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Estrada de Percalços…

Aug 19, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Vídeos  //  No Comments

caminho

A primeira versão dela foi violão, alguns arranjos de guitarra e a minha voz. Depois, reformulamos, pensamos em nova roupagem, além da batera. Esse som tem identidade própria. Jamais pensei que poderia se apresentar no formato publicado nesse projeto. Sem dúvida, Olhos Abertos, como um todo, ficou bem mais rico.

Falo da música Espera… Comecei falando de como a gravamos, em duas oportunidades. Agora, a definitiva, versão que prevaleceu.

Por incrível que pareça, já contei em outro momento a história desse som, antes de pensar, muito antes, na inauguração dessa série em que contarei como minhas músicas foram compostas.

Agora meu foco é compartilhar o efeito que ele tem em meu trabalho como um todo. Espera, além de abordar questões existenciais, demonstra que, seres humanos repletos de fé, não apenas o compositor que vos fala, precisam preservar acesa a chama da esperança.

Fazer introspecção, debruçando-me sobre minha própria arte, não consiste em simples missão.

Um filme, resgate de processos que nem todos artistas revelam, bastidores…

A poesia denuncia a falta de amor e o modo como, muitas vezes, estamos perdidos, imersos na solidão mesmo em meio à multidão.

Simples e ao mesmo tempo complexo. A esperança de muitos é a volta daquele que prometeu.

Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
1 Coríntios 13:12

Para quem não sabe, Espera, quase que da mesma forma que Infinito, chegou depois de tempos que não compunha nada. Quando isso acontece, pelo menos comigo, no momento em que o silêncio se rompe, parece ser um presente entregue dos céus.

Não sei qual das duas versões mais gosto. Cada uma tem sua particularidade.

Olhei pra sua estrada
Era cheia de percalços, caminho imprevisível
Saí de madrugada olhando para o céu
A espera de um sinal, que nunca apareceu
Seu olhar é livre, doce e singelo
Pena que nem sempre posso crer ou posso ver
Só me falta o amor que quero ter,
Encontrar a liberdade, em seus passos descansar

Estou à espera de você aparecer aqui
E contar a sua história
Eu conto no relógio o tempo de te conhecer

PS – Para ouvir a primeira versão dessa música clique na imagem. Baixe de graça meu novo disco, clique aqui.

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Teaser Não Tive Medo (Clipe)

Aug 14, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  1 Comment

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Ao longe a solidão e a falta de amor…

Jul 29, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Vídeos  //  1 Comment

Infinito

Infinito, som de arrebentar. Fazia dois ou três anos que eu não conseguia compor nada. Estava triste, desamparado, a inspiração havia me abandonado.

Hoje em dia sei que não foi nada disso… Algum tipo de experiência estava se organizando, vaidade que deixava de existir em parte de meu ser.

Olhei para alma, verdades deixaram de ser absolutas! Sentimentos, únicos, mesclaram-se com a vontade muito grande de compor uma nova música. Estava eu em minha casa, sábado, preparando-me para uma pregação para jovens no dia seguinte. Peguei o violão que estava encostado no canto e, logo de pronto, chegaram as palavras:

Olhei para o infinito e vi
Ao longe a solidão,
A falta de amor tão sem razão.
O tempo passou e não senti…

Não demorou nada para as próximas frases serem engatadas. Infinito, em meus dias, tornou-se um hino de vida. Sim, desabafo preso no peito e que, em poucos minutos de som, se soltou em forma de música poética.

Tanto é que no dia seguinte ao da composição, naquele culto que eu disse que ia pregar, mostrei a música para galera. Quem lá estava chorou de emoção.

PS – Para baixar o disco completo, clique aqui.

 

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Jean Mello (entrevista para TV CHROMA)

Jun 26, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Vídeos  //  1 Comment

Rindo na cara do sistema

Simples dia! Outubro de 2013, segundo lançamento do Crônicas Perdidas, mas parecia o oficial. Este momento começou acontecer bem antes do dia, propriamente dito, Sarau da Vila Nhocuné.

Lá fora, longe das câmeras das entrevistas, bem colocadas pela TV CHROMA, mais de cem pessoas, divididas entre poetas e gente que ia apenas contemplar. A noite era minha, mas o microfone estava aberto.

Não apenas o microfone, mas cada coração, cada alma, repletas de sorrisos ou choros emocionados.

Sentia-me feliz neste dia. Não só por meu livro ser a principal atração da noite, junto com meu trabalho. Simplesmente por estar com gente poética, alegre, simples.

Tive a oportunidade de compartilhar pensamentos, vida. O espaço estava aberto…

Confira algumas das palavras. Sinta os pensamentos, as utopias, as indignações sociais.

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Não só país do futebol… país da esperança!

Jun 8, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Não sou apenas país do futebol, mas da esperança! Nós todos somos…

A maioria de nós acorda cedo, pega o ônibus lotado, enfrenta todas oposições de vida, para plantar um bom amanhã. Inclusive em greves de transporte, quando o trabalhador é pressionado a chegar no horário combinado, mesmo com a impossibilidade de tal feito.

País do Futebol 1

Apontamos para esta direção, mesmo com todas as mentiras que contam a respeito do nosso povo. Nosso nome é luta e garra. Pagamos altos impostos e trabalhamos demais. Mesmo remando contra maré, subindo o rio contra a correnteza, vivemos o improvável.

Uma das soluções é plantar sonhos. Não só palavras e nem pesadelos de realidades palpáveis. Carregamos, como povo brasileiro, uma história sofrida e de exploração. Ou seja, se ainda estamos no jogo, significa que somos mais que vencedores. Pra frente Brasil…

Somos resistentes mesmo com a precariedade da educação.

Fazemos cultura de qualidade, mesmo com o ínfimo investimento em cultura.

Vamos sempre nos lugares que muita gente não acredita!

Com poucas possibilidades de reação, posso dizer, somos fortes.

Alienação? Quando Freud escreveu a Psicologia das Massas e a Análise do Eu, qual era o espírito da época? Ele estava pensando nos condicionamentos massificados de diversas civilizações. Posso pensar, então que, comportamentos massificados, alienados, são presentes, em pequena ou grande escala, de acordo com o tamanho da população, em todas as culturas.

Repito, anestesiada estão as pessoas para não encararem de frente a realidade.
E quem pode medir o grau de consciência social da realidade? Seriam por quais parâmetros? Partido que me filiei, grau de instrução educacional formal ou condições sócio-econômicas?

Indicadores, quais? Difícil raciocínio, deve ser por não existirem testes fidedignos para tal feito. Seriam àqueles para medir a inteligência?

Para ramificações filosóficas das mais diversas, desde suas origens mais sólidas, colocam em evidência os questionamentos como importante base para busca da verdade. Damos valor a essa ferramenta quando nos chegam afirmações para colocar para baixo o nosso povo? Questionamos?

Podemos até gostar de futebol e gritar gol. Mas temos esse direito, na maioria dos dias somos cercados de muita luta e esperança. E quem vai me convencer do contrário?

PS – Para ouvir o som que inspirou este texto, é só clicar na imagem.

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Uma singela homenagem…

May 21, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Palavras mobilizando pensamentos e atitudes. Faz tempo que chamo atenção a este detalhe neste veículo de comunicação.

Lógico, não temo em ser repetitivo, “a leitura de mundo, precede a leitura da palavra.”

Citação muito usada por educadores ou apaixonados pela educação. Alguns utilizam apenas por ser uma bela frase de efeito. Limitar-se a isso, é deixar de lado o universo de possibilidades que esta máxima nos permite.

Escrevo palavras lendo o que vejo no mundo. Sem ler a realidade a minha volta, não teria condições de ser um cronista, um simples cronista, do cotidiano.

Confesso que, assim como o Frei Betto (talvez ele tenha dito isso em seu livro intitulado A Mosca Azul), sou compulsivo por ler e escrever. Mas conheço um pouco dos efeitos das palavras. Eu mesmo sou fruto delas, e as uso para fazer com que um pouco mais de pessoas vejam de perto as injustiças sociais.

Chamas de esperança em dias de luta, de miserabilidade humana, egoísmo à flor da pele, individualidades. Poemas não apenas guardados em minha gaveta. Tesouros e mais tesouros em poucos cofres, enquanto milhões de pessoas clamam por um pedaço de pão.

Como ficarei em silêncio? Conheço muita gente que preserva em seus desígnios fome e sede por justiça.

Ainda está vivo em meu peito, quem sabe também no seu? Sim, meus cabelos estarão grisalhos e ainda falarei, pelos lugares que percorrer, versos em prol da liberdade. Vamos juntos?

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Versos de ventania!

May 8, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Era para ser uma carta que ainda não posso escrever. Também escrevo para preencher vazios, lacunas.

Não me importo muito, quando gosto do som, resolvo que ele merece que eu me debruce.

Realmente sei que trago comigo versos carregados de ventanias de pensamentos e inspirações minhas, de meu pobre coração.

Sei lá o real motivo, algumas músicas, principalmente as metafóricas ou românticas, me permitem colocar pensamento direto no papel em forma de versos. Isso quando não inspiram outros sons, outras músicas nascidas da alma.

Tenho de valor as minhas memórias. Um cronista tem isso como seu bem mais precioso para preservar o ato de escrever. Mesmo que livros não sejam publicados ou sites alimentados; ainda que não sejam palavras grafadas, fiquem a mercê do tempo e do vento, são bens mais valiosos que o ouro. Afinal de contas, “a palavra não volta vazia.”

tetrio_vazio_e_gelado_-_tatiana_reis

Não é tão grande quanto a beleza das flores.

Demora a alcançar a plenitude do céu estrelado.

Se tiver certeza de que está no caminho errado não tenha medo de voltar. Às vezes é melhor regressar… São as janelas para a vida!

Gostaria de plantar poemas como se fossem sementes.

Sinto saudades, não tanto quanto antes, mas ainda sinto.

O que partiu e não voltou não era mesmo para ser meu.

O choro pode durar até mais que uma noite. Mas a alegria…

Ainda sei que existem olhares furtivos que desejam ver meu fim.

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