Browsing articles tagged with "Arquivo de Desigualdades Sociais - Página 9 de 16 - Jean Mello"

Tempos de escola…

Abr 26, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Educacao

Esqueça, por enquanto, os indicadores e o esforço das políticas nacionais em criar mecanismos de avaliações para medir a qualidade da educação neste amplo território.

Jogue fora, depois você pode até revirar a lata de lixo procurando os métodos de ensino de apostilas, até porque você será cobrado exatamente por isso, os “conhecimentos” condicionantes para o vestibular, quantos alunos entraram na Universidade de São Paulo é o que vale para definir o que é uma boa escola. Mas na verdade não é isso. Alguém inteligente pode nem ter diploma.

Essas técnicas de nada servem quando seus chamados alunos chegam com perguntas acerca da vida, sexualidade, existência… posso ver, em infinitas situações, as indagações dos educandos barradas para que o cronograma, o programa, as imposições de treinamentos, as violências neoliberalistas, para encaixar o sujeito nas normas já estabelecidas, sejam cumpridas, sanadas.

Nem é disso que mais lembramos como coisas boas no ambiente escolar. Tá, o chato às vezes é necessário. Mas tem mesmo que ser a única e insistente opção?

O que é mais importante, se relacionar com as pessoas a sua volta ou os conteúdos que devem ser aplicados?

Lembre-se de como você mesmo era na escola. Hoje, os comportamentos cobrados eram exatamente os que você preservava em seu coração em abundância. Poxa, virou professor e se esqueceu de como você era quando aluno? Leia mais >>

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Escola ou fliperama?

Abr 26, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

VLUU L100, M100  / Samsung L100, M100Escola ou fliperama? A pergunta ecoava, feita para grupos extensos, adolescentes. Nem precisava se esforçar, o que a galera escolhia?

O resultado vinha nas notas, após dias e dias jogando e deixando de lado as aulas chatas, mas a maioria nem ligava.

Certo ou errado, naquele instante, as pessoas tinham a possibilidade de escolher. Como hoje muita gente tem – preferimos o falso moralismo, o papo de que só há progresso quando as pessoas estão inseridas, até o pescoço, nas normas cultas, ou cultuadas, do ensino tradicional, em escolas prisioneiras do corpo e da alma.

É certo que em alguns aspectos as portas se abrem. Poucas oportunidades têm para quem concluiu apenas a educação básica. Mas e aí, será mesmo que essas etapas garantem saberes não treinados? Àqueles não restritos ao mercado do trabalho ou aos vestibulares. Tirem esses meninos dessas formas que perduram há tempos.

Lógico é… um beijo, os amassos, as longas risadas, ensinam bem mais. As conversas inspiradoras na hora do intervalo ou as trocas, chamadas alienadas ou não, no fundo da sala ou em qualquer lugar da escola, gruda na memória, diferente da Fórmula de Bhaskara. Importante para o futuro? Pode até ser… mas acho, em minha vasta ignorância e uma pré-disposição em insistir na escrita de textos “fora da realidade”, intervenções diferentes poderiam ser feitas no ambiente escolar. Sei que em inúmeros exemplos elas são feitas, realizadas, com gente de todo Brasil fazendo a diferença na cultura e na educação. Basta? Não, o sistema se protege, ele não mudou. A educação alternativa pode tentar corroer as grades prisioneiras dos programas estabelecidos por todos os anos, até a entrada da galera no mundo universitário, mas como está tudo ali, instaurado como maquiagem do saber, é como dar murros em ponta de faca.

Mesmo assim, os resultados são inúmeros, quando vemos práticas alternativas, de comunicação e cultura, de um modo mais amplo, realizadas em escolas, principalmente as públicas.

E não paramos de perpetuar gaiolas ao invés de asas. É, quanta ingenuidade a minha. Encorajar o voo tira as pessoas do controle das grades impostas. Mas, de forma inconsciente, a galera resiste ao que é imposto. Em minha época, pelo menos em meio aos meninos a pergunta era escola ou fliperama. Hoje em dia preciso me atualizar. A pergunta deve ser qual? Só busco saber qual deve ser a pergunta, porque a resposta deve permanecer a mesma…

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Ainda vejo o mundo regredir…

Abr 6, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Lógico que a urgência emerge em meio às palavras dos poetas. Sorrisos e lágrimas em palavras nas entrelinhas ou com uma força que a alma alienada, anestesiada, não aguenta.

Vejo, assim como as palavras do poeta, o mundo regredir entre a fé, ou a falta de fé, e o dinheiro. Algumas das minhas reflexões por aqui ressaltam exatamente estes pensamentos. Não tenho longe de mim qualquer espinho na carne.

As palavras que te cercam querem apenas te enganar. Ouça, antes de tudo, a força daquilo que sua consciência diz. Não queira atravessar o deserto mais de uma vez por falta de discernimento.

muro

Determinação, lutas sem fim em dias de chuva não de milagres. Vivendo, ao mesmo tempo, o sonho e o pesadelo. Enxergando a regressão dos sonhos estúpidos, mas que salvaria até o mais miserável dos homens. No chão fica apenas quem não se encontra.

Muita gente sente saudades de um tempo que demorava mais para passar. Geralmente isso acontece em uma das melhores fases da vida, infância. Lá mora a raiz de nossa memória, as ricas lembranças. Tudo é mais puro, apesar de em nenhum momento de nossa existência existir completa pureza. Mora também, em nossas origens infantis, nas raízes da infância, o começo das grandes realizações.

Podemos nos tornar pessoas tristes ou alegres, dependendo do quanto de ciência temos. Não necessariamente estrutura emocional define a fortaleza para enxergar a realidade, distinguir não o certo ou errado, mas que o impossível é só questão de opinião. Leia mais >>

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Lutas infindáveis e perseverança incessante

Mar 24, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Lutas infindáveis e perseverança incessante para alcançar o inimaginável.

Palavras nascendo e morrendo ao vento que sopra. Vem de um lugar que ninguém sabe qual é e, ao mesmo tempo, quase que na mesma proporção, vai para outro lugar que, da mesma forma, ninguém imagina.

É como caminhar em direção ao horizonte, àquele bem distante. Parece que nunca chega, mas quem sabe o que busca nunca desiste de caminhar. Torna-se também como a palavra muito dita em meus escritos, utopia. Sim, ela ainda é como define Eduardo Galeano:

A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

Sol

Não é apenas o inalcançável, simplesmente pelo motivo de que ninguém pode nos fazer desistir de caminhar. Pode soar como um grito que ecoa e, ao mesmo tempo, ninguém ouve. Mesmo assim pode até ser dito.

As palavras nunca são em vão e elas nunca se perdem. Atitudes também, não resultam no nada. Elas são poderosas para transformar grandes e pequenas realidades, bastam ao menos algumas tentativas, movimentos para gerar outros movimentos, dos mais diversos.

Lamento, por saber que a raridade, a escassez de pessoas que ainda dão asas para as seus sonhos é cada vez mais comum em nossos dias. Mesmo com toda essa corrente contrária, jamais deixo morrer dentro de mim o impossível. Espero que você faça o mesmo.

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O martírio e a confiança cega

Mar 23, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

03-Porque-a-fe-prejudica-o-individuo

Entre o delírio e a fé. Entre o martírio e a confiança cega. Vejo o mundo regredir e progredir ao mesmo tempo.

Pleno em observar e interferir. É muito bom publicar pensamentos, melhor ainda vê-los frutificar em vidas, em sonhos, em gente que tinha desistido de andar e encontrar.

Lógico que paira no ar uma sombra pouco dotada de amor. Ela não tem o poder de nos conduzir para perto da vida, ainda que pareça que sim. Também não será para sempre que suas ilusões nos farão não acreditar no amanhã. Sempre é muito tempo, por mais que pareça que algumas coisas, regras, estão condenadas a sempre existir e ditar nossos dias.

E escolhi ser um escriba de nossos dias, da esperança ou da dor, da fé ou da falta de fé, das palavras cortantes, verdadeiras ou de falsidade imensurável.

Mártires são escassos. Venda de caminhos cada vez mais comum. Metáforas estão em extinção. Poesia falta em nossas veias. Ainda tememos e bela e pura entrega diante do absoluto.

A moral e os bons costumes disfarçam as reais intenções. Ao pó voltaremos, até então, sem nada ter daquilo que por aqui contraímos. Algo podemos deixar, mas levar embora para eternidade é bem mais difícil. Já parou pra pensar em quais são os legados que você preserva?

Um olhar, cortante como a espada da palavra. Ele vivo, ainda demonstra que resta alguma chance para escrever histórias de profunda consciência.

Retomando a coragem que estava perdida. Quando se encontra algo que realmente é prazeroso, nada consegue frear os reais desígnios. Quando o tempo passa, sem nenhum resquício de dúvida, as peças se encaixam.

Rumo à redenção, quase que profética, a palavra tem o poder de te levar. Resta saber… Seu caminho é a miserabilidade humana travestida de riqueza ou a humildade, que não tem muito a ver com humilhação do ponto de vista do olhar limitado humano, mas que, depois que poucos entenderem, está completamente relacionada com o pouco que temos e podemos deixar enquanto boa marca nesse mundo. Sim, nada se pode levar, mas algo de muito importante podemos deixar

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O artificial sobrepõe o real?

Fev 24, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Poucas pessoas param para pensar e discursar acerca do impacto que as revoluções tecnológicas causa no cotidiano das pessoas.

Enquanto fenômeno de caráter social – quando penso no número de informações que as pessoas acessam no cotidiano – os acessos à internet, de qualquer lugar, dinamiza, e muito, a visão que as pessoas passam a ter da realidade. São versões diversificadas de um mesmo acontecimento. Agora não apenas de algumas mídias oficiais, centradas apenas em compromissos com patrocinadores, chegam as notícias.

Reflexão densa, com enfoques inúmeros enquanto possibilidades de abordagem. Cuidado para não pirar quando perceber a emergência que é tratar com zelo a realidade que temos nas mãos, nas ruas, nos blogs, nas redes como um todo. Sim, parto da minha tela e, agora, enquanto você para por alguns minutos, de seu precioso tempo, pra pensar na versão desse que apenas compartilha um ponto de vista que para muitos é comum, mas, para grande maioria, trata-se de mais palavras que podem ser jogadas ao vento. Não aquele de Caetano, em que caminhava por aí sem lenço e nem documento. Leia mais >>

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Velhos e novos sons

Fev 21, 2014   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas  //  No Comments

Música e literatura transformaram-se, nos últimos cinco anos, em minhas maiores expressões de vida. Em diversas de minhas produções compartilho esses conteúdos. Agora, ao organizar minhas músicas, aglutinei todas em apenas um lugar que, para variar, estão disponíveis de graça. Clique na imagem e seja direcionado. Ajude a divulgar…

Jean Tocando

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