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Por uma infância sem racismo

Oct 27, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  3 Comments

 

Escola da Zona Norte de São Paulo é pichada com a frase “vamos cuidar do futuro das nossas crianças brancas”, acompanhada pela suástica. Por que isso ainda acontece?

No último dia 20 de outubro, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lançou em São Paulo a campanha contra o racismo: “Por uma infância sem racismo”. A cerimônia aconteceu no CEU Jambeiro, em Guaianases, na Zona Leste da cidade. A iniciativa tem como objetivo fazer um alerta à sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência e sobre a necessidade de uma mobilização social que assegure o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância.

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Comunidade Escolar…

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

 

Quanto mais a comunidade escolar se une em prol das necessidades da educação, mais existe desenvolvimento e encontra meios de superar as dificuldades que vão aparecendo pelo caminho – sempre dá pra arrumar desculpa para não enfrentar os problemas de frente e colocar a culpa em terceiros.


Aplaudo de pé diretores que encaram a função de representação da escola.

Choro de emoção ao ver que a maioria dos professores são verdadeiros heróis, até mesmo por diariamente viverem a realidade de ter três turnos de trabalho, muito mais de oito horas por dia, para poder garantir um salário que está muito longe de ser digno. Isso sem contar os períodos de correção de prova e outras atividades que os deixam longe de atividades pessoais e familiares. Ainda os chamam de preguiçosos, falando que nunca fazem nada. Queria ver qualquer pessoa que escreve nessas colunas, falando barbaridades, ficar ao menos um dia no lugar dos heróis da educação. Não seriam capazes, não conseguiriam suportar a responsabilidade, quando não exploração, de estar no ambiente escolar, muitas vezes hostil por conta da vulnerabilidade social. Quem é que pode opinar acerca de uma realidade que não vive? Acho que perdi essa parte da história que dá legitimidade para alguém que está sentado atrás de um computador dizer o que é ou não verdade.

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Brisa Leve (Música de Jean Mello, Jefferson Cassiano e Marcos Rocha)

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Músicas, Poesias  //  No Comments

Brisa leve em meu rosto,

Olho o horizonte e vejo o mar

Sinto vontade de estar em Seus braços,

E como um pássaro o céu cruzar

O céu cruzar…
No esconderijo do Altíssimo habitar,

Debaixo de Suas asas seguro estar

Com a promessa da salvação,

No meio da escuridão, encontrei a Tua mão

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Olhos Abertos (Música de Jean Mello, Jefferson Cassiano e Marcos Rocha)

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  1 Comment

 

 

Abro as janelas do meu coração,

Pra tentar enxergar um Deus que conheci,

Há neblinas no tempo que querem me impedir, me cegar,

Mas não vou desistir, de buscar o amor, perceber resistir,

Não se entregar, mesmo com a opressão,

De palavras sem sentido, pra roubar minha fé…
Almejei buscar novos rumos, ver um Deus de amor

Desisti de entender os religiosos,

Que roubam minha fé com falsas doutrinas…
Fecho as portas da alma, para não me perder

Ouço a voz da esperança, a vitória da paz

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Disseram que meu olhar é triste…

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

 

 

Disseram que meu olhar é triste… Não respondi nada quando ouvi essa afirmação. A intenção de quem perguntava era julgar, contestar minha opção em indagar a maneira como essa sociedade se posiciona em relação à educação, religião, preconceito e outras coisas que apenas serve para atrasar o real progresso para o povo brasileiro. Como não terei o olhar triste ao ver o que todos os dias a beleza da diversidade cultural que há no Brasil é diminuída, quando não tratada como nada?

A multidão prefere viver a ilusão, para não ter a dor de enfrentar a realidade.

Fala de pessoas “notáveis” convence mais que a sinceridade das palavras de homens e mulheres que trabalham mais de oito horas por dia, ganhando um salário que mal dá para garantir as necessidades básicas – crueldade ver que famílias poderiam viver numa condição melhor. O egoísmo é que fortalece a desigualdade. O que sustenta a riqueza de muitos financia o genocídio que podemos ver sem nenhum esforço no chamado País Tropical. É muita crueldade o que se pode enxergar sem ao menos precisar ir muito longe. Quem pode duvidar? Que crueldade o que é feito com centenas de famílias. Basta apenas abrir a janela e ver a falta de amor no acúmulo de riquezas que não seriam gastas nem se as pessoas que as possuem vivessem mais de cem anos aqui nessa terra de ninguém. Aliás, como fui ingênuo agora… Essa terra tem alguns poucos donos, desde a colonização os donos são mais que exploradores, colonização que nunca acabou, vem apenas mudando de face e assumindo agora mais agressividade, sua forma é a globocolonização.

Ninguém quer se deparar com o sofrimento. Não querem pensar que nem sempre as sementes da esperança são colhidas da forma que se espera.

Apesar de saber que é bem difícil falar, sei que não posso calar minha voz. Nem posso pestanejar em pensar que estou errado ao falar para quem quiser ouvir a respeito da falsidade desse evangelho que está sendo pregado. Nunca com ódio, sabendo que não dá pra ser por força e nem por violência, tendo como guia a sabedoria que tanto peço a Deus. Na verdade, não posso negar que o fato de poucas pessoas ouvirem e praticarem a verdade causa uma enorme tristeza em mim.

Pensamento puro? Consciência plena de articulações que poderiam salvar o mundo? Vemos no máximo a reprodução de discursos prontos, perniciosos, que exaltam corporações e abafa o que eles mesmos causam.

É difícil uma pessoa que já foi educada para ter apenas um pensamento coletivo ter algum outro tipo de conclusão intelectual que seja individual. Talvez nem seja possível esperar de alguém algum tipo de reação que não seja fruto de uma interpretação errada da sociedade, do amor verdadeiro, que não tem interesse em oferecer para ter algo em troca, mas que trata gente como gente. É bem provável que se eu fosse responder a pergunta talvez fosse com as seguintes palavras…

Como posso não ter o olhar triste ao ver que quase tudo tem objetivos mercadológicos?

Será que poderia ficar feliz ao perceber que existem ações sociais de fachada?

Poderia permanecer com um sorriso no rosto ao perceber que a maioria prefere o caminho mais fácil e ilusório, apenas para não olhar ao redor e ver a verdadeira vida que os cercam? Alguns acreditam e não assumem…

Será que a minha consciência poderia ficar tranquila ao saber que enquanto uma pequena parte da população mundial está com o bolso cheio de grana e grande parte passa fome? Meu olhar poderia não ser triste?

Como não ficar triste ao saber que poucas pessoas leram Paulo Freire? Como ficar feliz ao perceber que a Teologia da Libertação é ridicularizada? Pena que a maioria das pessoas não conhece Leonardo Boff, e alguns que o conhecem o tratam como um teólogo qualquer.

Homens de cabelos grisalhos e com um topete que não sai do lugar, de tanto laquê, são considerados os mais importantes servos de Deus que todos. Alienam a população até pela falta de conhecimento.

Só não ficaria triste se fechasse meus olhos e me convencesse de que nada está acontecendo. Como sou de carne e osso, sei que é impossível. Como sou um ser humano normal sei que a angústia que sinto outras pessoas também sente.

Não dá para sorrir sabendo que ainda existe racismo.

Ficaria eu feliz ao ver templos imensos e escolas sucateadas?

Hoje, pregadores famosos chamam as pessoas de miseráveis. Mesmo assim, àqueles que são chamados de miseráveis, falam que esses mesmos caras são ungidos de Deus. Montam seus impérios particulares. Visitam os mais lindos países. Tomam as mais caras bebidas, dão até mesmo joias às suas filhas e esposas, compram carros importados aos filhos, pagam para eles estudarem em colégios em países europeus ou naqueles que se localizam no norte do mundo, tudo com o dinheiro do povo. Como dá para ficar em estado de felicidade vendo tudo isso? Só mesmo sendo cego… Acho que apenas entrando num transe…

Quando a educação for valorizada abrirei um grande sorriso.

No dia em que as crianças de periferia não estiverem a cada dia mais conhecendo as armas de fogo e as drogas.

No tempo em que a igreja não estiver entre quatro paredes.

Na época que o sonho das pessoas não for chegar ao poder.

Talvez ao saber que um número menor de pais de família está gastando o dinheiro do pão num boteco qualquer.

Quando os pais não precisarem mais enterrar seus filhos.

No momento em que a arte e o artista forem mais valorizados.

O que me dá felicidade é que meus cabelos estarão grisalhos e ainda continuarei falando daquilo que penso, sem temer.

Agora entendem por qual motivo meu olhar é triste? É uma porcaria saber que quem conhece a verdade não tem garantia nenhuma de que sabe como contar a boa nova.

Peço para Deus sabedoria para ajudar meus amados e seguir uma trajetória pessoa de vida, sabendo que não existe ninguém de carne e osso que possa me fazer ser mais nobre.

Enquanto o tempo passa, a vida inteira passa em minha cabeça, mesmo meu vizinho podendo ser chamado de solidão.

Com a juventude ainda na idade busco a maturidade que está diante de meus olhos.

Olhar triste não quer dizer que não acredite em algum tipo de transformação, esperança que é diferente da pura espera, da espera vã.


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Eu e você no divã da existência…

Oct 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  2 Comments

 

 

É na mesa do escritor e também em seu escritório que se pode ver um pouco de sua personalidade. Apenas resquícios de sua história se manifesta através dos livros jogados. Um pouco de café também fica ao lado do computador. Algumas fotos para inspirar. Uma música de fundo para dar gosto ao que se ouve. Qualquer intromissão, mesmo que seja a mais sutil, ou mesmo a mais inesperada, a que mais grita na alma, serve apenas para acabar com as ideias ou para ver surgir outras ainda com mais poder.

Quem é que pode responder as perguntas que não têm resposta?

É para essas questões difíceis que o escritor instaura sua eterna busca, se debruça em direção ao nada que ao mesmo tempo se transforma em tudo, para alguém que contempla ou para o próprio sujeito que escreve.

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