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Fev 17, 2016   //   by Jean Mello   //   Sem categoria  //  No Comments

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Espírito Santo da Fortaleza… Não morre! Renasce…

Ago 13, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Sem categoria  //  No Comments

Ouço, em demasia, a máxima de que as pessoas boas vão embora num piscar de olhos, enquanto as más ficam para nos atormentar. Geralmente, não paro para discutir a veracidade, ou melhor, dizendo, a precisão das palavras que acabo de usar para inauguração deste breve relato.

Costumo escrever o que sinto. Pode ser ou não fruto de pesquisas sistemáticas ou sistêmicas. Mas, na maioria das vezes, é apenas o que sinto mesmo, o que brota de dentro, tácito, presente em cada poro. Para assumir isto é necessário acreditar que as ideias e as pessoas estão em transição, atualmente. Presente em minhas elucubrações é a presença verdadeira de um olhar, angustiado e angustiante, ao mesmo tempo, repleto da mais genuína esperança de que não mais seremos enganados pelas ilusões da atualidade com suas raízes no passado, para caminharmos em direção ao verdadeiro iluminismo, não mais o falso.

As palavras, aqui grafadas, nasceram porque uma boa pessoa de minha família faleceu. Uma tia, extremamente jovem. Dentista negra, lutadora, inteligente, princesa e rainha, quilombola, utópica, linda e mãe de todos e todas que apareciam em sua frente, Aninha. Diante disto, minha impotência me deixa chorar, clamar, questionar, escrever… escrever… escrever… inscrever em minhas imperfeições a certeza de não ter respostas!

E, olha que não faz muitos dias, ela transmitiu abertamente no Facebook sua admiração pelos meus escritos. Pode procurar em minha página, está lá aberto. Ironia, alguém tão ilustre dizer algo que eu teria de dizer! Mas pude, continuarei dizendo: minha tia, inspiração, inspiradora, militante, guerreira, linda, quilombola que vivia com maestria, sabedoria, ao lado dos quilombos urbanos, assim como eu.

Na mesma mensagem que te chamei para vasculhar, pesquisar, ver… ela disse que gostaria de estar presente no lançamento de meu primeiro livro. Se depender de mim, preservarei sua memória viva por lá. Estar ou não deste lado da vida depende de como os vivos relembram os que fisicamente já se foram, mas podem, tranquilamente, permanecer em nossos mais remotos pensamentos.

Vá em paz, melhor dizendo, fique em paz… viva está na memória daqueles que te amam.

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Redenção…

Mar 21, 2012   //   by Jean Mello   //   Blog, Sem categoria, Vídeos  //  No Comments

 

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Afasta de mim esse cálice (diálogo entre Chico Buarque e Criolo)

Fev 9, 2012   //   by Jean Mello   //   Blog, Sem categoria, Vídeos  //  No Comments

 

 

 

Embriague-se com a consistência do discurso desses artistas, que mistura-se com reivindicações de movimentos sociais nascidos há séculos atrás e ainda vivos através de muitas vozes. Quando é que nos daremos conta de que muita gente está gritando e dizendo verdades através da arte e poucas pessoas estão dando ouvidos? Ainda, assim como Criolo, que nada tem de doido, sinto a necessidade de poder receber e dar para as pessoas alguns goles de vida. Estamos em um labirinto místico em que pessoas perdidas caminham em vários becos de solidão. São muitos os que reagem, mas ainda não é suficiente – efeito colateral do sistema, aos poucos o grito de cada excluído vai tomando corpo em extremos e centro de cada cidade. Não precisa morrer para ver Deus.

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Revolução em cada canto…

Jan 24, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Sem categoria  //  No Comments

Quem não viu nada nesse país chamado Brasil nada pode dizer. São casas de madeira, poucas com sustentações de vigas, enquanto outras custam milhões de dólares.

Um livro que não sai da minha mente é Capão Pecado. Acho que a leitura dele fez com que algumas peças de um quebra-cabeça se juntassem, principalmente quando penso nas diversas favelas que pisei. Os motivos foram diversos… Um deles a educação em sinergia com as articulações sociais. Quem poderia imaginar? Agora, quanto à leitura do livro, recomendo. Além da leitura é importante você ir a algum lugar ver o trabalho de quem faz coisas inimagináveis, pelo sonho de acreditar que a revolução que acontece na periferia influencia não apenas por lá, mas, também, nos grandes centros. Essa revolução cultural, como sempre acontece sem a velha mídia pautar, a não ser quando o assunto decorrente são as tragédias, é inevitável.

Penso nessa questão da própria visibilidade. Em alguns momentos pessoas são visíveis pelos erros que cometem, mas nunca pelos acertos. Isso não dá audiência. Nenhum patrocinador quer dar cobertura ao sucesso de quem nada tem de material. Aí fica por isso mesmo, pessoas pobres ficam mais pobres ainda quando uma mãe  tem que dar um depoimento na televisão dizendo que deu tudo ao seu filho e mesmo assim ele escolheu a vida do crime. Ela deu tudo… Agora, e o governo? E as empresas racistas? Será que os que mais vão para esse caminho encontram escolas dignas em seus bairros? Quero refletir com cuidado, com certa criticidade, sabendo que muitos nem terminam o ensino fundamental e já vão para o mercado de trabalho para garantir o sustento de um lar que muitas vezes os filhos nem sequer conhecem o pai, que abandonou ou foi assassinado em algum lugar. Que tipo de futuro em um país extremamente segregacionista esses meninos e meninas têm? Sim, eles são capazes de conquistar coisas e de ter um futuro brilhante. Agora, quem resiste a todas as barreiras impostas pelo capitalismo? Pare, pense e veja como é viver em um mundo como o nosso… Leia mais >>

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