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Pedagogia! Volte para suas origens…

Fev 24, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

Relatos, leituras de alguns momentos de um processo pedagógico que não se restringiu às ações em sala de aula. São, na verdade, relatos de oficinas de diálogos – condição humana que a cada dia que passa perde espaço nos ambientes ditos educativos. Se elas deram conta disso não sei… Os jovens falaram com as palavras deles. Uns mais tímidos, outros (as) mais desinibidos (as). Relatos de momentos… Relatos…

Resolvi começar esse artigo com essas falas [trata-se de um projeto de comunicação que toquei no Centro Comunitário Castelinho nos três últimos meses de 2011] que andei divulgando pelas redes sociais por acreditar bastante na validade de um processo educativo que escuta o outro e sempre se interroga a partir do diálogo. Conversas não apenas do educador para o educando. Escuta não apenas de mão dupla – percebo que muitas produções que falam de tendências educacionais colocam a culpa ou no educador ou no educando, esquecendo-se de que a escola ou qualquer lugar que tente se prestar a educar tem de olhar para comunidade educativa e não para um ou dos atores que participam da complexidade desse processo. 

Canso de ver coordenadores que não falam direito com seus educadores. O que me causa repulsa é perceber que são centenas as pessoas que se prestam a realização de qualquer ação educativa, mas limitam-se apenas a colocar defeito nas tentativas insistentes de educadores e educandos, sem atentarem aos detalhes de cada relação que se estabelece.

Uma das coisas que atesta que algo é realmente educativo é o próprio diálogo entre todos que estão dentro do processo. Sem isso não existe nada que garanta a legitimidade de uma postura respeitosa perante a cada ser humano. A Pedagogia na prática precisa voltar às suas origens.

Origem que converse nas praças e mostre ao que supostamente aprende qual é a história de seu bairro.

Que líderes comunitários possam ter seu espaço garantido em cada escola ou organizações que realizam projetos sociais. Leia mais >>

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Antiga crônica, acrescentando algo atual… Se tudo fosse igual ao teu sorriso…

Fev 7, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

Cercado de olhares furtivos que desejam ver meu fim…

A cada dia vou trilhando um caminho – que não criei – para tentar vencer as dificuldades da vida. Na verdade, ainda as coisas estão fazendo sentido para mim.

Sonho para se transformar em realidade, não pode ser apenas sonhado. É preciso garra e força além do comum, para realizar o que antes passou apenas pela imaginação. Isso não é nada fácil. Para algumas pessoas se torna impossível. A fé acaba sendo o termômetro das realizações humanas, em sintonia com a mão de Deus que nos alcança quando queremos, nos momentos em que buscamos.

Quero ter mais liberdade para caminhar. Que meus pensamentos me deixem bem longe da prisão, aquela que sempre quis tomar conta da minha alma.

Agora posso ser feliz sem me preocupar com o que antes queria dominar meu coração. Meus olhos enxergam outras coisas: o amadurecimento tem o poder de trazer isso, expandir a visão.

Sei que um pouco de felicidade está também nas conquistas alcançadas em meio às barreiras. O crescimento, natural e espiritual, se dá justamente quando conseguimos ver que o que nasce em meio aos choros pode gerar frutos para a vida eterna.

Mesmo assim, tem dias que dá vontade de largar tudo e buscar outro rumo. Isso não é erro, é simplesmente humano. Mas não é desculpa para jogar tudo para o alto. Aliás, ficar firme em um propósito, mesmo quando aparentemente está dando tudo errado, é o princípio genuíno de um ato repleto de amor supremo e indispensável fé. Largar algo tem justificativa apenas quando aquilo que se está buscando tem o poder de te afastar dos propósitos de Deus. Sempre existe um novo amanhã que pode nos dar novas oportunidades.

Quero ver a vida com a visão que Deus me deu. Se um dia tudo de errado voltar, não quero cometer os mesmos erros que antes cometi. Apenas um grito, quem sabe um andar mais que perfeito, muito distante da solidão. Leia mais >>

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Revolução em cada canto…

Jan 24, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Sem categoria  //  No Comments

Quem não viu nada nesse país chamado Brasil nada pode dizer. São casas de madeira, poucas com sustentações de vigas, enquanto outras custam milhões de dólares.

Um livro que não sai da minha mente é Capão Pecado. Acho que a leitura dele fez com que algumas peças de um quebra-cabeça se juntassem, principalmente quando penso nas diversas favelas que pisei. Os motivos foram diversos… Um deles a educação em sinergia com as articulações sociais. Quem poderia imaginar? Agora, quanto à leitura do livro, recomendo. Além da leitura é importante você ir a algum lugar ver o trabalho de quem faz coisas inimagináveis, pelo sonho de acreditar que a revolução que acontece na periferia influencia não apenas por lá, mas, também, nos grandes centros. Essa revolução cultural, como sempre acontece sem a velha mídia pautar, a não ser quando o assunto decorrente são as tragédias, é inevitável.

Penso nessa questão da própria visibilidade. Em alguns momentos pessoas são visíveis pelos erros que cometem, mas nunca pelos acertos. Isso não dá audiência. Nenhum patrocinador quer dar cobertura ao sucesso de quem nada tem de material. Aí fica por isso mesmo, pessoas pobres ficam mais pobres ainda quando uma mãe  tem que dar um depoimento na televisão dizendo que deu tudo ao seu filho e mesmo assim ele escolheu a vida do crime. Ela deu tudo… Agora, e o governo? E as empresas racistas? Será que os que mais vão para esse caminho encontram escolas dignas em seus bairros? Quero refletir com cuidado, com certa criticidade, sabendo que muitos nem terminam o ensino fundamental e já vão para o mercado de trabalho para garantir o sustento de um lar que muitas vezes os filhos nem sequer conhecem o pai, que abandonou ou foi assassinado em algum lugar. Que tipo de futuro em um país extremamente segregacionista esses meninos e meninas têm? Sim, eles são capazes de conquistar coisas e de ter um futuro brilhante. Agora, quem resiste a todas as barreiras impostas pelo capitalismo? Pare, pense e veja como é viver em um mundo como o nosso… Leia mais >>

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O perfil sócio-étnico do trabalho escravo

Jan 19, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  5 Comments

 

Em sua maioria, vítimas são migrantes, homens, que partiram do Nordeste. E, em 80% dos casos, negros ou mestiços.

@jeanmello12

Em 2004 o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) criou um mecanismo — nomeado Lista Suja – para registrar empresas flagradas na ilegalidade do trabalho infantil e trabalho escravo. Em 2011 o Brasil bateu o infeliz recorde de pessoas físicas ou jurídicas constantes da lista: houve 52 novos autuados, totalizando 294 empresas ou empregadores individuais envolvidos nesta prática criminosa.

Embora sem destaque na mídia, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) — lançou, em outubro de 2011 o perfil das pessoas que estão sob regime escravo. Constatou que mais de 50% do contingente é composto por homens com até 30 anos. Em sua maioria, são migrante do Nordeste. Dentre todos, 80% são negros ou pardos. Será a continuidade daquilo que o país viveu desde o período colonial?

Cento e vinte anos após a “Lei Áurea”, as manchas da segregação continuam presentes na sociedade brasileira. O fenômeno não é exclusivo dos grotões: repete-se mesmo nas grandes capitais, conforme anuncia Eloi Ferreira de Araujo, presidente da Fundação Cultural Palmares: “Esse sistema é um modelo abominável adotado por segmentos de latifundiários e capitalistas, para acumulação de riqueza em detrimento da qualidade de vida dos trabalhadores”. Leia mais >>

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Caminhos do Passado…

Dez 31, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

 

Relacionei no post Caminhos Cruzados… O que 2011 foi pra mim? alguns dos meus artigos que foram publicados na blogosfera. Algumas pessoas que entraram em contato com o conteúdo pediram pra que eu relacionasse outros textos do meu próprio blog, separando-os por temáticas. Como aprecio a ideia de comunicação compartilhada, mesmo em seu modo mais simples, acato a sugestão e farei o máximo para nortear àqueles que desejam ler alguns dos textos. Boa leitura! Leia mais >>

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Da Servidão Moderna – Documentário de Jean-François Brient

Dez 31, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Vídeos  //  1 Comment

 

A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.

“Toda verdade passa por três estágios.
No primeiro, ela é ridicularizada.
No segundo, é rejeitada com violência.
No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”

Schopenhauer

Fonte: You Tube

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Caminhos cruzados… O que foi 2011 pra mim?

Dez 30, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

Ano de parcerias, participando de um pedaço da história. Promovendo comunicação que a velha mídia, aliançada com os donos do dinheiro e do poder, não proporciona às pessoas. Resta apenas aos que estão utilizando a internet para algum fim não apenas crítico, mas que ultrapasse a barreira da criticidade, chegando às proposições, fale algo para quem já está cansado de ver notícias montadas e compradas. Quem tem que dizer algo somos nós mesmo, através dos meios que temos. 

Um ano de muito trabalho e novas parcerias que contribuem para a continuidade e maior alcance dos escritos e outros tipos de produções culturais. Uma delas que nesse ano nasceu e teve milhares de acessos foi esse site, JeanMello.Org.

Uma ferramenta virtual que inspira ações presenciais de Comunicação Comunitária e consultoria pedagógica, que vem acompanhada de uma infinidade de ações educativas que desenvolvo e de outros educadores que usaram alguns dos posts em salas de aula – em menos de um ano temos mais de cinquenta textos publicados, todos direcionados a contribuir, de modo informal e livre, para que os que nos acessam saibam que a educação pode ser informal, mas, de modo algum não profunda.

Ano em que pude vislumbrar um processo comunitário com jovens do Centro Comunitário Castelinho, Vila Joaniza, zona sul de São Paulo. Não dá para mensurar tudo que lá aconteceu. Podemos ao menos acompanhar alguns relatos de coisas que eles consideraram principais em menos de três meses de projeto. O presencial que dialoga com o virtual e vice-versa. Em breve escrevo um artigo sistematizando importantes aspectos desse processo. Leia mais >>

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