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“No Princípio Era o Verbo”

Mai 11, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Imagens, Músicas  //  No Comments

Olha só aquele shopping, que da hora!
Uns moleques na frente pedindo esmola
De pé no chão, mal vestidos, sem comer
Será que alguns que estão ali irão vencer?

(Racionais MC´S)

Escrevo ao som de Tupac, Sabotage, Black Alien e Racionais.

Claro que é som pesado, mesmo que o primeiro citado não seja em meu idioma, mas tenho a impressão de que entendo todas as palavras. Já disse em algumas letras de textos de minha autoria que não consigo ler e escutar poesia musicada, rap. Mas consigo escrever…

Não é à toa que tenho buscado – com afinco – a humildade dos pés desgastado de Cristo Jesus (não na completude, Ele é o Supremo Mestre, inalcançável nos planos desse mundo ainda não em estado completo de regeneração, apenas em um futuro próximo). Só que, em meus limitados pensamentos, cheguei à conclusão de que a humildade de Sabotage eu posso alcançar. Todos nós podemos, basta querer.

Meu natal de 2014, mais conhecido como ano passado, foi lendo a biografia de Sabotage. Pesquisa apurada do jornalista Toni C, sobre o Maestro do Canão. Um bom lugar é o nome do livro.

Maestro do Canão, Alexandre de Maio

Nesse texto não tentarei destrinchar o conteúdo do livro. Seria injusto pra mim, o material é tão bem escrito que, pelo menos de minha parte, não cabe uma resenha.

Agora, o que não posso deixar de lado é que de lá para cá não consigo parar de escutar o Sabota. Fui estimulado a buscar tudo a respeito dele. Também, pasme, a voltar a escrever sobre as poesias cantadas nas quebradas. Não que eu tenha um dia parado. Minha abordagem tinha mudado. Agora voltei a ser direto.

Não só o som dele se traduz como de primeira, mas a postura de pura compaixão pela quebrada dele, Brooklin, Favela do Canão e, isso é bem evidente no som dele, todas as favelas do Brasil.

Mas tenho de tomar cuidado para não me perder. Nem vim falar dele, meu assunto hoje é o Black Alien. Sim, aquele do Planet Hemp e que em 2004 gravou seu primeiro e, até hoje, único disco solo. Lendário, Babylon by Gus Volume 01 Ano do Macaco.

Não apenas dele, busquei alguns clássicos do Rap Nacional e coloquei em minha estante virtual. Quem nunca baixou que atire a primeira pedra. Leia mais >>

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Uma carta para uma pesquisadora…

Mai 3, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Respondi uma carta de uma pesquisadora querendo mais referências – para desenvolvimento de uma pesquisa – sobre juventude e o mundo do trabalho.

Pensei, não vou centrar em livros, mas em gente que faz isso na prática. Pesquisa e ações… Mobilizações… É o que mais faz sentido. Não condeno – quem sou eu para isso – quem está mergulhado, estritamente, nas letras. Isso é válido, talvez não seja completo, porém não pode ser desconsiderado. Base para quem quer ultrapassar, sempre, e não deixar para trás oportunidades sociais vivas, daquelas simples em que em ações comunitárias pessoas montam espaços para jovens e adultos sejam alfabetizados, não pela ótica que ficam sofisticados nas letras apenas, mas na leitura de mundo.

Ou centros culturais periféricos, àqueles que se mantém por pura militância de ativistas culturais. Gente que se preocupa com o desenvolvimento dos outros, sem pestanejar. Bem… Minha resposta para a pesquisadora. Resolvi torná-la pública por considerar que pode contribuir pra mais gente.

 

***

 

Achei o material muito rico e profundo. Pesquisa é assim mesmo, aos trancos e barrancos, sempre falta uma série de coisas. Como pediu referências, e creio não falar apenas de livros, mas também de vídeos e filmes, envio algumas.

Não as colocarei como catalogamos ou citamos na universidade. Apenas mostrarei de modo que conseguirá encontrá-las.

As crianças e os jovens de hoje estão em um contexto de sociedade bem diferente do antigo, estruturado nas redes de conhecimentos mais sofisticados – falo da velocidade que a informação é disseminada, nem tanto a profundidade dos conhecimentos. Mas, essas coisas têm seus efeitos colaterais, preocupantes. Acesso múltiplo aos conhecimentos, bagatela de confusão. Não apenas nos comportamentos sociais, e sim nas escolhas de vida de cada um. Lógico que estou dando um salto teórico e deixando para trás muitos detalhes metodológicos, nessa minha fala levo em consideração muitas leituras que fiz sobre juventude. Mergulhe no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.

Quero que se depare com algumas referências na prática sobre o assunto.

Revista Viração

Cidade Escola Aprendiz

Aracati

Ação Educativa

Por enquanto apenas essas. Se você entrar em contato de verdade – tem de olhar com cautela – verá nesses lugares várias publicações que irão contribuir, e muito, em sua pesquisa.

Em meu site agrego conteúdos poéticos sobre juventude. Coloque na parte de pesquisa a palavra “jovem” e verá muitas coisas sobre o assunto. Mas, o que mais gosto, de todos meus textos, foi o que me inspirei no documentário “Frutos do Brasil”. Lindo instrumento que te dará um panorama, breve, sobre a juventude brasileira e as mobilizações tocadas por jovens. Calma, nem vou detalhar. Se assim eu fizesse eu escreveria outro gigante texto sobre o assunto.

Outro material – aparentemente informal – é um vídeo que descreve a interação da juventude com as mídias digitais, os aplicativos todos, não por caprichos ou pura alienação. Tem um vídeo que quero muito que veja.

Hoje, as escolas e algumas organizações não-governamentais pedem aulas de informática, quando o jovem, em seu conhecimento do que está a sua volta, dá um banho em qualquer professor que quer ensinar técnicas de computador. Os lugares ficam vazios, computadores sem serem utilizados. Os jovens sabem mais de Internet que os professores e não aguentam aulas chatas e ultrapassadas.

Os blogs estão por aí, meninos e meninas passam o dia todo online em seus celulares, computadores e tablets. Independente de classe social… Muitos deles adaptam necessidades pessoais para encontrar mais chances de acessar, não se excluir daquilo que todo mundo faz e participa. Na frente dos educadores e professores se apresenta este acontecimento.

Quem conhece as quebradas de Sampa sabe que os fliperamas, casas de jogos, foram substituídos por lan houses. Ainda é uma incógnita a respeito do que vem depois. Por enquanto este é o cenário. Aproveitando-se disso, esses locais não servem só para os jogos. Imagine se eles se transformassem em locais de transmissão de conhecimento, pautando os jovens na importância do uso das mídias digitais enquanto processo de produção de saberes e, ainda de brinde, a oportunidade deles, em tempo real, contarem outras versões dos fatos acerca da realidade que os cerca?

Se você parar para observar, concluirá que isso já está acontecendo. Não em grande escala. Só que, é certo, a comunicação hoje em dia está descentralizada, em alguns sentidos rompendo com o monopólio midiático.

Vou parar de enrolação, além dessas coisas que te indiquei antes, você deveria ler um livro chamado “Juventude e Ensino Médio”. Além desse, uma pesquisa da Ação Educativa que demonstra que a juventude não mais vê sentido na escola e, consequentemente, nas relações de trabalho.

Juventude

Acho que na sua pesquisa precisa ter algumas coisas sobre a desigualdade de oportunidades no mundo do trabalho. Você vai encontrar muitos dados no Centro de Estudos de Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT.

Mais que livros para ler, você precisa acessar pessoas que escreveram esses livros, desenvolveram esses estudos. De todas essas organizações que indiquei, muitas delas disponibilizam publicações nas redes e outras você tem de ir até lá. Seu faro de pesquisadora dirá.

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Um novo livro… Ainda em 2015!

Abr 30, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  4 Comments

Exalando - Boneco

Ainda não achei alegria maior. Meu novo livro já tem data agendada para chegar ao público. Exalando Esperança.

Na primeira quinzena de setembro em todas livrarias do Brasil. Ainda não vou liberar todas as novidades que acompanharão essa simples publicação.

Aos poucos, em meu diário nada secreto, público, contarei o tanto de riqueza existente nessa junção musical e literária que tenho a alegria de agregar em mim.

Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.

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Resenha do livro de autoria de Jean Mello, Crônicas Perdidas

Abr 16, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

PERDIDAS, PORÉM ACHÁVEL.
Por: Germano Gonçalves.

Capa

Conheço Jean Mello e sua obra, procurarei aqui não falar do amigo que é, e toda minha consideração a sua pessoa…

Vou aqui apresentar os fundamentos de sua obra e toda sua maneira de entender ou interpretar as coisas, com integridade. Serei breve como manda uma boa resenha.

As coisas devem ser encontradas e, entre pessoas ou coisas, no meio em que vivemos é preciso recriar o mundo. Em “Crônicas Perdidas”, Mello quer nos direcionar, ou melhor, nos atentar a ver e examinar cuidadosamente as coisas do mundo, os afetos das pessoas, o grau de formalidade ou de intimidade entre os transeuntes de uma cidade, uma vez que o autor nos revela a sua capacidade de notar um vazio nas pessoas  ̶ o desinteresse por uma cultura digna; as pessoas se mostrando apressadas; o orgulho de quem anda de carrão e passa do nada para o nada, como o autor menciona em sua primeira crônica “O pouco que vejo em minha cidade…” (p.15), de onde extraio essa parte do texto: “Foi angustiante ver os carros passando, no trânsito da vida, com pressa, ou nem tanto assim, em direção ao nada que os esperam”. Podemos notar que a humanidade está cada vez mais em um pensamento próprio, diria egoísta, pensando em seu próprio umbigo, porém, vale lembrar, nas palavras do autor, que todos nós vamos para o mesmo lugar, e que desta vida nada se leva.

Esta obra muito espetacular, tanto na qualidade como no conteúdo onde Mello nos relata fatos sociais com firmeza e coerência de atitudes, e com um grande domínio de si mesmo, podemos perceber, caro leitor, a grandeza e a qualidade ou estado de proeminência que as palavras ali escritas junto com os relatos reais do dia-a-dia, vão te impressionar e fazer com que se tenha outra visão de mundo, apresentada pelo autor.

Ele nos mostra, em seus relatos, um processo ligado essencialmente à ação, à consciência e à situação dos homens, pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que apareça o processo (e seus produtos) como indiferente, independente ou superior aos homens, seus criadores. É no decorrer das descrições que podemos notar um estado de espírito, em que encontramos um Marx (ver marxismo), nas situações resultantes dos fatores materiais dominantes da sociedade, sobretudo no sistema capitalista, em que o trabalho do homem se processa de modo que produza coisas que imediatamente são separadas dos interesses e do alcance de quem as produziu, para se transformarem, indistintamente, em mercadorias. Ou até mesmo um Hegel (ver hegelianismo), no processo essencial à consciência, em que para o observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas independentes umas das outras, e indiferentes à consciência. Ao valorizar essas teorias, posso afirmar que tudo isso foi pensado por Mello, o que nos remete a rever educadores, que fazem a diferença em um ensino mais qualificado para o lado social, sem repressão e com mais humanidade, dando toda importância para a escola, um lugar que o autor destaca no capítulo: “A importância da comunidade escolar…” (p.24), colocando os professores como verdadeiros heróis e aborda o papel das instituições não governamentais, os terceiros setores, mas não se esquece da criança que vai para a escola por causa da merenda…

Esse escritor está me saindo um belo educador, e é só você, leitor, que ao ler essa obra vai concordar comigo. Leva-nos a retomar a escola de gaiola, muito comentada pelos professores do ensino universitário, em referência ao grande Rubem Alves! E Mello nos torna grandes também porque é entendedor de uma educação mais humanitária, com a participação da família, escola, estado todos em comum acordo para termos um ensino de qualidade.

As “Crônicas Perdidas”, caro leitor, deixo-as para você ler, e afirmo será de grande importância, não apenas por mencionar Mello como educador, que suas crônicas servem só para professores, mas entendamos que o autor é um ser humano, que sabe muito bem como escritor colocar as dificuldades de uma sociedade e de quem as pertence, pois menciona em seus relatos, a juventude, os problemas sociais, tendências do pensamento, ou modos de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas. Em se tratando do racismo, encontramos em seu texto: “Racismo ao contrário: pura hipocrisia” (p. 39), o racismo como uma impostura, fingimento, simulação, falsidade e, entre as funções de exprimir a falta de informação sobre determinado fato, a inversão da ordem de valores de uma sociedade. Conseguiremos nos salvar ou estamos mesmo perdidos à nossa própria sorte ou às crônicas da vida real?

Não deixem de ler esta obra, pois não pode ficar no anonimato os ideais deste autor, que nos leva à reflexão da vida, das causas sociais, que afligem com a afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem, e que para tanto como ele afirma em: “Continue a escrever o livro da vida” (p. 50), para que não vivamos à deriva. Nesse texto, vamos dizer assim, ele traz menções bíblicas, para nos alertar perante a qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro: viver todos os dias como o último e, ao mesmo tempo, o primeiro, porque a vida é só uma, não se tem segunda chance, então, façamos o melhor (p.51).

Diferente de muitos jovens, pois o autor é jovem, mas possui a consciência de que o tempo passa, e esse atributo não é só para com ele, pois quer chegar à velhice e poder dizer, o racismo acabou, não existe mais injustiças, mas que fique bem claro em forma de reflexão, como ele mesmo afirma: “Estou propondo, aqui, apenas uma reflexão, uma junção de realidade… para diminuir as discrepâncias” (p. 64), e ele se preocupa também com o que irá dizer aos seus filhos!

Chegando ao fim dessas maravilhosas páginas, tenho que mencionar: “Feliz dia das Mães” (p.68), em que o autor agradece por ainda poder dar feliz dia das mães e nos atenta para que todos tentem compreender a situação das crianças que são abandonadas, e respeitem todas as mães, independente das situações familiares em que se encontram. Eu gostei muito deste texto, Mello está de parabéns!

E por falar em terminar esses relatos, no começo disse que não iria falar do amigo escritor, e não vou falar. Não que não mereça, pois teria que lhe direcionar uma biografia, para falar desse grande ser humano, que diz não ao sistema, e quer estar fora dele, e não quer contribuir para construir um… Pois bem, só quero caro leitor, dizer que este autor, que eu digo não querer falar dele… Ele falou de minha pessoa, me fez uma homenagem nessa obra, com um conto que escrevi “O homem que queria todas as coisas” (p. 80). Aqui, quero agradecer por mencionar em sua obra minhas palavras!

E assim termino esse relato, mas não sem antes dizer que Mello também é um escritor periférico, gente da gente, sente em seu coração que tem por obrigação fazer algo pelo social e, como se pode notar aqui nesses escritos, mais ainda pela educação, que ele tanto clama por justiça, as “Crônicas Perdidas”. Mas que fique a dica, tudo pode se encontrar como diz um provérbio português: “Até as pedras se encontram”. Estaremos perdidos entre as crônicas de Mello, mas porém acháveis.

 

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Ao som de Milton Nascimento curto minha ‘vibe’!

Abr 9, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Ao som de Milton Nascimento curto minha ‘vibe’. Nada, um acúmulo que, como uma cachoeira lendária, dessas que vemos em algum canal televisivo ou em uma dessas ‘andarilhagens’ pelos lugares propagados no marketing turístico, desencadeou no mestre. Fique em paz… Explico essa análise rasa e confusa. A cachoeira lendária é o Milton, ícone da música brasileira. A trilha para chegar na cachoeira com aquela cascata de arrasar foram todos os sons que até agora ouvi antes dele. Agora tenho que, por ser prolixo, divulgar essa entrevista em meu simples texto. Criolo foi acusado do mesmo mal que eu. Às vezes sou lembrado. “Fale fácil Jean, nem todo mundo é filósofo”.

Espere, hoje o que mais quero é escrever. Um texto chapado e postar em minha página. Deixo claro… Me utilizo de métodos acadêmicos, como pesquisa densas e empíricas. Mas escrevo para leigos.

A prova de que é para leigos? Final da Tarde! Dessa vez eu estava em um parque da sul de Sampa. Para ser mais preciso, próximo ao metrô Conceição. Risada. Escada que dava em paisagens que ninguém poderia narrar com sabedoria humana, tampouco a de Salomão. Árvores. Pessoas. E eu, abraçado, colado, com meus sonhos.

Era um dia de semana, eu de folga do trampo. Não esperava. Quando olhei para o horizonte, aquele que sigo com unhas e dentes, contemplei o sol em minha direção. Focado em meus olhos. Meu foco? Novamente fui tomado pelo amor no final de tarde e um começo de noite.

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Olhei nos olhos de tudo em que não dura apenas uma vida. Tipo as 13 vidas de um gato. Em todas elas eu viveria o mesmo momento do parque, pura escolha. E se eu tivesse um gato – animal doméstico mesmo – colocaria o nome de Tininho.

Tenho essa impressão de sonhar em ter um quintal grande, uns filhos, animais, jardim, livros, filmes, sabedoria, uns pedaços do Velho Testamento, o Novo Evangelho de Cristo Jesus, um bom vinho. Escrever e cantar, sorrir e, ao fundo, uma luz azul clara, bem clarinha, apenas como símbolo, da mesma forma que a Mezuzá e a Estrela de Davi. Talvez algum outro ícone africano ou japonês.

Pés descalços, simplicidade ou riqueza. Um Rap ou uma MPB. Pode ser música instrumental também. Eu, vivendo os sonhos das vidas, utopia. Gravando e compondo, ainda acusado de egoísmos. Quero, apenas isso desejo, deixar marcas boas nesse mundo tão desacreditado. Não sozinho.

Meus textos, livres. Fique calmo ou calma. Ainda não me esqueci da origem desse escrito, Milton Nascimento.

Em breve divulgarei nova parte da nova série de meu site – fui tomado pelo amor no final da tarde. Hoje ao som de Milton. Amanhã, quem sabe?

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É lícito ostentar esperança?

Abr 1, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Poesias  //  No Comments

 

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Realmente, muito esforço na obra. Força, de sobra. Na pista, a mil. Ao som dos Racionais. Não mais passeando no parque, mas de Preto e Amarelo.

Na medida do possível louvo ao Deus que creio. Depois de uns dias fora do ar, refletindo e estruturando pensamentos no papel, volto. Contrariando as estatísticas, ainda insistindo no impossível.

‘Neguim’ na estrada, não da ostentação, a não ser que seja esperança. Batida nervosa, juntando com essa pancada no inconsciente, encontro motivação para meus irmãos, sabendo que sou o primeiro a me achar nas palavras.

Gosto de escrever ao som de rap ou de músicas que me remetem para a plenitude do amor. Rap, simples, parece que são duas crônicas ao mesmo tempo, uma que ouço e a outra que escrevo. Sons que falam de amor? Mais simples ainda… Combustível, em toda e qualquer situação, para sempre continuar e acreditar no hoje e no amanhã.

Pode ser a engrenagem para minha inspiração pessoal. Uma situação, um som ou o inesperado em dias tão monótonos. Dias de lutas e glórias. Momentos que você também vive. Vamos juntos?

Caminhamos na Babilônia do novo milênio. Cidade de Luz. Brilha, ofusca os cantos escuros. Caminhamos para regeneração?

Vaidade humana que dá mais valor para o que visa atrasar a felicidade do próximo. Falta poesia em nossas veias, transbordamos de maldade e não nos damos conta de que nosso egoísmo e a falta de vontade em desfrutar da singeleza da existência é nosso retrocesso. Não devemos temer a entrega.

Visto Preto e Amarelo, prosperidade. Forte identificação. Longe dos parasitas, quem tenta extrair a esperança. Meu lema. Espero que seja também o seu. Distante – quase tão longe quanto o horizonte que tanto busco – das amarras do sistema, bem perto do amor.

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Metáforas reais e imaginárias!

Fev 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas  //  No Comments

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Seria fraco alguém que coloca para fora os sentimentos e as emoções?

Insensível é quem faz questão de não ouvir?

Livre é quem fala aquilo que pensa?

Liberdade é a abertura plena para um caminho de responsabilidade?

Palavras ponderadas ditas nos momentos corretos. Gente escorregando nos desígnios desenfreados da vida.

Buracos abertos nas riquezas da existência ou dos sofrimentos.

Seu coração está em prantos? Em qual tempo vai cuidar de você?

Pra qual lugar foi a confiança em você mesmo?

Novas filosofias… Pensamentos de dentro que resolvi colocá-los para fora.

O que chega antes, os pensamentos ou as certezas?

Quais são as leis não ditas, mas entendidas por todos?

Em que tempo você vive?

Passado, presente, futuro ou um que nunca existiu?

No princípio era apenas o Verbo?

Existiu algum tempo antes do Princípio?

Será que estamos perto do Fim?

Aflita está sua alma? Pouco espaço sobrou para os diálogos. Antes eles eram abafados pela ânsia do porvir. Agora então…

Quando não se olha tanto os defeitos os avanços vitais são maiores.

Perdemos muito tempo nos lamaçais, lugares parecidos com areias movediças. Caminham, caminham, sem chances de sair do lugar, afundando nas incertezas disfarçadas de convicções.

Anjo Caído com face de Anjo de Luz.

Mitologias antigas mais que presentes na atualidade.

Irmãos contra irmãos, técnicas avançadas de colonizadores.

Trevas em forma de luz. Nem sabemos mais o que é real ou mentira.

Nunca pensei que o imaginário seria a mais pura realidade. Diante de nossos olhos! Sempre esteve perto e ao mesmo tempo longe.

Metáforas reais e imaginárias. Metáforas de todos os dias. Passado remoto ou imemorial. Metáforas também dos meus dias!

PS – Minha trilha sonora para esse escrito foi um som de Black Alien. Na segunda vinda.

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