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É lícito ostentar esperança?

Abr 1, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Poesias  //  No Comments

 

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Realmente, muito esforço na obra. Força, de sobra. Na pista, a mil. Ao som dos Racionais. Não mais passeando no parque, mas de Preto e Amarelo.

Na medida do possível louvo ao Deus que creio. Depois de uns dias fora do ar, refletindo e estruturando pensamentos no papel, volto. Contrariando as estatísticas, ainda insistindo no impossível.

‘Neguim’ na estrada, não da ostentação, a não ser que seja esperança. Batida nervosa, juntando com essa pancada no inconsciente, encontro motivação para meus irmãos, sabendo que sou o primeiro a me achar nas palavras.

Gosto de escrever ao som de rap ou de músicas que me remetem para a plenitude do amor. Rap, simples, parece que são duas crônicas ao mesmo tempo, uma que ouço e a outra que escrevo. Sons que falam de amor? Mais simples ainda… Combustível, em toda e qualquer situação, para sempre continuar e acreditar no hoje e no amanhã.

Pode ser a engrenagem para minha inspiração pessoal. Uma situação, um som ou o inesperado em dias tão monótonos. Dias de lutas e glórias. Momentos que você também vive. Vamos juntos?

Caminhamos na Babilônia do novo milênio. Cidade de Luz. Brilha, ofusca os cantos escuros. Caminhamos para regeneração?

Vaidade humana que dá mais valor para o que visa atrasar a felicidade do próximo. Falta poesia em nossas veias, transbordamos de maldade e não nos damos conta de que nosso egoísmo e a falta de vontade em desfrutar da singeleza da existência é nosso retrocesso. Não devemos temer a entrega.

Visto Preto e Amarelo, prosperidade. Forte identificação. Longe dos parasitas, quem tenta extrair a esperança. Meu lema. Espero que seja também o seu. Distante – quase tão longe quanto o horizonte que tanto busco – das amarras do sistema, bem perto do amor.

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Metáforas reais e imaginárias!

Fev 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas  //  No Comments

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Seria fraco alguém que coloca para fora os sentimentos e as emoções?

Insensível é quem faz questão de não ouvir?

Livre é quem fala aquilo que pensa?

Liberdade é a abertura plena para um caminho de responsabilidade?

Palavras ponderadas ditas nos momentos corretos. Gente escorregando nos desígnios desenfreados da vida.

Buracos abertos nas riquezas da existência ou dos sofrimentos.

Seu coração está em prantos? Em qual tempo vai cuidar de você?

Pra qual lugar foi a confiança em você mesmo?

Novas filosofias… Pensamentos de dentro que resolvi colocá-los para fora.

O que chega antes, os pensamentos ou as certezas?

Quais são as leis não ditas, mas entendidas por todos?

Em que tempo você vive?

Passado, presente, futuro ou um que nunca existiu?

No princípio era apenas o Verbo?

Existiu algum tempo antes do Princípio?

Será que estamos perto do Fim?

Aflita está sua alma? Pouco espaço sobrou para os diálogos. Antes eles eram abafados pela ânsia do porvir. Agora então…

Quando não se olha tanto os defeitos os avanços vitais são maiores.

Perdemos muito tempo nos lamaçais, lugares parecidos com areias movediças. Caminham, caminham, sem chances de sair do lugar, afundando nas incertezas disfarçadas de convicções.

Anjo Caído com face de Anjo de Luz.

Mitologias antigas mais que presentes na atualidade.

Irmãos contra irmãos, técnicas avançadas de colonizadores.

Trevas em forma de luz. Nem sabemos mais o que é real ou mentira.

Nunca pensei que o imaginário seria a mais pura realidade. Diante de nossos olhos! Sempre esteve perto e ao mesmo tempo longe.

Metáforas reais e imaginárias. Metáforas de todos os dias. Passado remoto ou imemorial. Metáforas também dos meus dias!

PS – Minha trilha sonora para esse escrito foi um som de Black Alien. Na segunda vinda.

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Para não dizer que eu não falei das flores!

Fev 7, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

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Sem paz não existe humanidade. Sou demasiadamente humano e não curto guerras. Ao mesmo tempo, nessa crônica poética afirmo o quanto, para além das coisas drásticas vistas nesse mundo, temos também de olhar para o lado bom que nos sobrou. Topa vir junto nessa empreitada?

Lógico, caminho em paz. Sem isso nem faria sentido propor poesias romanceadas com requintes de vida. Nem tudo está perdido em machucados corações.

Acredito em causas para promoção de um mundo melhor. Ainda que pareça ridículo. Vejo tanta gente que dá gosto se inspirar. Tanto amor para doar. Eu mesmo imprimo o que sou no papel pela graça e de graça.

Graciosidade para compartilhar contigo tudo que acho belo. Não se trata em ver o mundo de modo colorido. Sei como sou e o quão pessimista fui em contextos que dava para ver as mesmas situações com outros enfoques.

Nesse mundo as crianças morrem em bombardeios incessantes; guerras civis e injustiças sociais levam embora pessoas de distintas idades, principalmente as mais jovens; em qualquer polo do mundo as culturas são fundamentalistas, nesse sentido é que a religião pode ser a porta aberta para dor ou um mecanismo violento de alienação, entorpecimento. Prefiro a leveza da espiritualidade.

Dinheiro, ou valores atrelados ao poder, predominando entre as nações. Manipulação midiática, escondendo os desígnios reais daquilo que acontece em qualquer parte de nosso planeta.

Não consigo fechar meus olhos para isso. Só não tenho destreza para anular as coisas boas. Não perdi a alma e a sensibilidade em qualquer esquina existencial.

Gaiolas

Iniciativas globais para redução da pobreza; jovens utópicos, em todo mundo, que trabalham em projetos sociais; educadores e ativistas culturais que enxergam a educação como ferramenta de transformação de mentalidades, descolonização mental; organizações sociais remando contra maré e bancando ações culturais de qualidade, diminuindo a adesão de jovens ao mundo da criminalidade.

Não é uma falsa esperança, nem a chatice de uma coluna cronista poética. Sou alguém que, junto com uma infinidade de pessoas, consegue ver “que até no lixão nasce flor”, como nos alerta Mano Brown.

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Especial Jean Mello TV CINEC – Programa Balanço Zona Sul

Fev 1, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Entrevistas, Músicas, Podcast, Vídeos  //  No Comments

O originais desse programa você pode acessar na íntegra por aqui.

Mas fui alertado de que está com muitas falhas técnicas irreversíveis. Por esse motivo, resolvi transformar esse material em uma espécie de programa de rádio. Entrevista e música. Confira…

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3,50 é um Roubo. Lobo. 1.500…

Jan 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Roubo

Um roubo? Não é um roubo? Somos roubados desde sempre. Brasil, você nasceu assaltado, estuprado, fadado a escravidão eterna. A não ser que reaja. Mas Sampa respirou. Presenciei em 2013, momento em que nasceu o livro que vou tornar público nesse final de ano, mas pude ver também agora – começo de 2015 – com meus lindos olhos castanhos. Tá, nem sou eu que falo que meu olhos são lindos. São minas que sempre achei belas – aquelas do movimento. Nunca pensei.

Somos roubados em hospitais públicos, em que corredores de pessoas que passaram por cirurgias graves, se submetem não para cura, mas ao maior açougue humano que presenciei na vida.

Olhe as escolas – principalmente as estaduais – jogadas. Elas são semelhantes às cadeias. Igual. A molecada, na verdade, sabe. Mas a política é tão pesada que eles respondem pixando e quebrando.

Cores e Valores é o melhor disco do Rap que ouvi na vida. Eu que ouvi Sobrevivendo no Inferno pirata. Os caras são ligeiros. Mais que uma pausa. Em Sampa o barato tá louco. Aqui é Literatura Marginal. Não sou ladrão e nunca fui. Nem dou apoio. Meu apoio é pra poesia.

As propagandas televisivas sempre precisaram apenas de trinta segundos para te forçar a consumir. Agora, Cores e Valores, vem detonando na mesma fita. Mensagens diretas, rápidas.

Existe pós-doutorado em Rap? Se não existe esse título, acabei de descobrir que os Racionais são os pós-doutores no estilo, sem contar outras paradas!

A comparação não é simplista. Conheço intelectuais de peso que pegam aquilo que é complexo e simplificam na linguagem. Ciência! As pessoas – até leigas – entendem a complexidade que os eruditos tornam ainda mais dificultosas, geralmente por insegurança ou não dominarem de fato.

Alguém sabe o que significa Zeitgeist (clima intelectual, social e cultural de uma época, mais conhecido como sinal dos tempos)? Poucos captam o significado real disso. Filósofos. Alguns compositores e artistas. Algumas pessoas inseridas na multidão. Mesmo assim são poucas pessoas. Os caras entenderam.

Os Racionais fizeram o que citei de bom: pegaram complexidades sociais não entendidas por muitos e explicaram com uma didática invejável. Sonho de qualquer compositor.

Novo disco, pancada no inconsciente. Literalmente: “entrei pelo seu rádio, tomei cê nem viu”.

Só batida louca e palavras aparentemente jogadas de modo aleatório. Todas conectadas. Força! Tupac.

Gosto de acompanhar a evolução de artistas. Em alguns casos vale a máxima de dizer as mesmas coisas, mas com palavras e formas diversas. Inteligência! Conexão de habilidades e conhecimentos.

Não é na Vila Madalena que tá a riqueza cultural de Sampa. Olha que eu trampei lá. Paguei um pau. Mas Foi em São Matheus, quase no extremo Leste, que estava a Consciência Humana.

Deixe-me voltar para manifestação do começo de 2015. Foi louco. O batalhão estava com medo, os manifestantes não. Juntos definimos o trajeto no “cartão postal de Sampa”, Paulista, travessa com a Consolação. Assembleia – a última vez que presenciei algo tão democrático foi na Pontifícia Universidade Católica/SP. Deixa no gelo, estou a pampa. Sampa respira, em todos extremos. Isso me deixa mais que feliz.

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Ao som de Tupac Shakur finalizo 2014!

Dez 24, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Podcast, Poesias, Vídeos  //  No Comments

Tupac

Quem diria que meu ano terminaria ao som de Tupac Shakur. Aqui, correndo para o abraço!

Quem me viu no começo de 2014…  Nem na melhor das hipóteses apostaria que o final seria assim…  Não apenas o final, mas o desenvolvimento de tudo.

Esse foi o ano que lancei um CD completo, Olhos Abertos.

Milhares de downloads e algumas cópias físicas rolando por aí. Para quem faz um trabalho independente mesclando música, espiritualidade e poesia, está de bom tamanho. De quebra, um clipe. Uma parceria oferecida pela Eureca Vídeo!

Foi o ano que compartilhei as histórias das minhas composições. Uma por uma, das músicas presentes no disco.

Ano em que publiquei muitos textos simples, versões originais de minhas músicas, todas em vídeos caseiros ou Podcasts.

Metáforas dos meus dias, crônicas poéticas sobre Sampa, novas tecnologias e liquidez nas relações. Claro que ultrapassa, porém foram minhas primeiras motivações. Algo bacana nessa série de textos é que, além dos conteúdos escritos, têm imagens que tirei de meu celular mesmo, olhar pessoal da realidade que me cerca.

Isso o que destaquei… Mas se navegar por esse site verá uma infinidade de outras coisas.

Que venha 2015! Novos desafios…

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Não Tive Medo – Jean Mello (violão e voz)

Dez 8, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Podcast, Poesias, Vídeos  //  No Comments

Era pra ser um vídeo. Mas deu problema nas imagens. Aproveitei o áudio. Apenas o compartilhar… De um modo simples! Como sempre…

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