Browsing articles tagged with " Baoobaa"

E nos últimos tempos o amor de muitos…

Aug 10, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Entrevistas, Vídeos  //  4 Comments

Nem dá pra saber o que escrever e o que dizer… Uma coisa que já me vem à mente é que temos uma história muito inconstante e repleta de coisas boas e ruins. Agora, qual é a família que não tem? Como nos ensinou nosso grande amigo e redentor, Jesus Cristo, quem nunca errou que atire a primeira pedra. Aliás, se não fosse o evangelho, puro e simples, o que seria de qualquer um de nós? Pena que são inúmeras as coisas que ofuscam nossa visão acerca da verdade, simplesmente porque quase nada nesse mundo pode se colocar diante Dele; quase todos os olhares são interesseiros; vivemos em um mundo em que a pureza está apenas nas crianças. Mas, mesmo assim, quando elas [as crianças], passam a conviver com os adultos, a única coisa que elas aprendem é como ser impuras. Sim, elas ficam soberbas, amarguradas, manipuladoras, mentirosas, etc., tudo pelo fato de sermos inspiradores de tudo que consiste no não perdão e na falta de amor sem razão. Não sabemos amar! Deve ser por esse motivo que Jesus disse para sermos como as crianças, delas é o Reino dos Céus. Já pensou se fossemos assim? Não conseguimos: política, trabalho, cartão de crédito, interesses, racismo, preconceito, sentimentalismos manipuladores, inconstância atrás de inconstância, verdades absolutas, caindo de engano em engano. Além de tudo isso, ainda, para a tristeza de todos, vemos, enquanto humanos, diversas formas de tirar proveito das situações.

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Jéssica Gonçalves em prol da cultura afro-brasileira…

Jul 11, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Entrevistas  //  4 Comments

Nessa oportunidade entrevisto Jéssica Gonçalves, estudante de Comunicação e Multimeios na PUC de São Paulo, editora e uma das idealizadoras do Baoobaa, site que tem contribuído pra que muitas pessoas ampliem o olhar acerca da cultura afro-brasileira, que mesmo com todos os avanços, inclusive na própria legislação, ainda não é lembrada e valorizada no Brasil. Sim, deixo um pouco de lado a imparcialidade e coloco um pouco do meu olhar sobre a questão. Até porque faço parte desse projeto – como cronista do site – que e a Jéssica tem tocado, junto com Rodrigo Kenan. Mas, minha opinião toma apenas essa pequena parte do documento. Esse espaço, como àqueles que acompanham minhas postagens sabem, não é meu, mas do entrevistado. Nesse caso, trazendo a tona a valorização da questão de gênero, que em sua história cruza com as questões étnicas, digo que está aberto esse canal de comunicação para a minha entrevistada.

Jean Mello – Fale um pouco de sua trajetória pessoal… Incluindo sua própria caminhada, como é que nasce o Baoobaa? Ou seja, além de um acontecimento pontual, que possa ter desencadeado o nascimento do projeto, algo que realmente quero que você aborde aqui, têm outras questões que você também leva em conta?

Jéssica Gonçalves – A minha trajetória começou quando nasci, numa família negra de classe média da cidade de São Paulo. Porém, como tudo se transforma e ganha novos contornos, a minha família também se modificou. Nossa condição social decaiu e cresci, com uma ótima educação, mas me deparando com algumas dificuldades para alcançar o que eu almejava.

Mas como uma boa brasileira, aprendi a não desistir nunca dos meus objetivos. Foi assim que entrei, em 2010, na Universidade. A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – uma das melhores universidades privadas do estado. Tenho orgulho de dizer isso e acentuar que eu venci uma etapa, mesmo sabendo das dificuldades que eu iria encontrar pela frente, como a alta mensalidade, por exemplo.

Dentro da sala de aula, um choque: eu sou a única negra da minha turma! Foi aí que comecei a pensar no negro dentro das universidades. Comecei a me questionar, de fato, sobre inclusão/exclusão, preconceitos, racismos… E a ideia surgiu: o Baoobaa.

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Uma prévia de meu primeiro livro…

May 31, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  15 Comments

Uma noite espetacular, diferente de outra qualquer, única, fazendo parte de uma história sem precedentes. Homens e mulheres caminhando pelo luar na cidade grande e em um mundo completamente hostil e cruel.

Havia todos os tipos de pensamentos e atitudes no coração de cada pessoa que caminhava pela Avenida Paulista. Uns queriam ir ao cinema ver filmes alternativos, outros apenas tomar um café. A grande maioria das pessoas apenas caminhava e contemplava  a beleza daquela noite tão importante.

O maravilhoso era ver os artistas compartilhando suas obras ao ar livre. Os olhos mais atentos queriam ver a beleza de tudo que estava disponível naquele lugar. Riqueza entregue gratuitamente, ou melhor, pelo preço que todos podiam ou queriam pagar. Cada um produz seu próprio preço para visualizar coisas que é fruto de muito esforço. Quem foi que disse que arte é sinônimo de relaxo? Ao contrário, o artista muito busca para encontrar sentido em sua própria arte, muitas pessoas é que não dão valor.

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Variações do mesmo tema

May 3, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  1 Comment

Com tantos acontecimentos ao longo de nossa história, quero olhar para a atualidade e compartilhar algumas questões que me preocupam – esse espaço não é suficiente para falar de todas as coisas que desejo. Aos poucos vou dizendo. Meu compartilhar será a cada crônica, os temas não se esgotam. Ao contrário…  A cada dia nasce um novo olhar acerca das antigas questões, que infelizmente são mais atuais que nunca.

Um educador, ao tentar descontar seu pagamento em uma agência bancária, foi barrado pelo fato de ser negro – não dá para banalizar esse tipo de acontecimento e transformá-lo em algo comum. Ainda existe algo no imaginário das grandes instituições brasileiras, que automaticamente chega até a população, de que existe o perfil do suspeito. Dá para acreditar em algo assim?

Muitos ficam apenas sensibilizados, mas ouvi uma frase de Telma Vinha que diz que a ética não está apenas nos sentimentos, mas nos atos. Ser apenas sensível com a causa contribui em partes, porque apenas a sensibilidade não alcança a ética. É necessário ter atitudes.

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O que direi aos meus filhos?

Mar 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  3 Comments

Como direi para meus filhos, que ainda nem nasceram, mas com certeza serão negros, porque sou descendente de africanos, que eles serão discriminados por conta da sua cor de pele e origem étnica, marcada historicamente como inferior e inculta – a história chamada oficial diz suas mentiras, apesar de outras interpretações históricas existirem, mas não são divulgadas por pessoas que teriam formas de fazer isso de um modo que a maioria da população mundial tivesse acesso.

Quais palavras usarei para explicar a existência de tamanha calamidade? Desde já reflito sobre isso e tenho vontade de chorar e gritar.

Em minha modesta avaliação, isso não é sofrer por antecipação, é apenas tratar a realidade como ela deve ser tratada. Pessimismo? Creio que não, porque, por mais que eu queira ver uma realidade de um modo mais justo, e outras muitas pessoas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo também queiram, o racismo ainda vai demorar muito tempo para ser superado, sinto na pele e é bem provável que as futuras gerações também o sintam. A diferença é que terão mais mecanismos para se defenderem deste câncer.

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Cabelos Grisalhos

Mar 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  4 Comments

Estarei de cabelos grisalhos, num dia distante, e não vou parar de discursar a favor da liberdade. Ainda que muitos achem que falo apenas tendo como base o radicalismo, não penso em mudar minhas práticas, apenas no que diz respeito ao amadurecimento que o tempo vai trazer. Como negar o que vejo de modo tão evidente?

O essencial é sempre estar com a consciência tranquila e saber que trabalhar para o fim da discriminação racial é atuar em prol de um país que não sufoque a riqueza da diversidade.

Utopia? Prefiro acreditar em uma das afirmações do escritor José Saramago: utopia é apenas o amanhã. Para ele esta palavra não sinaliza algo que nunca vai existir. Ela é apenas o discurso do não existente hoje. Ao passar dos dias algo de agradável pode acontecer. Isso tudo pude ver no Fórum Social Mundial de 2005, em Porto alegre.

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Racismo ao Contrário: Pura Hipocrisia

Mar 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  5 Comments

Racismo ao contrário? Acordei pensando nessa expressão tão falada em muitos lugares que circulo. Será que procede tão acusação?

Às vezes desconfio que muitas pessoas que usam esta frase não sabem a diferença entre racismo, discriminação e preconceito. Tratam tudo como se fosse uma coisa só. Existe grande diferença entre todos esses conceitos, vamos ver?

Preconceito: ideia que se forma pela falta de conhecimento. São conceitos formados no individual e não no coletivo. Não é a ação. Neste momento é algo que se constitui apenas no campo das ideias. Uma boa dose de educação de qualidade, investimento intelectual, poderia evitar muitos desses perigosos conceitos ainda não tão bem formados. Não consigo ficar tranquilo ao saber que muitas pessoas são tratadas de maneira diferente, apenas por existir outras que respondem perguntas extremamente complexas sem o mínimo conhecimento. Ou melhor, um saber pautado nas concepções do senso comum.

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