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Minhas raízes estão firmes como as de um Baobá

Nov 28, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Por Jean Mello

Sarau do Projeto Raízes no Museu da Imigração. Foto: Isidro Sanene

Sarau do Projeto Raízes no Museu da Imigração. Foto: Isidro Sanene

Não conheço profundamente a literatura africana e os aspectos históricos que comprovam o quanto essa cultura influenciou a nós brasileiros. Eu disse que não conheço os detalhes, mas tenho noção do impacto que tudo isso gerou em minha vida enquanto escritor.

Não me culpo por isso – digo a respeito de não saber quase que na totalidade – mesmo sendo um escritor, um jovem intelectual à beira dos 33 anos de idade.

Por que me culpar por não saber na completude se apenas recentemente a “Coleção Geral da História da África” foi traduzida para o português? Leia mais >>

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O acender das velas

Abr 4, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Vídeos  //  1 Comment

Intouchables (Intocáveis),  filme francês. Um dos mais sensíveis que já assisti. Não tenho palavras para descrever. Compartilho o release oficial.

Considerado um fenômeno mundial, ´Intocáveis´ traz a história de um aristocrata que contrata um jovem para ser o seu cuidador após um acidente de parapente, o que o deixou tetraplégico. O que era para ser um período experimental, acaba virando uma grande aventura. Amizade, companheirismo e confiança são os elementos que transformam esse filme tocante e inesquecível.

Parte da trilha sonora é composta por músicas de Ludovico Einaudi, brilhante músico italiano, que mistura música clássica com elementos de cultura africana, folk e rock.

Assim como a música dele, ricos são os recursos audiovisuais. Nunca havia experimentado essa sensação de conexão com questões ainda mais elevadas. Instrumental preciso, fala muito mais que as palavras cotidianas ouvidas no calor das emoções. Leia mais >>

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A leitura do mundo precede a leitura da palavra!

Mar 4, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

amanhecer-esmeralada

Acredito que ler é transformador. Escrever, também. Não apenas quando se trata de ler ou escrever palavras, mas imagens. Tanto faz ser criança ou adulto, leitura é interação pura com o mundo.

Ouvi alguém dizer que o poeta coloca no papel seus sentimentos, seus sonhos, suas histórias e impressões inúmeras das realidades tocantes de nossa breve existência. Não só no gênero poético isso se dá, mas a partir de nosso contato direto, sensível, com realidades, todas, que nos cercam.

Quer entender um pouco mais disso? Leia os livros de José Saramago, as poesias de Fernando Pessoa, as histórias dificultosas de serem entendidas de Machado de Assis ou os livros do brasileiro Frei Betto, principalmente Batismo de Sangue. Fui transformado pela literatura, leitura e escrita, não apenas de palavras. As histórias deram asas à minha imaginação e criatividade.

Esses dias alguém me perguntou:

Você sempre foi leitor?

Sim, de diferentes formas. Mas fui alfabetizado mesmo na pré-escola ou até um pouco antes.

– Professores te incentivaram desde sempre?

– Essa foi minha sorte… Na primeira série, tive uma professora chamada Olinda, ela não me sai da memória, que me fez ter contato com as literaturas universais, principalmente as histórias bíblicas. Depois, na segunda série, a professora Rosana, pianista. Nesse meio tempo eu fazia parte de um coral na escola, cantando poesia. Na quarta série, uma outra que, infelizmente, não recordo o nome, mas todas as manhãs ela contava histórias para toda sala, cada dia era um capítulo. Eu ficava ansioso para que os próximos dias chegassem para ver quais desfechos essas histórias tomariam.

– Isso no primário, mas e depois?

– Lá para a sexta série tive a professora Sandra, outra referência. Nós meninos, principalmente, prestávamos muita atenção nas aulas dela. Mas seu referencial não era apenas a beleza. Ela nos dava muitos exercícios para entrarmos em contato com diferentes formas de escrita. Daí pra frente tive muitos mestres. Gente que li ou que assisti aulas. Pessoas do cotidiano, que vemos na rua e aprendemos com elas, quando estamos dispostos.

– Que inveja – essa pessoa me disse. Tenho muita facilidade em escrever pesquisas e artigos acadêmicos, mas sonho em aprender a escrever assim, livre. Contos, crônicas, livros de ficção, romances. 

– Calma, você chega lá – disse eu, brincando.

Amanhecer.jpg 2

Acredito que quanto mais você ler livros gerados pela beleza poética nascida na alma, mais chances você terá de escrever livremente e passar esse sentimento para as pessoas. E, recentemente, um livro assim me fez viajar pelo tempo. Quando eu for pai lerei para meus filhos, assim como um dia leram ou contaram histórias para mim. Nome do livro? Amanhecer Esmeralda… Autoria de Ferréz… Não apenas um escritor da periferia, mas do mundo. Contei todas essas histórias na tentativa de te inspirar. Tenho certeza de que não vai se arrepender ao entrar em contato com esse livro. Ótimo para ser utilizando em sua família, em sala de aula, nas situações inusitadas da vida ou para romper com preconceitos já estabelecidos em nossa sociedade e, infelizmente, ainda não superados.

PS – Você pode comprar esse livro na livraria virtual Inspirando Sonhos, clicando aqui ou em qualquer uma das imagens.

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Mesa farta de escritos…

Dez 31, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Músicas  //  No Comments
Imagem: Sylvio Ayala

Imagem: Sylvio Ayala

Pra quem simplesmente observa, essa é uma mesa repleta de escritos, raros ou não, gêneros aleatórios.

Olhando de modo mais atento vemos, no mínimo, pessoas que colocaram a alma no papel, em diferentes épocas e contextos. Mas no dia em que essa mesa estava posta, eu me fazia presente a convite do mestre Sylvio Ayala.

Local? Instituto Verdescola… Fica na Barra do Sahy, litoral norte de São Paulo. Tive a oportunidade de ver mais coisas – além da farta mesa literária – e de refutar o mito de que crianças, adolescentes e adultos, de regiões de vulnerabilidade social não se interessam pela leitura ou pela escrita, pelas artes, de um modo geral.

Desde 2014 sou convidado para fazer umas oficinas esporádicas por lá. Geralmente de comunicação com foco em mídias digitais, musicalização e outras temáticas caras ao universo educacional e cultural, brasileiro e mundial. Sempre fui bem recebido.

Nessa época eu era autor de apenas um livro, Crônicas Perdidas. Quantas coisas boas de lá para cá.

Agora, em 2015, sem desconsiderar qualquer momento passado dessa história, o convite foi ainda mais especial. Verde Festival. Preciso me explicar. Utilizarei as palavras do Instituto, que comemorou 10 anos de existência, aproveitando o momento propício do evento, você pode entender melhor em que consiste o festival.

(…) durante todo o dia houve apresentações dos alunos e espaços com oficinas, exposições e vivências que de alguma maneira faziam os visitantes conhecerem e outros relembrarem estes anos da história do Instituto na comunidade. Por este ano ser mais que um festival e ser também um motivo de comemoração de aniversário, mais do que nunca os alunos capricharam nas apresentações e nos espaços decorados com temas, como, por exemplo, a sala de comunicação que virou um túnel do tempo relembrando o nascimento de jornais e revistas, primeiros tipos de escrita e a exposição com os veículos de comunicação – rádios antigos, telefones, máquina de escrever entre outros.

Por volta de mil famílias passaram pelo local no dia 09 de dezembro de 2015. Tem mais preciosidades que peguei no blog do Verdescola.

E para descontrair ainda mais o grupo de teatro do projeto “Espetáculo” que faz as oficinas aos sábados, fez uma apresentação sobre “Vida no Sertão” falando sobre as pessoas que deixaram o nordeste em busca de uma vida melhor. Histórias de vida parecidas com as dos moradores da comunidade da Vila Sahy.

Não apenas histórias parecidas com as dos moradores daquela região. As apresentações refletiram, em minha opinião, complexidades humanas universais, raramente abordadas em instituições educacionais e, ainda mais, nas relações sociais do cotidiano.

Aprecio quando vejo educadores inserirem os clássicos filosóficos em suas oficinas pedagógicas, integrando esses densos conhecimentos às artes inúmeras.

Ainda preservo em mim a apreciação utópica em perceber os momentos em que seres humanos são transformados por intervenções poéticas e artísticas.

Guardo isso em mim por saber que participar de tudo isso é simplesmente uma oportunidade de me inserir na história que nesse momento acontece.

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No sarau do Suburbano encontrei força poética…

Dez 19, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  3 Comments

Circulando pelos becos centrais de Sampa. Andando, como cronista de um tempo bom para disseminar palavras de conscientização poética, mesmo que para alguns sejam ácidas. “Um bom lugar se constrói com humildade”, já dizia o grande mestre Sabotage.

Foi assim que fiquei sabendo da Feira Literária Marginal Periférica Independente, que aconteceu na Galeria Olido no dia 12 e 13 de novembro desse ano de 2015.

Foto: Marilda Borges

Foto: Marilda Borges

Nessa oportunidade lancei dois livros, ao mesmo tempo, como é de conhecimento de quem acompanha esse blog que completa sete anos de existência. Comemoro com poesia, vida, sonhos alcançados, com alicerces sólidos dos clássicos de filosofia e o firmamento dos escritores contemporâneos em minha prateleira, alma e, porque não dizer, espírito.

Nesses dias em que na São Bento encontrei tanta gente boa, que Alessandro Buzo, escritor, com 12 livros publicados, me convidou para lançar o meu título mais recente, “Fim de Tarde”, no Sarau do Suburbano Convicto. Aceitei de pronto.

Praticamente um mês se passou. No dia 15 de dezembro fui concentrado em direção ao Bixiga. Tinha de chegar no número 70 da rua 13 de maio.

Antes do horário combinado cheguei. Nesse mesmo dia tinha mais um lançamento previsto. Walter Limonada, junto com o Hans Freudenthal, Haikais com Limonada é o título da obra.

Não demorou muito, os poetas foram amontoando. Gente de todos extremos da cidade, com suas ideias e protestos na ponta da língua, registrados no papel ou em dispositivos móveis. Antes das poesias serem recitadas, aos montes, falei de como foi concebido o livro “Fim de Tarde” e um pouco de minha trajetória como educador.

Recitei uma música minha chamada “Palavras”. Essa você encontra de graça em meu primeiro álbum chamado “Olhos Abertos”. Lá eu queria mais ouvir que falar.

Tantas poesias belas, realistas, falando do quanto as quebradas são oprimidas todos os dias pelas injustiças de muitos poderosos que não estão nem aí para o povo e, tampouco, para a vida dos periféricos, principalmente quando são pretos e pobres.

Quilombo cultural, resistência poética. Rola toda terça o sarau do Suburbano. Em 2016, volta à partir de 19 de janeiro. Você lá vai encontrar uma livraria especializada em literatura, que muitos rotulam como marginal.

Especial foi lançar meu livro nesse espaço. Melhor ainda foi conhecer tanta gente boa. Agradecimentos tenho muitos. Não citarei todas as pessoas porque não caberia nesse texto.

Sou escritor, participo de coletivos de poetas e ativistas culturais, gente que faz a diferença.

“Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.”

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Também sou Suburbano Convicto

Dez 14, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Projetos  //  No Comments

Bixiga

Vai rolar nessa terça – 15 de dezembro – a última edição do Sarau do Suburbano Convicto.

Nessa oportunidade farei o lançamento do meu novo livro, “Fim de Tarde”.

Depois de colar na Galeria Olido e no Memorial da América Latina com essa obra, irei em um lugar que há muito tempo quero estar. Fui convidado pelo mentor da parada, Alessandro Buzo.

Firmeza… Quero ver você lá e, de preferência, com seu poema. Bora?

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Sarau do Vinil – Edição de Dezembro

Dez 11, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Publicações  //  No Comments

Sarau do Vinil

Tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Fernando Pessoa

Especial não por ser o último sarau que vou participar nesse ano, soltando rojões por conta da densa trajetória percorrida com um livro tão recente, “Fim de Tarde”. Visceral… Assim descrevo o Sarau do Vinil.

Nem precisa de esforço para desenvolver escrita livre sobre algo que está na alma. Não apenas para te convidar. Mas porque, simplesmente, ser chamado para falar de metáforas dos meus dias, periféricas, centrais, quebradas ou inteiras, é a razão principal pela qual escolhi ser cronista poético.

Não mais com crônicas perdidas, foram achadas. Espalhando sementes, esperança. Aos poucos encontro parceiros, gente como eu, que dá asas às utopias comuns e incomuns.

Se planejei nesse ano publicar dois livros, sendo que um já está esgotado? Em partes… Um processo editorial pode ser bem elaborado, arquitetado, planejado. Agora, as reações das pessoas não. Mais que feliz… Apesar de todas as dificuldades já conhecidas encaradas por todos ativistas culturais. Claro, todo brasileiro.

Quero agradecer toda galera que organiza o sarau, especialmente a Alê.

Vou deixar cada leitor com as palavras ditas não por mim, mas pela equipe que faz o Sarau do Vinil acontecer.

Você vai colar com sua poesia?

Salve, família!!!

Nossa edição de dezembro vai dar samba… na vitrola, nossa homenagem aos 50 anos de carreira da diva Beth Carvalho, e os 40 anos da musa Leci Brandão.

A expo vai ficar por conta do cartunista, artista, poeta, figuraça: Nelson Catenee, que promete pincelar na hora e ao vivo as nossas emoções.

Jean Mello acabou de parir mais um livro e vai nos contar tudo sobre o seu “Fim de Tarde”. Escritor aqui da quebrada, nossa voz!

E pra fechar, nosso parceiro Márcio Rodrigues vai comandar a roda de samba que vai ser aberta, como os mics, as mentes e os corações. Traga seu instrumento, ou venha batucar os nossos… bora fazer barulho, dando cadência e sentido pro nosso samba!
Durante a nossa festa a galera da Deeanto Brasil vai montar uma loja bem massa com artigos de vestuário cheios de imponência e empoderamento preto!

Se vc não é ruim da cabeça, nem doente do pé, cola aí!

“Mas o meu nome vai ficando pela madrugada
Que eu tenho um samba e outro pra cada emoção
Poeta que é poeta não perde a parada
O que vem é festa pro meu coração”
(Paulo César Pinheiro)

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