos são os anjos que perduram pelas ruas amargas das metrópoles que carregam dois nomes, angústia e solidão.

Como em alguns relatos que faço, acerca de recomendações de películas, escolho ser breve nas palavras. Ajunte pessoas, veja, discuta, converse, mas entre em contato com esse material. Hoje é doze de outubro, mais conhecido como dia das crianças. Acho que se o mundo não tratasse tão mal quem merece o maior dos cuidados, nem precisaria de um dia para esse fim. Como nossa maior lei é o consumo desenfreado, inventamos dias para que as pessoas comprem ainda mais.

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