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Olhos Abertos (Música de Jean Mello, Jefferson Cassiano e Marcos Rocha)

Out 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Poesias  //  1 Comment

 

 

Abro as janelas do meu coração,

Pra tentar enxergar um Deus que conheci,

Há neblinas no tempo que querem me impedir, me cegar,

Mas não vou desistir, de buscar o amor, perceber resistir,

Não se entregar, mesmo com a opressão,

De palavras sem sentido, pra roubar minha fé…
Almejei buscar novos rumos, ver um Deus de amor

Desisti de entender os religiosos,

Que roubam minha fé com falsas doutrinas…
Fecho as portas da alma, para não me perder

Ouço a voz da esperança, a vitória da paz

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Disseram que meu olhar é triste…

Out 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  2 Comments

 

 

Disseram que meu olhar é triste… Não respondi nada quando ouvi essa afirmação. A intenção de quem perguntava era julgar, contestar minha opção em indagar a maneira como essa sociedade se posiciona em relação à educação, religião, preconceito e outras coisas que apenas serve para atrasar o real progresso para o povo brasileiro. Como não terei o olhar triste ao ver o que todos os dias a beleza da diversidade cultural que há no Brasil é diminuída, quando não tratada como nada?

A multidão prefere viver a ilusão, para não ter a dor de enfrentar a realidade.

Fala de pessoas “notáveis” convence mais que a sinceridade das palavras de homens e mulheres que trabalham mais de oito horas por dia, ganhando um salário que mal dá para garantir as necessidades básicas – crueldade ver que famílias poderiam viver numa condição melhor. O egoísmo é que fortalece a desigualdade. O que sustenta a riqueza de muitos financia o genocídio que podemos ver sem nenhum esforço no chamado País Tropical. É muita crueldade o que se pode enxergar sem ao menos precisar ir muito longe. Quem pode duvidar? Que crueldade o que é feito com centenas de famílias. Basta apenas abrir a janela e ver a falta de amor no acúmulo de riquezas que não seriam gastas nem se as pessoas que as possuem vivessem mais de cem anos aqui nessa terra de ninguém. Aliás, como fui ingênuo agora… Essa terra tem alguns poucos donos, desde a colonização os donos são mais que exploradores, colonização que nunca acabou, vem apenas mudando de face e assumindo agora mais agressividade, sua forma é a globocolonização.

Ninguém quer se deparar com o sofrimento. Não querem pensar que nem sempre as sementes da esperança são colhidas da forma que se espera.

Apesar de saber que é bem difícil falar, sei que não posso calar minha voz. Nem posso pestanejar em pensar que estou errado ao falar para quem quiser ouvir a respeito da falsidade desse evangelho que está sendo pregado. Nunca com ódio, sabendo que não dá pra ser por força e nem por violência, tendo como guia a sabedoria que tanto peço a Deus. Na verdade, não posso negar que o fato de poucas pessoas ouvirem e praticarem a verdade causa uma enorme tristeza em mim.

Pensamento puro? Consciência plena de articulações que poderiam salvar o mundo? Vemos no máximo a reprodução de discursos prontos, perniciosos, que exaltam corporações e abafa o que eles mesmos causam.

É difícil uma pessoa que já foi educada para ter apenas um pensamento coletivo ter algum outro tipo de conclusão intelectual que seja individual. Talvez nem seja possível esperar de alguém algum tipo de reação que não seja fruto de uma interpretação errada da sociedade, do amor verdadeiro, que não tem interesse em oferecer para ter algo em troca, mas que trata gente como gente. É bem provável que se eu fosse responder a pergunta talvez fosse com as seguintes palavras…

Como posso não ter o olhar triste ao ver que quase tudo tem objetivos mercadológicos?

Será que poderia ficar feliz ao perceber que existem ações sociais de fachada?

Poderia permanecer com um sorriso no rosto ao perceber que a maioria prefere o caminho mais fácil e ilusório, apenas para não olhar ao redor e ver a verdadeira vida que os cercam? Alguns acreditam e não assumem…

Será que a minha consciência poderia ficar tranquila ao saber que enquanto uma pequena parte da população mundial está com o bolso cheio de grana e grande parte passa fome? Meu olhar poderia não ser triste?

Como não ficar triste ao saber que poucas pessoas leram Paulo Freire? Como ficar feliz ao perceber que a Teologia da Libertação é ridicularizada? Pena que a maioria das pessoas não conhece Leonardo Boff, e alguns que o conhecem o tratam como um teólogo qualquer.

Homens de cabelos grisalhos e com um topete que não sai do lugar, de tanto laquê, são considerados os mais importantes servos de Deus que todos. Alienam a população até pela falta de conhecimento.

Só não ficaria triste se fechasse meus olhos e me convencesse de que nada está acontecendo. Como sou de carne e osso, sei que é impossível. Como sou um ser humano normal sei que a angústia que sinto outras pessoas também sente.

Não dá para sorrir sabendo que ainda existe racismo.

Ficaria eu feliz ao ver templos imensos e escolas sucateadas?

Hoje, pregadores famosos chamam as pessoas de miseráveis. Mesmo assim, àqueles que são chamados de miseráveis, falam que esses mesmos caras são ungidos de Deus. Montam seus impérios particulares. Visitam os mais lindos países. Tomam as mais caras bebidas, dão até mesmo joias às suas filhas e esposas, compram carros importados aos filhos, pagam para eles estudarem em colégios em países europeus ou naqueles que se localizam no norte do mundo, tudo com o dinheiro do povo. Como dá para ficar em estado de felicidade vendo tudo isso? Só mesmo sendo cego… Acho que apenas entrando num transe…

Quando a educação for valorizada abrirei um grande sorriso.

No dia em que as crianças de periferia não estiverem a cada dia mais conhecendo as armas de fogo e as drogas.

No tempo em que a igreja não estiver entre quatro paredes.

Na época que o sonho das pessoas não for chegar ao poder.

Talvez ao saber que um número menor de pais de família está gastando o dinheiro do pão num boteco qualquer.

Quando os pais não precisarem mais enterrar seus filhos.

No momento em que a arte e o artista forem mais valorizados.

O que me dá felicidade é que meus cabelos estarão grisalhos e ainda continuarei falando daquilo que penso, sem temer.

Agora entendem por qual motivo meu olhar é triste? É uma porcaria saber que quem conhece a verdade não tem garantia nenhuma de que sabe como contar a boa nova.

Peço para Deus sabedoria para ajudar meus amados e seguir uma trajetória pessoa de vida, sabendo que não existe ninguém de carne e osso que possa me fazer ser mais nobre.

Enquanto o tempo passa, a vida inteira passa em minha cabeça, mesmo meu vizinho podendo ser chamado de solidão.

Com a juventude ainda na idade busco a maturidade que está diante de meus olhos.

Olhar triste não quer dizer que não acredite em algum tipo de transformação, esperança que é diferente da pura espera, da espera vã.


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Um poema nosso… A força de uma palavra qualquer…

Out 8, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Poesias  //  2 Comments

Quando nasce uma poesia junto com ela vem o sentimento, alegre ou triste;
Simplista meu detalhamento acerca dos sentimentos não é? São apenas palavras…
As palavras se juntam e dá pra ler ainda mais que o que está no papel,
Não se restringe ao que está escrito, dito, compartilhado
Diz muito mais que as palavras impressas, fala até mais que o poeta
Não precisa de rima e nem de algumas regras desnecessárias,
O que não pode ficar de fora é a alma no papel
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Espera…

Abr 18, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas, Músicas  //  2 Comments

Escolho nessa crônica fazer uma breve reflexão sobre uma letra e música que me veio à mente. Apesar de eu ter composto, não digo que a música é minha porque nenhuma arte é de ninguém. A partir do momento que compartilho, a arte que era apenas minha e do infinito, passa a fazer parte da vida de alguém.

Mas no caso dessa música ela já nasceu de modo compartilhado… Estava na casa da minha namorada, chegando de um passeio, desses que geralmente fazemos aos domingos, peguei o violão e começou a chegar um belo refrão – como geralmente me emociono no momento que a obra artística chega bem perto, quase chorei ao perceber que naquela hora nasceria uma canção.

Sempre que vou compor, a música chega sem avisar. Às vezes ela dá até algumas dicas de que está prestes a vir. Porém, quase sempre quando menos espero ela vem, entra em minha criatividade sem nem bater à porta. Quem é que vai esperar? Geralmente me entrego…

O caderno estava no canto, tive de ir depressa procurar uma caneta. Começou a vir a história de alguém que andava por aí, solitário… Geralmente os artistas andam assim quando estão procurando a famosa inspiração – a solidão às vezes é a única forma de alguém se conhecer.

Além da criação, inspiração, essa pessoa queria encontrar um sinal. Quanto tempo esperamos algo que às vezes nem sabemos o que é? Quais são os desejos que podem preencher nosso vazio? Nem sei quantas pessoas podem encontrar as respostas que tanto esperam. Neste mundo de tantas pessoas incompreendidas e que o amor é tão escasso.

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A voz do Paradoxo

Mar 28, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Poesias  //  1 Comment

O paradoxo entre a fé e razão
Entre a dúvida e a certeza
Entre o amor e a ilusão
Que destoa minha tristeza
Não é mais do que a busca
Intrinseca em entender o que é o amor
Em entender o que é a entrega
Abrir mão do seu querer
Em meio aos meus sonhos surge a voz
Que interrompe o meu sono
Me desperta para o dia
Mais um dia surreal
Voz de alguém que se levantou
Enquanto muitos  se deitavam
Voz de alguém que trabalhou
Quando outros descansaram
Voz de alguém que abraçou
Mesmo a quem a desprezasse
Bastará meu despertar?
Tirar os meus pés da cama, terá algum proveito?
Se não for pra entender
O que é esse entregar
Eu prefiro me ajeitar
De novo em meu travesseiro

Autor: Dennis Portell

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Se tudo fosse igual ao teu sorriso…

Mar 26, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  3 Comments

Cercado de olhares furtivos que desejam ver meu fim…

A cada dia vou trilhando um caminho – que não criei – para tentar vencer as dificuldades da vida. Na verdade, ainda as coisas estão fazendo sentido para mim.

Sonho para se transformar em realidade, não pode ser apenas sonhado. É preciso garra e força além do comum, para realizar o que antes passou apenas pela imaginação. Isso não é nada fácil. Para algumas pessoas se torna impossível. A fé acaba sendo o termômetro das realizações humanas, em sintonia com a mão de Deus que nos alcança quando queremos, nos momentos em que buscamos.

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