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Racismo e Sexismo na Mídia: uma questão ainda em pauta

Dec 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

É necessário tratar a discriminação perpetuada pela velha mídia. Muitas pessoas já estão questionando há algum tempo esse modelo de comunicação hegemônico

Entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro, foi realizada a oitava edição do seminário A Mulher e Mídia — Racismo e Sexismo na Mídia: uma questão ainda em pauta. Sua programação contou diversas discussões que ainda deixam as pessoas, de um modo geral, sem tantas possibilidades de intervenção, apesar de ser, sempre, com relação ao direito à comunicação e o racismo e sexismo, assuntos polêmicos.

Antes de falar de coisas mais formais, quais foram as instituições organizadoras, por exemplo, digo que apesar de trabalharem com algo diretamente ligado à comunicação, o seminário não contou com formas de divulgação em tempo real, como conexão à internet para os participantes, algo que seria fundamental para disseminar para mais pessoas o que estava sendo tratado. Se assim fosse, os conteúdos poderiam ser postados nas redes sociais com o link da transmissão ao vivo que estava sendo feita.

Realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, Secretaria de Políticas para as Mulheres, Secretaria de Promoção de Políticas da Igualdade Racial, Fundação Ford e ONU Mulheres, com apoio do BNDS. Como um todo o processo contou com mais ou menos cento e quarenta participantes selecionadas (os) de 25 estados. Leia mais >>

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Sempre procurando sentido… De sistemas em sistemas…

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

De sistemas em sistemas… Amores, dissabores… Já pensou se o dissabor – essa eterna sensação de coisas inacabadas, cobrando sempre quanto aos defeitos das pessoas – vem da própria insatisfação, que nunca será satisfeita, apenas por esperar perfeição do seu semelhante?

De entregas em entregas… Sempre esperando receber o que se promete, mesmo sabendo que hoje em dia a manipulação é o que está presente em quase todos os lugares. Os olhos precisam ser abertos… De nada adianta saber e mesmo assim se entregar. E de enganação a palavra humana se alimenta. Alguém duvida disso? Não acho que hoje se engana mais que antes. Percebo apenas que ela [a enganação] tem se diversificado, está mais criativa.

Sempre precisando encontrar algo, com o olhar voltado apenas para os defeitos do outro e mesmo os seus. Mas, uma pergunta apenas, em que lugar a humanidade vê o lado bom das coisas?

Preconceitos não assumidos, discriminação [quantas atitudes aproveitando a bondade de quem está a sua volta, prejudicando as pessoas em suas diferenças], falso altruísmo, apenas para destruir quem ameaça desbancar qualquer sistema construído.

Como é que se encontra sem foco? Defeitos todo mundo tem, o problema é quando só se vê os defeitos dos outros e não os próprios. Todo mundo sabe que o mundo está cheio de gente assim… Sábias as palavras de Cristo: Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho? A não ser que isso seja um engano, sei ao certo que, nos dias atuais, isso se multiplica. Pode ser que eu esteja exagerando. Algo me diz que não… Sou um mero mortal que opina a respeito do que vejo no mundo.

E de sistemas em sistemas o ser humano, quase sempre, procura verdades que são ideologias de aproveitadores e sem escrúpulos, que assumem a face “marqueteira”, roubando ideias e transformando discursos coerentes em práticas distorcidas, prometendo a redenção de quem nenhuma esperança tem. E quando tudo dá errado, coisa que acontece o tempo inteiro, quando os sistemas montados vão caindo [todo império um dia cai, ou melhor, passa para as mãos de outros, com princípios parecidos, só que com mais agressividade], é só olhar para a história que apenas vai se repetindo com o passar dos dias.

Nem tenho a arrogância de dizer que estou certo. De todo modo, essa não deixa de ser minha certeza. Sem sombra de dúvidas ela não é apenas minha certeza. Será que é a sua também? Deplorável…

E o pior é que as atrocidades que vemos é o que não podemos chamar de atitudes desumanas, elas são cometidas pela própria humanidade, como podem ser chamadas de desumanas? E na falta de amor a humanidade vai caminhando, quem sabe em que lugar vai parar?

O orçamento destinado para manutenção do imperialismo gera a fome na periferia do mundo. Isso todo mundo está cansado de saber. Não fazemos nada!

E de fragmentações, inclusive em lugares que não deveria existir, como por exemplo, nos movimentos sociais, estamos fadados pra sempre. Cada um está voltado aos seus próprios interesses. São outros sistemas, disfarçados de benfeitoria, com cara de caridade, fala mal do assistencialismo, só que propõe coisas que apenas faz jogar do mesmo lado que os sistemas opressores. De qual lado vamos ficar?

Doenças que nascem na mente e fora dela, afetando quase tudo na vida. Doenças “incuráveis” que apenas são potencializadas por quem mais dinheiro quer ganhar, em troca do sofrimento alheio. É um mundo assim que chamam de civilizado? E se sistemas em sistemas vamos apenas reproduzindo o que impera como correto… Temos alguma saída?

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Feliz dia das mães

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

 

Alguns filhos são abandonados pelos pais simplesmente porque os pais acham que não poderão dar uma boa formação, a famosa da insegurança, ou mesmo por questões financeiras. Não dá para negar que em algumas situações o egoísmo impera.

O abandono não é um problema novo. No Brasil no século XVIII e XIX o abandono de recém-nascidos já era presente em diversos lugares.

Filhos ficam chateados com seus pais por não entenderem que os pais querem apenas o bem. Uma vez Renato Russo disse que os pais são tão crianças quanto os filhos. Será?

Vidas despedaçadas de famílias que não se resolvem e que os integrantes apenas se culpam – gente que nem se fala ou que se prejudica, tudo em detrimento da falta de perdão.

Abrigos lotados e crianças que crescem sem esperança, tendo como referência alguns educadores. Agora, quando as referências são outras pessoas na rua, quase sempre também com o histórico de abandono, entregues ao mundo da venda de drogas ou à criminalidade, a preocupação é ainda maior. De fato, qualquer tipo de abandono gera consequências. Posso culpar indivíduos que querem a todo tempo dizer e ninguém os ouve? Já vi diversos jovens que sabem tocar algum instrumento musical, interpretam peças de teatro, escrevem e outras habilidades e que não estão procurando alguém para dar voz a eles. Não querem medidas exploratórias disfarçadas de educativas. Eles querem dizer com as palavras deles.

Por outro lado, tem algumas medidas desnecessárias que algumas empresas tomam – jovens não precisam mudar o cabelo ou o jeito que são para demonstrar a essência. Quando algo é completamente padronizado sobram apenas discursos prontos ou mesmo uma interpretação do real, jovens que imitam padrões dentro de um ambiente de trabalho, apenas para tentar garantir o emprego.  No final sobra a insatisfação de estar em um lugar que não aceita as pessoas como elas são. Competência não está no uso ou na falta de um brinco, tampouco no cabelo grande ou pequeno, às vezes nem em técnicas pré-estabelecidas. Quem sou eu para dizer? Não deixa de ser apenas uma sugestão para lidar com a diversidade de pensamentos, estilos e outras formas de se posicionar perante o mundo. Quem pode dizer o que um jovem pode ou não dizer ou fazer?

Quantas famílias ainda estão procurando o caminho ensinado nas novelas? Família perfeita não existe, o que existe é gente que almeja demonstrar uma família perfeita.

Agora, muitos nem podem dizer feliz dia das mães… Outros sonham em ter uma mãe, quem dirá um pai por perto. Não sei por qual motivo estou de um lado e não do outro. O que almejo dizer aqui é que sou feliz por poder olhar para minha mãe, que muito contribuiu e até hoje me ajuda a realizar sonhos, e poder dizer feliz dia das mães. Seria eu um completo egoísta se me esquecesse em dizer que outros não podem fazer a mesma coisa.

Como educador já vi muitos casos em que no dia das mães muitas crianças e adolescentes choravam ao invés de sorrir – alguém precisa ver isso e mostrar que algumas pessoas não podem dar presentes, elas não conhecem seus pais.  Quem é que pode ouvir?

Sim, fico feliz em poder dizer à minha mãe feliz dia das mães. Vou além, acho que todos que têm essa oportunidade, nesse tempo presente, deveria não se contentar apenas em alegrar alguém que está ao seu lado. Uma visita a um abrigo, para ver e conversar com crianças e adolescentes que não podem fazer o mesmo, seria viável.  Ou mesmo procurar em alguma esquina encontrar alguém que não pode dizer feliz dia das mães, até mesmo para dar algum respaldo. Tem voz que vem do coração e que não dá para apagar da memória – não sou ingênuo em dizer que os problemas sociais seriam resolvidos apenas dessa forma. Agora, não dá pra negar que uma mobilização pessoal, que desdobraria em algo maior, poderia ajudar. Você faria algo?

***

Esse é um escrito para as mulheres que assumiram a missão materna.

Esse é um documento para àquelas que não tiveram respaldo para cuidar de seus filhos, abandonadas por homens que não quiseram assumir sua responsabilidade, mas mesmo assim não abandonaram o barco e quiseram ser mães, enfrentando o mundo inteiro para dar boa educação para as crianças.

Escrevi até mesmo para mães que deixaram de lado seus filhos, por acreditarem que eles poderiam ser mais amparados em instituições especializadas, em alguns casos não deixa de ser uma prova de amor. Quem pode julgar?

São palavras de minha mente, sem citações de outros autores, que muito respeito, que podem até ter me inspirado para tentar dizer algo nesse dia tão singelo.

Dedico essas palavras às mães, mulheres, que mesmo com todos os preconceitos da sociedade não desistiram diante das adversidades.

Feliz dia das mães, para minha própria mãe e para todas, independente da situação familiar que se encontram.

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O homem que queria todas as coisas

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

Por Germano Gonçalves (O Urbanista Concreto)

 

Quem não quer sonhar num país que diz ser: divertido, descontraído e democrático.

Meninos e meninas, jovens e adolescentes, sonhando em serem: jogadores, músicos, escritores, artistas e modelos ou simplesmente bandoleiros de um sistema que não podemos mudar que temos que seguir custe o que nos custar, mas são livres para pensar, agir e ao menos tentar vamos nos atrever para termos a visão prática das coisas, alguém tem tudo para ser, mas não tem nada para fazer impedido por um conjunto de princípios.  

A ganância é a que nos corrompe é a que nos compra e se não vendemos sofremos, mas não vamos nos alugar vamos lutar. E nós somos assim, fazemos o nosso melhor sonhamos e tentamos não paramos, param conosco, ainda assim Deus está comigo, contigo com nós até o pescoço e realmente é para ser assim fosse o contrario um homem não teria tentado a engolir um caroço, deixando para nós os destroços de um destino à escondida que ninguém sabe o segredo, é preciso fazer uma opção de vida, mostrar o nosso caráter mesmo que os reis, os patrões, a elite nos achem esfarrapados, miseráveis e condenados aos seus poderes de que as forças mentais têm que seguir.

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Refletindo sobre a palestra na Escola Estadual Hadla Feres: uma forma de mobilização

Oct 12, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog  //  2 Comments

Em 14 de setembro de 2011, como um dos participantes do ciclo de palestras sobre empregabilidade, contando com profissionais dos mais diversos, falei sobre minha atuação enquanto educador social, blogueiro e escritor para dois grupos de jovens de primeiro ano de ensino médio da Escola Estadual Hadla Feres.

Em Carapicuíba, que hoje em dia tem por volta de 400.000 habitantes, a escola fica a mais ou menos meia hora do centro da cidade em um bairro chamado Vila Dirce. Não dá para repetir o jargão que envolve questões estruturais ou problemas de vulnerabilidade social que atinge também esse bairro e por consequência a escola. Trocar aqui algumas informações tem que me fazer colocar em evidência o que a comunidade escolar feito resolver o que aparece pelo caminho. Pelo menos essa é a visão que tenho e que é respaldada por alguns educadores que admiro.

É bom ressaltar que essa foi uma iniciativa da própria escola e que pode se desdobrar em outras mobilizações. Uma das coisas que me chamou atenção foi o envolvimento de parte do corpo docente, representado pela professora e mediadora de conflitos, Raquel Bertolai e da direção, que promoveu toda articulação através do diretor e também escritor José João de Alencar – Psicanálise e Educação: A escuta e a fala na escola pública e o fortalecimento dos laços sociais, esse é o nome do livro que ele escreveu e que esses dias terminei de ler, recomendo para quem quer fazer algo para que o ambiente escolar seja mais humanizado e humanizante. Será que nas escolas, de um modo geral, as pessoas enxergam o outro como legítimo outro?

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Um poema nosso… A força de uma palavra qualquer…

Oct 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Poesias  //  2 Comments

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel
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Sarau Virtual… [entrevista com André Luiz dos Santos e Angélica Rente]

Aug 29, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Entrevistas  //  7 Comments

Angélica Rente e André Luiz dos Santos são meus amigos de faculdade, de quando estudava na Universidade São Marcos. É até irônico chamar um professor de amigo, o tradicionalismo acadêmico não permite tamanha “heresia”. Só não deixo passar que estou falando de alguém com uma bagagem técnica, prática e teórica, que inspirou e inspira muita gente na universidade e fora dela. Essas são palavras minhas e não dele. André Luiz dos Santos

Ao mesmo tempo, nem sei o que perguntar, para uma das pessoas que me deu um empurrão, mesmo sem perceber, para que meus olhos se abrissem para a sinergia entre a arte e a educação, por exemplo. Sim, nem sei se ela sabe, mas, Angélica Rente contribuiu para isso…

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