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Aos diversos cronistas…

Out 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  2 Comments

Um amigo meu, pessoa que me ajudou a enxergar de forma diferente o conteúdo do livro que estou escrevendo, me disse que minhas crônicas mudam de assunto repentinamente e não aprofundo algumas coisas sérias que abordo. Dentre outras contribuições, das quais, todas elas, sem exceção, apreciei com muito carinho, a que mais chamou atenção foi essa que aponta quanto a forma que levanto os aspectos da sociedade que falo em meus escritos.

De modo algum discordei, mas, pensando durante vários dias e pesquisando outras pessoas que também considero cronistas [quem se entrega a esse “ofício” de descrever a realidade de modo mais livre e às vezes até “descompromissado”, através da escrita ou de outros tipos de arte que envolve uma maneira mais poética de se dizer aquilo que se vê, é cronista, essa é minha forma de ver], pessoas pelas quais aprendi a ter muito respeito, cheguei a conclusão de que muitas manifestações artísticas têm seu tema central e depois disso o discorrer em cima do tema ou de vários temas. Sim, eu sei que na origem etimológica e prática as crônicas tinham outro objetivo e sentido. Usando a definição de Konder, uma das que considero que mais faz sentido, a palavra crônica deriva do Latim chronica, que significava, no início da era cristã, o relato de acontecimentos em ordem cronológica (a narração de histórias segundo a ordem em que se sucedem no tempo). Era, portanto, um breve registro de eventos. Com o passar do tempo isso mudou. Mas, mesmo que não tivesse mudado, sem desvalorizar a origem das coisas, que sentido teria algo que não pudéssemos atribuir outros sentidos?

Um artista que não atribui “seu próprio sentido às coisas” não é artista. Naturalmente pode se entregar e entregar aos outros, a quem lhe acessa ou é acessado por sua arte, essa riqueza originada daquilo que vem de dentro, transformando pensamento e sentimento em livro, quadro ou música. Na música brasileira, por exemplo, temos vários cronistas, gente que fala o que vê sem se preocupar com os ditos métodos. Nem falei logo de cara da literatura, porque está mais que explícito que as crônicas, poesias ou romances, são praticamente a porta de entrada para quem se apaixona pelo ato de ler e depois o de escrever, se expressar pela veia poética.

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EMICIDA: a revolução silenciosa

Out 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  1 Comment

Muita gente tem falado do trampo do Emicida. Acompanho uma coisa ou outra que vem pipocando por aí. Ele está com certa visibilidade na mídia. Quando falo isso não estou tendo nenhuma conotação irônica. Isso muito me agrada [não apenas pelos posicionamentos de simplicidade que ele tem], é a representatividade de uma “maneira nova” de militar em prol de uma causa, aproveitando as “lacunas do sistema”. Essa característica não é apenas do Emicida – outros artistas entram nos lugares com sutileza, mas ao mesmo tempo com a força da mensagem. Na entrevista que inaugura a série Sangue Latino, criada pelo jornalista Eric Nepomuceno, Chico Buarque cita esse instigante fato de alguns artistas preservarem esse “dom” de estar à contramão da hegemonia dominante.

Na página do Emicida no Twitter, podemos ver diversas mensagens que motiva a galera a encarar a vida valorizando a realidade – trampo, cultura, organização, infância, trechos de letras de músicas, enfim, uma infinidade de possibilidades, repertório vasto de ideias. Em uma época que ouvimos tantas bobagens que vem das ditas celebridades, dá certa felicidade quando vemos gente conhecida falando coisas que vale a pena ouvir e que motiva a galera a pensar em um presente de muita correria para, depois de plantar muitas sementes, ter um futuro melhor. Aliás, apenas um adendo, em um país de riqueza cultural de dar inveja, me pergunto quase todos os dias, a respeito das coisas e das pessoas que tomam o lugar de destaque. Futilidade… Ainda bem que sobrou alguns espaços com um pouco mais de liberdade para que as informações circulem, como a Internet, por exemplo.

Não podemos esquecer que o Emicida colhe o que outros plantaram. Se não fosse, por exemplo, a posição que muitas vezes é até acusada de radicalismo, de outros grupos de Rap, jamais veríamos isso que estou chamando de um novo tempo. Isso não anula o talento do Emicida. Baixei o novo CD dele, não paro de ouvir. Espero que você faça o mesmo… A faixa que mais gostei compartilho por aqui.

EMICIDA (Doozicabraba) – 1989

PS – Enquanto escrevia esse material saiu a primeira parte do documentário de ascensão do Emicida.

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Um poema nosso… A força de uma palavra qualquer…

Out 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Poesias  //  2 Comments

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel
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E nos últimos tempos o amor de muitos…

Ago 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Entrevistas, Vídeos  //  4 Comments

Nem dá pra saber o que escrever e o que dizer… Uma coisa que já me vem à mente é que temos uma história muito inconstante e repleta de coisas boas e ruins. Agora, qual é a família que não tem? Como nos ensinou nosso grande amigo e redentor, Jesus Cristo, quem nunca errou que atire a primeira pedra. Aliás, se não fosse o evangelho, puro e simples, o que seria de qualquer um de nós? Pena que são inúmeras as coisas que ofuscam nossa visão acerca da verdade, simplesmente porque quase nada nesse mundo pode se colocar diante Dele; quase todos os olhares são interesseiros; vivemos em um mundo em que a pureza está apenas nas crianças. Mas, mesmo assim, quando elas [as crianças], passam a conviver com os adultos, a única coisa que elas aprendem é como ser impuras. Sim, elas ficam soberbas, amarguradas, manipuladoras, mentirosas, etc., tudo pelo fato de sermos inspiradores de tudo que consiste no não perdão e na falta de amor sem razão. Não sabemos amar! Deve ser por esse motivo que Jesus disse para sermos como as crianças, delas é o Reino dos Céus. Já pensou se fossemos assim? Não conseguimos: política, trabalho, cartão de crédito, interesses, racismo, preconceito, sentimentalismos manipuladores, inconstância atrás de inconstância, verdades absolutas, caindo de engano em engano. Além de tudo isso, ainda, para a tristeza de todos, vemos, enquanto humanos, diversas formas de tirar proveito das situações.

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Jéssica Gonçalves em prol da cultura afro-brasileira…

Jul 11, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Entrevistas  //  4 Comments

Nessa oportunidade entrevisto Jéssica Gonçalves, estudante de Comunicação e Multimeios na PUC de São Paulo, editora e uma das idealizadoras do Baoobaa, site que tem contribuído pra que muitas pessoas ampliem o olhar acerca da cultura afro-brasileira, que mesmo com todos os avanços, inclusive na própria legislação, ainda não é lembrada e valorizada no Brasil. Sim, deixo um pouco de lado a imparcialidade e coloco um pouco do meu olhar sobre a questão. Até porque faço parte desse projeto – como cronista do site – que e a Jéssica tem tocado, junto com Rodrigo Kenan. Mas, minha opinião toma apenas essa pequena parte do documento. Esse espaço, como àqueles que acompanham minhas postagens sabem, não é meu, mas do entrevistado. Nesse caso, trazendo a tona a valorização da questão de gênero, que em sua história cruza com as questões étnicas, digo que está aberto esse canal de comunicação para a minha entrevistada.

Jean Mello – Fale um pouco de sua trajetória pessoal… Incluindo sua própria caminhada, como é que nasce o Baoobaa? Ou seja, além de um acontecimento pontual, que possa ter desencadeado o nascimento do projeto, algo que realmente quero que você aborde aqui, têm outras questões que você também leva em conta?

Jéssica Gonçalves – A minha trajetória começou quando nasci, numa família negra de classe média da cidade de São Paulo. Porém, como tudo se transforma e ganha novos contornos, a minha família também se modificou. Nossa condição social decaiu e cresci, com uma ótima educação, mas me deparando com algumas dificuldades para alcançar o que eu almejava.

Mas como uma boa brasileira, aprendi a não desistir nunca dos meus objetivos. Foi assim que entrei, em 2010, na Universidade. A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – uma das melhores universidades privadas do estado. Tenho orgulho de dizer isso e acentuar que eu venci uma etapa, mesmo sabendo das dificuldades que eu iria encontrar pela frente, como a alta mensalidade, por exemplo.

Dentro da sala de aula, um choque: eu sou a única negra da minha turma! Foi aí que comecei a pensar no negro dentro das universidades. Comecei a me questionar, de fato, sobre inclusão/exclusão, preconceitos, racismos… E a ideia surgiu: o Baoobaa.

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Retratos da Alienação

Jul 1, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  6 Comments

Na falta de caminhada e até mesmo na incompreensão é que muitos estão situados, em não entender o mundo em sua plenitude. Qual é a voz que precisa ser ouvida para que possamos entender a tal da realidade? E como é que dá para “classificar” os erros de como nossa sociedade está hierarquizada? Ou seja, será que não conseguimos ver que quase nada na formulação de nossa história, bem como de políticas implantadas, de coisas simples ou complexas, não são calcadas em nenhuma ingenuidade?

Como é que vou dizer que quem não venceu segundo os valores do capitalismo é um incompetente ou um vagabundo? Como é que digo que a polícia é um exemplo de como se deve servir ao povo? Absolutamente, com todas as letras, estaria negando todos esses anos que tenho me dedicado à árdua tarefa de ser um educador social. Estaria jogando todo conhecimento adquirido em dias e dias de leitura e de experiências pedagógicas, das mais diversas, no lixo. Se eu afirmasse essas coisas, como exemplo de dignidade, estaria também eu dentro desse retrato de alienação extrema.

Acho que muita gente está equivocada. Ainda não entenderam que mesmo que algumas pessoas lutem, nunca serão correspondidas em seus anseios, porque o fato de elas serem correspondidas significaria o abandono de poder de outros que não têm nenhum interesse nisso.

O que muita gente vê na televisão, como fala de apresentadores que ganham salários mirabolantes para julgar até mesmo os ditos criminosos, que muitas vezes são mesmo, não dedicam sua energia para denunciar crimes até mais drásticos, ou que desencadeiam a violência urbana, do próprio sistema que eles servem. Para ser mais claro: muita gente denuncia as consequências, só que quase ninguém denuncia a causa. Será que são comprados? É uma pergunta retórica, nem precisa responder.

Quem é que detém o poder da comunicação de massa? Quem é que conta a história oficial? Quem é que forma a opinião pública? Existe uma multidão seguindo a mentira ao invés de olhar com cautela para a verdade que está ao lado. Quem sabe eu e você não somos assim? Sei lá, não sou dono da verdade, creio que ninguém seja, mas tenho consciência de que ela me toca o tempo inteiro. Apenas tenho que ter sensibilidade para percebê-la.

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Frutos do Brasil

Mai 30, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Entrevistas, Vídeos  //  1 Comment

 

O documentário Frutos do Brasil possui aproximadamente 54 minutos de duração e retrata 8 histórias de grupos de jovens de diferentes regiões do país. São práticas democráticas protagonizadas por aqueles que cansaram de esperar e resolveram atuar, participar. As imagens colocam cor e relevo na diversidade de contextos sociais em que cada grupo está inserido, seus desafios e sua atuação.

O Frutos do Brasil é um convite para entrar em cada um dos diferentes mundos: escutar desde o maracatu do jovem rural, ao som do asfalto do jovem urbano. Perceber as demandas cotidianas dos jovens ribeirinhas e as soluções encontradas nas salas de aula da universidade. São histórias que se misturam com tantas outras dos mais de 50 milhões de jovens brasileiros.
Além do documentário, este DVD também contém curtas-metragens produzidos por jovens de diferentes regiões do Brasil sobre participação juvenil.

Frutos do Brasil from Jean Mello on Vimeo.

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