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Nasce a nova luz em meio ao amor escasso

Jun 23, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

A vida é muito mais que momentos soltos. Um simples amanhã? Muitas coisas perdidas nos becos poluídos da solidão humana. Parecido com um livro que li – mais de uma vez – do Dostoiévski. Notas do Subsolo é o nome da obra.

Ainda bem que compus essa música. Conto uma parte de sua história em uma crônica de dias atrás.

Mas nem em minhas reflexões pessoais de profundidade imensurável poderia imaginar, Pra lembrar do amor não é apenas uma música que dediquei para um Amor Eterno. Meu amor de todos os tempos.

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É a trilha sonora de meu novo livro que será lançado em setembro desse ano. Exatamente no dia 15. Ano em que meu site faz sete anos. Exalando Esperança é o nome de minha nova obra.

Também é a força de minha história. Fiz questão de buscar melodias inefáveis, assim como Paulo de Tarso em suas cartas evangelísticas.

Realmente, atualmente essa é a música que mais gosto de meu repertório pessoal.

Pra quem não sabe, geralmente, componho letra e melodia ao mesmo tempo. Claro, meus acordes são simples, qualquer aprendiz recente de música pode tocar. As letras? Um pouco de poesia…

Minha forma de cantar pode não ser a melhor do mundo. Mas sempre que ouço me orgulho (juro não ser narcisismo) por ser minha forma de cantar, apenas minha.
Pra lembrar do amor é uma carta. Palavras ditas não de agora. Só que não posso deixar de lado de que essa música demonstra que minha história permanece viva.

Vivemos em um tempo de comunicação rápida. Infelizmente isso não quer dizer conhecimento profundo.

As ideias são soltas. Se pesquisadores de verdade olharem para o que está por aí, terão bases para constituição sólida de conhecimentos explícitos, implícitos, atuais e futurísticos.

Poesia é avanço social, cultural, espiritual e regeneração. A que está apenas no papel, as cantadas, faladas em saraus de quebrada ou os de elite.

Pra lembrar do amor é também revolução poética. Um homem que aceita falar de amor é verdadeiro homem. Àquele que se esquiva de como o amor corrói os sistemas consolidados é covarde.

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Pra lembrar do amor – Single

Jun 12, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Vídeos  //  No Comments

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Gravação tranquila. Não tensa apesar do processo denso.

Uma música apenas. Depois disso, duas versões. Uma intimista, acústica. Outra com as guitarras e batera. Meu novo single está completamente pronto. Pra lembrar do amor…

O material sintetiza nova fase de minha vida. Lógico que é mais poética que antes.

Você pode dar play e baixar de graça… Fique ligado! Esse ano vou apresentar muitas novidades.

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“No Princípio Era o Verbo”

May 11, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Imagens, Músicas  //  No Comments

Olha só aquele shopping, que da hora!
Uns moleques na frente pedindo esmola
De pé no chão, mal vestidos, sem comer
Será que alguns que estão ali irão vencer?

(Racionais MC´S)

Escrevo ao som de Tupac, Sabotage, Black Alien e Racionais.

Claro que é som pesado, mesmo que o primeiro citado não seja em meu idioma, mas tenho a impressão de que entendo todas as palavras. Já disse em algumas letras de textos de minha autoria que não consigo ler e escutar poesia musicada, rap. Mas consigo escrever…

Não é à toa que tenho buscado – com afinco – a humildade dos pés desgastado de Cristo Jesus (não na completude, Ele é o Supremo Mestre, inalcançável nos planos desse mundo ainda não em estado completo de regeneração, apenas em um futuro próximo). Só que, em meus limitados pensamentos, cheguei à conclusão de que a humildade de Sabotage eu posso alcançar. Todos nós podemos, basta querer.

Meu natal de 2014, mais conhecido como ano passado, foi lendo a biografia de Sabotage. Pesquisa apurada do jornalista Toni C, sobre o Maestro do Canão. Um bom lugar é o nome do livro.

Maestro do Canão, Alexandre de Maio

Nesse texto não tentarei destrinchar o conteúdo do livro. Seria injusto pra mim, o material é tão bem escrito que, pelo menos de minha parte, não cabe uma resenha.

Agora, o que não posso deixar de lado é que de lá para cá não consigo parar de escutar o Sabota. Fui estimulado a buscar tudo a respeito dele. Também, pasme, a voltar a escrever sobre as poesias cantadas nas quebradas. Não que eu tenha um dia parado. Minha abordagem tinha mudado. Agora voltei a ser direto.

Não só o som dele se traduz como de primeira, mas a postura de pura compaixão pela quebrada dele, Brooklin, Favela do Canão e, isso é bem evidente no som dele, todas as favelas do Brasil.

Mas tenho de tomar cuidado para não me perder. Nem vim falar dele, meu assunto hoje é o Black Alien. Sim, aquele do Planet Hemp e que em 2004 gravou seu primeiro e, até hoje, único disco solo. Lendário, Babylon by Gus Volume 01 Ano do Macaco.

Não apenas dele, busquei alguns clássicos do Rap Nacional e coloquei em minha estante virtual. Quem nunca baixou que atire a primeira pedra. Leia mais >>

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Uma carta para uma pesquisadora…

May 3, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Respondi uma carta de uma pesquisadora querendo mais referências – para desenvolvimento de uma pesquisa – sobre juventude e o mundo do trabalho.

Pensei, não vou centrar em livros, mas em gente que faz isso na prática. Pesquisa e ações… Mobilizações… É o que mais faz sentido. Não condeno – quem sou eu para isso – quem está mergulhado, estritamente, nas letras. Isso é válido, talvez não seja completo, porém não pode ser desconsiderado. Base para quem quer ultrapassar, sempre, e não deixar para trás oportunidades sociais vivas, daquelas simples em que em ações comunitárias pessoas montam espaços para jovens e adultos sejam alfabetizados, não pela ótica que ficam sofisticados nas letras apenas, mas na leitura de mundo.

Ou centros culturais periféricos, àqueles que se mantém por pura militância de ativistas culturais. Gente que se preocupa com o desenvolvimento dos outros, sem pestanejar. Bem… Minha resposta para a pesquisadora. Resolvi torná-la pública por considerar que pode contribuir pra mais gente.

 

***

 

Achei o material muito rico e profundo. Pesquisa é assim mesmo, aos trancos e barrancos, sempre falta uma série de coisas. Como pediu referências, e creio não falar apenas de livros, mas também de vídeos e filmes, envio algumas.

Não as colocarei como catalogamos ou citamos na universidade. Apenas mostrarei de modo que conseguirá encontrá-las.

As crianças e os jovens de hoje estão em um contexto de sociedade bem diferente do antigo, estruturado nas redes de conhecimentos mais sofisticados – falo da velocidade que a informação é disseminada, nem tanto a profundidade dos conhecimentos. Mas, essas coisas têm seus efeitos colaterais, preocupantes. Acesso múltiplo aos conhecimentos, bagatela de confusão. Não apenas nos comportamentos sociais, e sim nas escolhas de vida de cada um. Lógico que estou dando um salto teórico e deixando para trás muitos detalhes metodológicos, nessa minha fala levo em consideração muitas leituras que fiz sobre juventude. Mergulhe no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA.

Quero que se depare com algumas referências na prática sobre o assunto.

Revista Viração

Cidade Escola Aprendiz

Aracati

Ação Educativa

Por enquanto apenas essas. Se você entrar em contato de verdade – tem de olhar com cautela – verá nesses lugares várias publicações que irão contribuir, e muito, em sua pesquisa.

Em meu site agrego conteúdos poéticos sobre juventude. Coloque na parte de pesquisa a palavra “jovem” e verá muitas coisas sobre o assunto. Mas, o que mais gosto, de todos meus textos, foi o que me inspirei no documentário “Frutos do Brasil”. Lindo instrumento que te dará um panorama, breve, sobre a juventude brasileira e as mobilizações tocadas por jovens. Calma, nem vou detalhar. Se assim eu fizesse eu escreveria outro gigante texto sobre o assunto.

Outro material – aparentemente informal – é um vídeo que descreve a interação da juventude com as mídias digitais, os aplicativos todos, não por caprichos ou pura alienação. Tem um vídeo que quero muito que veja.

Hoje, as escolas e algumas organizações não-governamentais pedem aulas de informática, quando o jovem, em seu conhecimento do que está a sua volta, dá um banho em qualquer professor que quer ensinar técnicas de computador. Os lugares ficam vazios, computadores sem serem utilizados. Os jovens sabem mais de Internet que os professores e não aguentam aulas chatas e ultrapassadas.

Os blogs estão por aí, meninos e meninas passam o dia todo online em seus celulares, computadores e tablets. Independente de classe social… Muitos deles adaptam necessidades pessoais para encontrar mais chances de acessar, não se excluir daquilo que todo mundo faz e participa. Na frente dos educadores e professores se apresenta este acontecimento.

Quem conhece as quebradas de Sampa sabe que os fliperamas, casas de jogos, foram substituídos por lan houses. Ainda é uma incógnita a respeito do que vem depois. Por enquanto este é o cenário. Aproveitando-se disso, esses locais não servem só para os jogos. Imagine se eles se transformassem em locais de transmissão de conhecimento, pautando os jovens na importância do uso das mídias digitais enquanto processo de produção de saberes e, ainda de brinde, a oportunidade deles, em tempo real, contarem outras versões dos fatos acerca da realidade que os cerca?

Se você parar para observar, concluirá que isso já está acontecendo. Não em grande escala. Só que, é certo, a comunicação hoje em dia está descentralizada, em alguns sentidos rompendo com o monopólio midiático.

Vou parar de enrolação, além dessas coisas que te indiquei antes, você deveria ler um livro chamado “Juventude e Ensino Médio”. Além desse, uma pesquisa da Ação Educativa que demonstra que a juventude não mais vê sentido na escola e, consequentemente, nas relações de trabalho.

Juventude

Acho que na sua pesquisa precisa ter algumas coisas sobre a desigualdade de oportunidades no mundo do trabalho. Você vai encontrar muitos dados no Centro de Estudos de Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT.

Mais que livros para ler, você precisa acessar pessoas que escreveram esses livros, desenvolveram esses estudos. De todas essas organizações que indiquei, muitas delas disponibilizam publicações nas redes e outras você tem de ir até lá. Seu faro de pesquisadora dirá.

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Um novo livro… Ainda em 2015!

Apr 30, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  4 Comments

Exalando - Boneco

Ainda não achei alegria maior. Meu novo livro já tem data agendada para chegar ao público. Exalando Esperança.

Na primeira quinzena de setembro em todas livrarias do Brasil. Ainda não vou liberar todas as novidades que acompanharão essa simples publicação.

Aos poucos, em meu diário nada secreto, público, contarei o tanto de riqueza existente nessa junção musical e literária que tenho a alegria de agregar em mim.

Ainda exalando esperança, lógico que sem a inocência de achar que todas as pessoas querem realmente um mundo melhor.

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Ao som de Milton Nascimento curto minha ‘vibe’!

Apr 9, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Ao som de Milton Nascimento curto minha ‘vibe’. Nada, um acúmulo que, como uma cachoeira lendária, dessas que vemos em algum canal televisivo ou em uma dessas ‘andarilhagens’ pelos lugares propagados no marketing turístico, desencadeou no mestre. Fique em paz… Explico essa análise rasa e confusa. A cachoeira lendária é o Milton, ícone da música brasileira. A trilha para chegar na cachoeira com aquela cascata de arrasar foram todos os sons que até agora ouvi antes dele. Agora tenho que, por ser prolixo, divulgar essa entrevista em meu simples texto. Criolo foi acusado do mesmo mal que eu. Às vezes sou lembrado. “Fale fácil Jean, nem todo mundo é filósofo”.

Espere, hoje o que mais quero é escrever. Um texto chapado e postar em minha página. Deixo claro… Me utilizo de métodos acadêmicos, como pesquisa densas e empíricas. Mas escrevo para leigos.

A prova de que é para leigos? Final da Tarde! Dessa vez eu estava em um parque da sul de Sampa. Para ser mais preciso, próximo ao metrô Conceição. Risada. Escada que dava em paisagens que ninguém poderia narrar com sabedoria humana, tampouco a de Salomão. Árvores. Pessoas. E eu, abraçado, colado, com meus sonhos.

Era um dia de semana, eu de folga do trampo. Não esperava. Quando olhei para o horizonte, aquele que sigo com unhas e dentes, contemplei o sol em minha direção. Focado em meus olhos. Meu foco? Novamente fui tomado pelo amor no final de tarde e um começo de noite.

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Olhei nos olhos de tudo em que não dura apenas uma vida. Tipo as 13 vidas de um gato. Em todas elas eu viveria o mesmo momento do parque, pura escolha. E se eu tivesse um gato – animal doméstico mesmo – colocaria o nome de Tininho.

Tenho essa impressão de sonhar em ter um quintal grande, uns filhos, animais, jardim, livros, filmes, sabedoria, uns pedaços do Velho Testamento, o Novo Evangelho de Cristo Jesus, um bom vinho. Escrever e cantar, sorrir e, ao fundo, uma luz azul clara, bem clarinha, apenas como símbolo, da mesma forma que a Mezuzá e a Estrela de Davi. Talvez algum outro ícone africano ou japonês.

Pés descalços, simplicidade ou riqueza. Um Rap ou uma MPB. Pode ser música instrumental também. Eu, vivendo os sonhos das vidas, utopia. Gravando e compondo, ainda acusado de egoísmos. Quero, apenas isso desejo, deixar marcas boas nesse mundo tão desacreditado. Não sozinho.

Meus textos, livres. Fique calmo ou calma. Ainda não me esqueci da origem desse escrito, Milton Nascimento.

Em breve divulgarei nova parte da nova série de meu site – fui tomado pelo amor no final da tarde. Hoje ao som de Milton. Amanhã, quem sabe?

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É lícito ostentar esperança?

Apr 1, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Músicas, Poesias  //  No Comments

 

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Realmente, muito esforço na obra. Força, de sobra. Na pista, a mil. Ao som dos Racionais. Não mais passeando no parque, mas de Preto e Amarelo.

Na medida do possível louvo ao Deus que creio. Depois de uns dias fora do ar, refletindo e estruturando pensamentos no papel, volto. Contrariando as estatísticas, ainda insistindo no impossível.

‘Neguim’ na estrada, não da ostentação, a não ser que seja esperança. Batida nervosa, juntando com essa pancada no inconsciente, encontro motivação para meus irmãos, sabendo que sou o primeiro a me achar nas palavras.

Gosto de escrever ao som de rap ou de músicas que me remetem para a plenitude do amor. Rap, simples, parece que são duas crônicas ao mesmo tempo, uma que ouço e a outra que escrevo. Sons que falam de amor? Mais simples ainda… Combustível, em toda e qualquer situação, para sempre continuar e acreditar no hoje e no amanhã.

Pode ser a engrenagem para minha inspiração pessoal. Uma situação, um som ou o inesperado em dias tão monótonos. Dias de lutas e glórias. Momentos que você também vive. Vamos juntos?

Caminhamos na Babilônia do novo milênio. Cidade de Luz. Brilha, ofusca os cantos escuros. Caminhamos para regeneração?

Vaidade humana que dá mais valor para o que visa atrasar a felicidade do próximo. Falta poesia em nossas veias, transbordamos de maldade e não nos damos conta de que nosso egoísmo e a falta de vontade em desfrutar da singeleza da existência é nosso retrocesso. Não devemos temer a entrega.

Visto Preto e Amarelo, prosperidade. Forte identificação. Longe dos parasitas, quem tenta extrair a esperança. Meu lema. Espero que seja também o seu. Distante – quase tão longe quanto o horizonte que tanto busco – das amarras do sistema, bem perto do amor.

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