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Tempos de escola…

Abr 26, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Educacao

Esqueça, por enquanto, os indicadores e o esforço das políticas nacionais em criar mecanismos de avaliações para medir a qualidade da educação neste amplo território.

Jogue fora, depois você pode até revirar a lata de lixo procurando os métodos de ensino de apostilas, até porque você será cobrado exatamente por isso, os “conhecimentos” condicionantes para o vestibular, quantos alunos entraram na Universidade de São Paulo é o que vale para definir o que é uma boa escola. Mas na verdade não é isso. Alguém inteligente pode nem ter diploma.

Essas técnicas de nada servem quando seus chamados alunos chegam com perguntas acerca da vida, sexualidade, existência… posso ver, em infinitas situações, as indagações dos educandos barradas para que o cronograma, o programa, as imposições de treinamentos, as violências neoliberalistas, para encaixar o sujeito nas normas já estabelecidas, sejam cumpridas, sanadas.

Nem é disso que mais lembramos como coisas boas no ambiente escolar. Tá, o chato às vezes é necessário. Mas tem mesmo que ser a única e insistente opção?

O que é mais importante, se relacionar com as pessoas a sua volta ou os conteúdos que devem ser aplicados?

Lembre-se de como você mesmo era na escola. Hoje, os comportamentos cobrados eram exatamente os que você preservava em seu coração em abundância. Poxa, virou professor e se esqueceu de como você era quando aluno? Leia mais >>

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Em um beco crianças jogando bola!

Out 30, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Futebol na Favela

Em um beco, travessa da Yervant Kissajikian, zona sul de Sampa, Cidade Ademar. De dentro do busão, contemplei algumas crianças jogando bola. Foi pouco tempo, mas parece que durou a eternidade que o momento me permitiu. Tempo duradouro, livre.

A bola parecia velha e, mesmo assim, pude vê-los, meninos sorrindo, gargalhando. Não prestei atenção em mais nada em volta, nem se o ponto que eu ia descer estava chegando, apenas no simples ato de brincar.

É, mas não iria ficar estático, tinha de vir o movimento. Interrompido fui ao, depois de quase ter entrado em êxtase – é muito raro ver crianças brincando perto das movimentadas avenidas –, o contraste me obrigou a observar o bar lotado de pais de família, em plena luz do dia. Detalhe, a maioria composta de homens negros.

Existem várias discussões sobre estas questões. Mas nas periferias não precisa de dados estatísticos para perceber o efeito devastador que isso produz nas famílias e nas relações sociais. Óbvio, reduzir aos efeitos, e não tocar no assunto das causas, seria um caminho um tanto quanto irresponsável de minha parte. Faço uma reflexão em cima das origens em outro texto.

Todo mundo se cala, no assunto ninguém toca. Sério, preferia ter parado na cena das crianças brincando. Não por moralismo, e sim por saber da realidade. Estava bem melhor assim…

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Só não quero correr o risco de desistir de lutar

Mar 17, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  No Comments

Risco de ganhar

Risco de perder

Risco de viver

Risco de morrer

Risco de não lembrar o nome dela

Risco de abraçar quem se ama

Risco de correr do afeto a todo tempo

Risco de não confiar mais em ninguém

Risco de deixar de lado oportunidades únicas

Risco de abraçar algo e ir até o fim

Riscos que não quero correr

Riscos que tenho a obrigação de correr

Risco de sonhar de modo exagerado

Riscos utópicos

Risco da falta de fé

Risco de contrair alguma fé alienante ou doentia

Risco de perder tudo

Risco de não entender as palavras mais importantes

Sei que todos nós corremos o risco de ir em direção ao nada

Risco de se perder nos labirintos da existência

Alguns riscos vale a pena correr

Outros, porém, é bem melhor deixar de lado

Só não quero correr o risco de desistir de lutar

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A periferia pulsa!

Jun 3, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Vídeos  //  No Comments

Pouco mais de quinze minutos de vídeo resgatando o que as quebradas de São Paulo falam há muito tempo, mesmo com inúmeras coisas tentando abafar seu lado mais contestador. Lógico que pode soar como um grito apaixonado: a favela pulsa! Dá a impressão de que ainda está dormindo. Apenas parece, ela não conta com os holofotes da elite.

Estatísticas de pobreza vemos até em jornais tendenciosos. Raro é ter acesso, nesses veículos do dinheiro, a sugestões para combater o problema. Qualquer opinião que vá contra a hegemonia da informação é descartada ou jogada ao vento.

Pernicioso é não ver que a elite tem artifícios para fazer os culpados serem idolatrados. Oprimidos tornam-se perseguidos. Quem não deveria ser réu é forçado a estar nesse lugar. Menos para os endinheirados que escondem seus erros o tempo inteiro. Mas quando não dá e os escândalos vêm à tona, correm para pagar fiança ou em busca de algum furo na lei para que o problema não perdure. São permitidos a fazer assim, parece que as coisas estão arquitetadas para beneficiar quem não merece o mínimo de misericórdia.

É o que as mídias alternativas denunciam com maestria. Desde os blogs mais simples e, às vezes, escondidos nesse emaranhado de informações, até sites, jornais e revistas que são acessadas aos montes, mas, mesmo assim, guerreiam todos os dias para sobreviver. Um dos motivos me parece óbvio, não estão de mãos dadas com os donos do capital. Da mesma forma que esse documentário.Vai de leste a oeste, norte a sul, sem temer falar a verdade.

Parece que a capilaridade e a qualidade das informações que estão percorrendo a internet contribuem para que pessoas de lugares distantes se encontrem em suas semelhanças ou diferenças. Pode não ser fisicamente. De qualquer forma, ajuda a anunciar que o grito é de uma multidão e não apenas de um pequeno grupo. É em sinergia, e não fragmentado.

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Livres do racismo…

Dez 12, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  7 Comments


Tempestade de ideias sobre o que penso acerca de uma questão tão esquecida e ao mesmo tempo tão lembrada em nossa sociedade – o racismo. Qual é o papel de cada cidadão para combater esse atraso que é prejudicial à todos, não apenas aos negros? 


Um dia terei a oportunidade de ajudar a fazer com que muitos se orgulhem de ter descendentes africanos, talvez as escolas também possam fazer isso – teve que virar lei para que as pessoas, pelo menos grande parte delas dentro das escolas, começassem a se mobilizar. Mesmo assim, de certa forma, vejo que ainda tem muito trabalho a ser feito. Os livros de Maria Aparecida Bento cumprem este papel em minha vida, especialmente Cidadania em Preto e Branco. Todo mundo deveria ler este livro, sinto orgulho de saber de onde vim. 

A resolução adotada pelo Conselho Nacional de Educação em 22 de março de 2004, um ano depois de o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter promulgado a Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da História da África na Educação Básica, diz: O sucesso das políticas públicas do Estado brasileiro, institucionais e pedagógicas, visando reparações, reconhecimento e valorização da identidade, da cultura e da história dos negros brasileiros, depende necessariamente de condições (…) favoráveis para o ensino e para as aprendizagens; em outras palavras, todos os alunos negros e não negros, bem como os seus professores, precisam sentir-se valorizados e apoiados. Depende também, de maneira decisiva, da reeducação das relações entre negros e brancos, o que aqui estamos designando como relações étnico-raciais. Depende, ainda, de trabalho conjunto, (…) visto que as mudanças éticas, culturais, pedagógicas e políticas nessas relações não se limitam à escolaDiretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Leia mais >>

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O homem que queria todas as coisas

Out 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

Por Germano Gonçalves (O Urbanista Concreto)

 

Quem não quer sonhar num país que diz ser: divertido, descontraído e democrático.

Meninos e meninas, jovens e adolescentes, sonhando em serem: jogadores, músicos, escritores, artistas e modelos ou simplesmente bandoleiros de um sistema que não podemos mudar que temos que seguir custe o que nos custar, mas são livres para pensar, agir e ao menos tentar vamos nos atrever para termos a visão prática das coisas, alguém tem tudo para ser, mas não tem nada para fazer impedido por um conjunto de princípios.  

A ganância é a que nos corrompe é a que nos compra e se não vendemos sofremos, mas não vamos nos alugar vamos lutar. E nós somos assim, fazemos o nosso melhor sonhamos e tentamos não paramos, param conosco, ainda assim Deus está comigo, contigo com nós até o pescoço e realmente é para ser assim fosse o contrario um homem não teria tentado a engolir um caroço, deixando para nós os destroços de um destino à escondida que ninguém sabe o segredo, é preciso fazer uma opção de vida, mostrar o nosso caráter mesmo que os reis, os patrões, a elite nos achem esfarrapados, miseráveis e condenados aos seus poderes de que as forças mentais têm que seguir.

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Um poema nosso… A força de uma palavra qualquer…

Out 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Poesias  //  2 Comments

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel
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