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Rimando entre becos e vielas

Fev 7, 2017   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Contos, Crônicas, Músicas  //  2 Comments

Por Jean Mello

Rimando entre becos e vielas.

Rimando entre becos e vielas.

Resgatar os principais símbolos de resistência da periferia é demonstrar por quais razões é necessário valorizar e enfatizar a cultura periférica.

Nas primeiras linhas explico, assim não me complico, para apresentar o webclipe de Real Tegê, “Licença pra chegar”. Leia mais >>

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Minhas raízes estão firmes como as de um Baobá

Nov 28, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Por Jean Mello

Sarau do Projeto Raízes no Museu da Imigração. Foto: Isidro Sanene

Sarau do Projeto Raízes no Museu da Imigração. Foto: Isidro Sanene

Não conheço profundamente a literatura africana e os aspectos históricos que comprovam o quanto essa cultura influenciou a nós brasileiros. Eu disse que não conheço os detalhes, mas tenho noção do impacto que tudo isso gerou em minha vida enquanto escritor.

Não me culpo por isso – digo a respeito de não saber quase que na totalidade – mesmo sendo um escritor, um jovem intelectual à beira dos 33 anos de idade.

Por que me culpar por não saber na completude se apenas recentemente a “Coleção Geral da História da África” foi traduzida para o português? Leia mais >>

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O acender das velas

Abr 4, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Vídeos  //  No Comments

Intouchables (Intocáveis),  filme francês. Um dos mais sensíveis que já assisti. Não tenho palavras para descrever. Compartilho o release oficial.

Considerado um fenômeno mundial, ´Intocáveis´ traz a história de um aristocrata que contrata um jovem para ser o seu cuidador após um acidente de parapente, o que o deixou tetraplégico. O que era para ser um período experimental, acaba virando uma grande aventura. Amizade, companheirismo e confiança são os elementos que transformam esse filme tocante e inesquecível.

Parte da trilha sonora é composta por músicas de Ludovico Einaudi, brilhante músico italiano, que mistura música clássica com elementos de cultura africana, folk e rock.

Assim como a música dele, ricos são os recursos audiovisuais. Nunca havia experimentado essa sensação de conexão com questões ainda mais elevadas. Instrumental preciso, fala muito mais que as palavras cotidianas ouvidas no calor das emoções. Leia mais >>

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A leitura do mundo precede a leitura da palavra!

Mar 4, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

amanhecer-esmeralada

Acredito que ler é transformador. Escrever, também. Não apenas quando se trata de ler ou escrever palavras, mas imagens. Tanto faz ser criança ou adulto, leitura é interação pura com o mundo.

Ouvi alguém dizer que o poeta coloca no papel seus sentimentos, seus sonhos, suas histórias e impressões inúmeras das realidades tocantes de nossa breve existência. Não só no gênero poético isso se dá, mas a partir de nosso contato direto, sensível, com realidades, todas, que nos cercam.

Quer entender um pouco mais disso? Leia os livros de José Saramago, as poesias de Fernando Pessoa, as histórias dificultosas de serem entendidas de Machado de Assis ou os livros do brasileiro Frei Betto, principalmente Batismo de Sangue. Fui transformado pela literatura, leitura e escrita, não apenas de palavras. As histórias deram asas à minha imaginação e criatividade.

Esses dias alguém me perguntou:

Você sempre foi leitor?

Sim, de diferentes formas. Mas fui alfabetizado mesmo na pré-escola ou até um pouco antes.

– Professores te incentivaram desde sempre?

– Essa foi minha sorte… Na primeira série, tive uma professora chamada Olinda, ela não me sai da memória, que me fez ter contato com as literaturas universais, principalmente as histórias bíblicas. Depois, na segunda série, a professora Rosana, pianista. Nesse meio tempo eu fazia parte de um coral na escola, cantando poesia. Na quarta série, uma outra que, infelizmente, não recordo o nome, mas todas as manhãs ela contava histórias para toda sala, cada dia era um capítulo. Eu ficava ansioso para que os próximos dias chegassem para ver quais desfechos essas histórias tomariam.

– Isso no primário, mas e depois?

– Lá para a sexta série tive a professora Sandra, outra referência. Nós meninos, principalmente, prestávamos muita atenção nas aulas dela. Mas seu referencial não era apenas a beleza. Ela nos dava muitos exercícios para entrarmos em contato com diferentes formas de escrita. Daí pra frente tive muitos mestres. Gente que li ou que assisti aulas. Pessoas do cotidiano, que vemos na rua e aprendemos com elas, quando estamos dispostos.

– Que inveja – essa pessoa me disse. Tenho muita facilidade em escrever pesquisas e artigos acadêmicos, mas sonho em aprender a escrever assim, livre. Contos, crônicas, livros de ficção, romances. 

– Calma, você chega lá – disse eu, brincando.

Amanhecer.jpg 2

Acredito que quanto mais você ler livros gerados pela beleza poética nascida na alma, mais chances você terá de escrever livremente e passar esse sentimento para as pessoas. E, recentemente, um livro assim me fez viajar pelo tempo. Quando eu for pai lerei para meus filhos, assim como um dia leram ou contaram histórias para mim. Nome do livro? Amanhecer Esmeralda… Autoria de Ferréz… Não apenas um escritor da periferia, mas do mundo. Contei todas essas histórias na tentativa de te inspirar. Tenho certeza de que não vai se arrepender ao entrar em contato com esse livro. Ótimo para ser utilizando em sua família, em sala de aula, nas situações inusitadas da vida ou para romper com preconceitos já estabelecidos em nossa sociedade e, infelizmente, ainda não superados.

PS – Você pode comprar esse livro na livraria virtual Inspirando Sonhos, clicando aqui ou em qualquer uma das imagens.

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Promoção de inauguração da Livraria Virtual Inspirando Sonhos…

Jan 21, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Fim de Tarde - Capa

Concorra ao meu livro mais recente, “Fim de Tarde”. Como autor, minha principal inspiração foi, dia após dia, ver o sol se esconder e, junto com isso, presenciar algum fenômeno tão belo quanto esse a minha volta: músicos de rua se apresentando na Avenida Paulista; uma mãe incentivando seu pequeno filho a ler; os professores que lutam para educar em escolas com estrutura precária e sem nenhum incentivo do poder público; as famílias periféricas remando contra maré. Tudo isso me inspira.

E você? O que te inspira?

Para participar da promoção poste a resposta por comentário no Facebook e compartilhe a postagem divulgando essa promoção. A resposta mais criativa vai levar o livro “Fim de Tarde”, de minha autoria. O resultado será divulgado, em meu site e na fanpage da Livraria Virtual Inspirando Sonhos, no domingo (24/01/2015), às 22:00 horas. Participe!

‪#‎oqueteinspira‬

http://inspirandosonhos.com/

 

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No sarau do Suburbano encontrei força poética…

Dez 19, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

Circulando pelos becos centrais de Sampa. Andando, como cronista de um tempo bom para disseminar palavras de conscientização poética, mesmo que para alguns sejam ácidas. “Um bom lugar se constrói com humildade”, já dizia o grande mestre Sabotage.

Foi assim que fiquei sabendo da Feira Literária Marginal Periférica Independente, que aconteceu na Galeria Olido no dia 12 e 13 de novembro desse ano de 2015.

Foto: Marilda Borges

Foto: Marilda Borges

Nessa oportunidade lancei dois livros, ao mesmo tempo, como é de conhecimento de quem acompanha esse blog que completa sete anos de existência. Comemoro com poesia, vida, sonhos alcançados, com alicerces sólidos dos clássicos de filosofia e o firmamento dos escritores contemporâneos em minha prateleira, alma e, porque não dizer, espírito.

Nesses dias em que na São Bento encontrei tanta gente boa, que Alessandro Buzo, escritor, com 12 livros publicados, me convidou para lançar o meu título mais recente, “Fim de Tarde”, no Sarau do Suburbano Convicto. Aceitei de pronto.

Praticamente um mês se passou. No dia 15 de dezembro fui concentrado em direção ao Bixiga. Tinha de chegar no número 70 da rua 13 de maio.

Antes do horário combinado cheguei. Nesse mesmo dia tinha mais um lançamento previsto. Walter Limonada, junto com o Hans Freudenthal, Haikais com Limonada é o título da obra.

Não demorou muito, os poetas foram amontoando. Gente de todos extremos da cidade, com suas ideias e protestos na ponta da língua, registrados no papel ou em dispositivos móveis. Antes das poesias serem recitadas, aos montes, falei de como foi concebido o livro “Fim de Tarde” e um pouco de minha trajetória como educador.

Recitei uma música minha chamada “Palavras”. Essa você encontra de graça em meu primeiro álbum chamado “Olhos Abertos”. Lá eu queria mais ouvir que falar.

Tantas poesias belas, realistas, falando do quanto as quebradas são oprimidas todos os dias pelas injustiças de muitos poderosos que não estão nem aí para o povo e, tampouco, para a vida dos periféricos, principalmente quando são pretos e pobres.

Quilombo cultural, resistência poética. Rola toda terça o sarau do Suburbano. Em 2016, volta à partir de 19 de janeiro. Você lá vai encontrar uma livraria especializada em literatura, que muitos rotulam como marginal.

Especial foi lançar meu livro nesse espaço. Melhor ainda foi conhecer tanta gente boa. Agradecimentos tenho muitos. Não citarei todas as pessoas porque não caberia nesse texto.

Sou escritor, participo de coletivos de poetas e ativistas culturais, gente que faz a diferença.

“Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.”

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Também sou Suburbano Convicto

Dez 14, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Projetos  //  No Comments

Bixiga

Vai rolar nessa terça – 15 de dezembro – a última edição do Sarau do Suburbano Convicto.

Nessa oportunidade farei o lançamento do meu novo livro, “Fim de Tarde”.

Depois de colar na Galeria Olido e no Memorial da América Latina com essa obra, irei em um lugar que há muito tempo quero estar. Fui convidado pelo mentor da parada, Alessandro Buzo.

Firmeza… Quero ver você lá e, de preferência, com seu poema. Bora?

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