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Esse dom (som) quase perfeito (um pouco de vinho tinto na Vila Madalena)…

Dez 26, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

 

Ouvi a música que vinha de longe. Os acordes da guitarra eram bem definidos.

A banda estava bem sincronizada. Um som quase perfeito, apenas não era completamente, por conta da minha imperfeição. Não posso dizer que não chorei ao ouvir que o som se aproximava, mas logo após, num piscar de olhos, sorri. Confesso: o som tinha o poder de alterar minhas emoções, era inenarrável. Podia sentir que estava sendo levado para um lugar que nunca tinha ouvido falar. Ou melhor, até já tinha, só que não acreditava que existisse. Imaginei que viesse apenas de meus sonhos, de minhas visões, porém era realidade.

Nossas escolas deveriam ter o poder de mexer com o estado de espírito dos jovens. Poderia ser importante para levá-los a refletir a noite ou durante o dia.

Sou a favor de professores que olham para o passado, que amam os clássicos da filosofia. Se bem trabalhada, as indagações levantadas há séculos atrás, podem favorecer no nascimento de frutos reflexivos, jovens mais críticos dentro e fora do ambiente escolar. Em minha modesta opinião, isso faria os jovens caírem no choro ou na gargalhada, ficar com raiva ou alegres a ponto de contagiar outras pessoas até mesmo dentro de casa, encontrar a felicidade. Leia mais >>

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Por uma infância sem racismo

Out 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  3 Comments

 

Escola da Zona Norte de São Paulo é pichada com a frase “vamos cuidar do futuro das nossas crianças brancas”, acompanhada pela suástica. Por que isso ainda acontece?

No último dia 20 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou em São Paulo a campanha contra o racismo: “Por uma infância sem racismo”. A cerimônia aconteceu no CEU Jambeiro, em Guaianases, na Zona Leste da cidade. A iniciativa tem como objetivo fazer um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

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Olhos Abertos (Música de Jean Mello, Jefferson Cassiano e Marcos Rocha)

Out 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  1 Comment

 

 

Abro as janelas do meu coração,

Pra tentar enxergar um Deus que conheci,

Há neblinas no tempo que querem me impedir, me cegar,

Mas não vou desistir, de buscar o amor, perceber resistir,

Não se entregar, mesmo com a opressão,

De palavras sem sentido, pra roubar minha fé…
Almejei buscar novos rumos, ver um Deus de amor

Desisti de entender os religiosos,

Que roubam minha fé com falsas doutrinas…
Fecho as portas da alma, para não me perder

Ouço a voz da esperança, a vitória da paz

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EMICIDA: a revolução silenciosa

Out 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  1 Comment

Muita gente tem falado do trampo do Emicida. Acompanho uma coisa ou outra que vem pipocando por aí. Ele está com certa visibilidade na mídia. Quando falo isso não estou tendo nenhuma conotação irônica. Isso muito me agrada [não apenas pelos posicionamentos de simplicidade que ele tem], é a representatividade de uma “maneira nova” de militar em prol de uma causa, aproveitando as “lacunas do sistema”. Essa característica não é apenas do Emicida – outros artistas entram nos lugares com sutileza, mas ao mesmo tempo com a força da mensagem. Na entrevista que inaugura a série Sangue Latino, criada pelo jornalista Eric Nepomuceno, Chico Buarque cita esse instigante fato de alguns artistas preservarem esse “dom” de estar à contramão da hegemonia dominante.

Na página do Emicida no Twitter, podemos ver diversas mensagens que motiva a galera a encarar a vida valorizando a realidade – trampo, cultura, organização, infância, trechos de letras de músicas, enfim, uma infinidade de possibilidades, repertório vasto de ideias. Em uma época que ouvimos tantas bobagens que vem das ditas celebridades, dá certa felicidade quando vemos gente conhecida falando coisas que vale a pena ouvir e que motiva a galera a pensar em um presente de muita correria para, depois de plantar muitas sementes, ter um futuro melhor. Aliás, apenas um adendo, em um país de riqueza cultural de dar inveja, me pergunto quase todos os dias, a respeito das coisas e das pessoas que tomam o lugar de destaque. Futilidade… Ainda bem que sobrou alguns espaços com um pouco mais de liberdade para que as informações circulem, como a Internet, por exemplo.

Não podemos esquecer que o Emicida colhe o que outros plantaram. Se não fosse, por exemplo, a posição que muitas vezes é até acusada de radicalismo, de outros grupos de Rap, jamais veríamos isso que estou chamando de um novo tempo. Isso não anula o talento do Emicida. Baixei o novo CD dele, não paro de ouvir. Espero que você faça o mesmo… A faixa que mais gostei compartilho por aqui.

EMICIDA (Doozicabraba) – 1989

PS – Enquanto escrevia esse material saiu a primeira parte do documentário de ascensão do Emicida.

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Um poema nosso… A força de uma palavra qualquer…

Out 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Poesias  //  2 Comments

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel
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Cabelos Grisalhos

Mar 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  4 Comments

Estarei de cabelos grisalhos, num dia distante, e não vou parar de discursar a favor da liberdade. Ainda que muitos achem que falo apenas tendo como base o radicalismo, não penso em mudar minhas práticas, apenas no que diz respeito ao amadurecimento que o tempo vai trazer. Como negar o que vejo de modo tão evidente?

O essencial é sempre estar com a consciência tranquila e saber que trabalhar para o fim da discriminação racial é atuar em prol de um país que não sufoque a riqueza da diversidade.

Utopia? Prefiro acreditar em uma das afirmações do escritor José Saramago: utopia é apenas o amanhã. Para ele esta palavra não sinaliza algo que nunca vai existir. Ela é apenas o discurso do não existente hoje. Ao passar dos dias algo de agradável pode acontecer. Isso tudo pude ver no Fórum Social Mundial de 2005, em Porto alegre.

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