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Alguns artistas falam sobre educação escolar

Ago 27, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Poesias, Vídeos  //  2 Comments

Depois de assistir o filme Sociedade dos Poetas Mortos e ver os vários episódios do filme, mas principalmente o que marca do final da obra, pensei: o que os artistas têm a dizer sobre a educação escolar? Separei alguns vídeos para você viajar comigo nessa forte reflexão.

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Oficinas Educativas em Aldeias Infantis de Rio Bonito

Jun 25, 2012   //   by Jean Mello   //   Blog, Projetos  //  No Comments

Projeto em parceria com Aldeias Infantis S.O.S de Rio Bonito. Ainda temos vagas. Corra!

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Mudando os paradigmas na Educação

Jun 3, 2012   //   by Jean Mello   //   Blog, Vídeos  //  No Comments

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Uma professora que ainda luta! Sobra esperança? Gaiolas e asas…

Abr 18, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

Conheci uma professora [1] que via de perto a psicose exacerbada na periferia. Tentava salvar meninos e meninas em sala de aula, nos dias bons e ruins, mas não era raro receber as notícias de que um deles já não estava mais nesse mundo, e sim debaixo da terra. Ao acompanhar parte do cotidiano dela percebi que faz muito tempo que sacou a crueldade do sistema que nos corrói.

Sempre tentando fazer sua parte e, ao certo, errando e acertando. Emoção e exaustão ao máximo. Desespero que se transforma no grito que insiste para que os quase cinquenta alunos em sala de aula desligue o celular alto com as músicas de funk e prestem atenção na aula. Só que o isolamento dela não permite que ela mesma saiba que também deve prestar mais atenção neles para que possa dar continuidade ao que pretende fazer para desconstruir aquilo que sempre percebeu, mas não sabe combater. Se bem que ninguém consegue nada sozinho. Pena que apenas alguns poucos professores e professoras sabem disso.

São muitos os meninos e meninas que passam nessa vida que é real, poucos se dão conta. As informações sensacionalistas que não nos ajuda a aguçar nossa percepção de que parte exatamente nasce o problema – garanto que o resultado final é a pistola na mão, só que antes tem vasto ciclo de violência generalizada, tudo por aqui é mais que estranho.

Um fato marcante foi ter visto um de seus alunos se despedir um dia antes de morrer. Ela não entendeu aquela palavra, ele já sabia que o que tinha feito ao tráfico de drogas não tinha perdão. “Caguetou” um integrante do crime. O curioso é que já fazia um tempo razoável que ele nem pisava na escola. Voltou apenas para falar que sua professora o ensinou muitas coisas, e que só naquele momento havia se dado conta.

No dia seguinte, o mesmo jovem que queria voltar atrás, mais ou menos oito horas da noite, final de 2011, teve um encontro com a morte após receber oito tiros em várias partes do corpo. Nem teve chance de reação. Todos na vila sabiam que aquilo ia acontecer exatamente naquela noite, inclusive sua mãe, mas não tinha nenhum lugar para ir e nem como fugir desse tipo de destino que ainda é determinado por muitas leis periféricas. É, mas não apenas as leis das quebradas, os ricos também têm suas leis contra quem dá com a língua nos dentes ou mesmo detonam quem apenas ameaça ocupar um lugar de destaque nesse sistema que apenas não vê quem não quer ou quem tem medo de encarar essa dolorosa realidade.

Ela não desiste de tentar. Cansada por encarar uma carga horária de trabalho que começa às 07:00 horas da manhã e vai quase até às 23:00 horas, apenas nesse horário consegue sair de uma das escolas que trabalha. Ela sente que precisa fazer tudo que pode, vai à escola aos finais de semana. Troca ideia com todos que chegam perto, mas nem tudo consegue perceber ou fazer.

Sentimento de impotência perante a realidade não falta. O sistema opera de modo que quem está certo acaba terminando como errado. Ela e alguns poucos companheiros de trabalho são classificados como os que querem apenas se aparecer. Como se nenhuma realidade estivesse aí para ser transformada.

Rancor! Tenta se explicar e não consegue obter êxito. Vidas que se vão e ela tem a impressão de que nada consegue fazer. Quantos não são os que voam sozinhos? Parece impossível alçar novos voos em um lugar (escola) que engaiola não apenas alunos, mas também professores.

Quem está engaiolado incomoda em partes. Reclama apenas às vezes… Ruim é essa situação em que os que estão presos nem sabem, em muitos casos, que estão impedidos de qualquer coisa fazer. Como demonstrar? Quais mecanismos usar para quando essa dolorosa realidade chegar à tona a um indivíduo qualquer?

Não é de se admirar ver muitos desacreditados por acreditar que esses problemas realmente não têm solução. Até existe, o que falta é reconhecer que não sabemos por qual questão começar e que para traçar qualquer caminho não depende de um ou outro, mas de todos.



[1] Em agosto de 2011 ouvi algumas histórias de uma professora que faz questão de assumir suas aulas em uma comunidade periférica na Zona Sul de São Paulo. Já encontrou coisas em sua carreira que ninguém gostaria de enfrentar. Em 2009 foi até ameaçada de morte por alguns traficantes, “trabalho desafiador e autêntico, nem todos concordam, ainda mais quando o que você contribui para abrir os olhos da juventude”. Não desiste… “Algo me move a continuar, não sei que fim vai dar, apenas quero deixar uma marca melhor nesse mundo tão sofrido”.

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Valorização da cultura na escola, apenas utopia?

Mar 23, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Liberdade através da arte ajuda a aumentar o interesse dos educandos pelo ambiente escolar

 

O que envolve a educação em nosso país, em quase todos os contextos, deixa a desejar. O público da educação básica é tratado como se todos estivessem no mesmo pacote. Isso me leva a crer que a educação em grande instância é pensada a nível político e empresarial para que o Brasil esteja dentro dos padrões estabelecidos a nível internacional.

Para buscar respaldo de especialistas, como leitores muito gostam, digo que, na verdade, o que se deve mesmo acontecer é um esforço, quase que coletivo, para conversar olho no olho com educadores e educadoras, militantes dos mais diversos, ativistas e líderes comunitários que pensam e realizam na prática aquilo que conseguem ver na prática enquanto a mais pura realização do viés comunitário de solidarização cultural e educacional que o sistema educacional brasileiro tanto necessita.

O que está no padrão nem sempre pode ser classificado como boas práticas pedagógicas – é um dos cenários que envolvem estudantes, professores e outros entes da comunidade escolar, que muitas vezes não sabem ao certo quais são as decisões de mesas de bancada que influi no cotidiano escolar e da sociedade como um todo. Sentimento esse preservado por diversos especialistas que não ocupam os espaços ditados pela hegemonia que pensa e dita as regras da educação escolar no Brasil. Leia mais >>

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O perfil sócio-étnico do trabalho escravo

Jan 19, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  5 Comments

 

Em sua maioria, vítimas são migrantes, homens, que partiram do Nordeste. E, em 80% dos casos, negros ou mestiços.

@jeanmello12

Em 2004 o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) criou um mecanismo — nomeado Lista Suja – para registrar empresas flagradas na ilegalidade do trabalho infantil e trabalho escravo. Em 2011 o Brasil bateu o infeliz recorde de pessoas físicas ou jurídicas constantes da lista: houve 52 novos autuados, totalizando 294 empresas ou empregadores individuais envolvidos nesta prática criminosa.

Embora sem destaque na mídia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) — lançou, em outubro de 2011 o perfil das pessoas que estão sob regime escravo. Constatou que mais de 50% do contingente é composto por homens com até 30 anos. Em sua maioria, são migrante do Nordeste. Dentre todos, 80% são negros ou pardos. Será a continuidade daquilo que o país viveu desde o período colonial?

Cento e vinte anos após a “Lei Áurea”, as manchas da segregação continuam presentes na sociedade brasileira. O fenômeno não é exclusivo dos grotões: repete-se mesmo nas grandes capitais, conforme anuncia Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares: “Esse sistema é um modelo abominável adotado por segmentos de latifundiários e capitalistas, para acumulação de riqueza em detrimento da qualidade de vida dos trabalhadores”. Leia mais >>

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