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Alessandro Buzo entrevista Jean Mello

Jan 1, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Entrevistas  //  No Comments

Autógrafo 2

Fui entrevistado pelo escritor Alessandro Buzo. O conteúdo foi publicado, em sua versão original, em seu blog. Mas estou replicando por aqui também para amplificar.

Alessandro Buzo: Jean Mello é um jovem escritor com três livros publicados…… vamos conhecer ele melhor ?

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Buzo: Como é ser escritor no Brasil?

Jean Mello: Dedicar-se a qualquer tipo de atividade cultural no Brasil traduz-se em resistência, insistência, militância, dificuldade de todas as espécies para se manter, acreditando no impossível. Comigo sempre foi assim, como educador e agora também como escritor e músico. Um não é isento do outro.

Vivemos em um país em que não chega a 1% os recursos destinados à cultura. Apenas 0,6% do orçamento do governo federal são repassados para bancar práticas culturais. A luta é para que se chegue a pelo menos 2%.

Desde o governo Lula, mesmo com todas essas notícias de corrupção em massa, fato que não é exclusividade da gestão de todos esses anos do Partido dos Trabalhadores, podemos ver isso com facilidade nos noticiários ou em qualquer pesquisa séria sobre o assunto, o Brasil passou por grande desenvolvimento econômico para vários setores da sociedade que não tinham acesso aos bens que, historicamente, eram de desfrute apenas da elite financeira. Claro que é preciso olhar de modo crítico para esse chamado desenvolvimento econômico. A quem realmente beneficiou essas mudanças? Reflito um pouco sobre isso na resposta dessa questão.

Hoje, os ricos têm de dividir espaço com negros e nordestinos nos aeroportos. Os filhos das domésticas do passado estudam em universidades por intermédio de bolsas de estudos concedidas a partir do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.

Não sou panfletário de nenhum partido ou governo. Como escritor e educador essa é uma questão que observo, considero cara, importante, mas não gasto meu tempo discutindo isso em filas de ônibus ou debates intelectuais. O Brasil e o mundo são muito mais que isso. Não precisa de muito esforço para entender. Porém, refletindo sobre os últimos anos, pensando nas mudanças que vejo serem significativas, reflito por quais motivos todas essas transformações não aconteceram também no campo da cultura e da educação. Mais no campo da cultura. Se tão pouco investimento é destinado para isso, como vamos viver em um país em que os gestores, nacionais e regionais, não fizeram o desenvolvimento cultural caminhar de mãos dadas com o chamado desenvolvimento econômico?

Por outro lado, mesmo sabendo que não é exclusividade das gestões Lula e Dilma, concordo com o dramaturgo e diretor da Cooperativa Paulista de Teatro, Dorberto Carvalho. Ele diz… “Desde o governo Lula, o país tem passado por um período de desenvolvimento que beneficiou diversos setores da sociedade, dentre os quais empresários, banqueiros e investidores internacionais. A questão é que a cultura, entre outros setores sociais, quase não se beneficiou desse processo. Por conta disso, buscamos não só uma correção dessa desigualdade, bem como uma distribuição de recursos públicos que corresponda ao desenvolvimento econômico dos últimos anos e responda à demanda de produção, ao acesso e a fruição dos bens culturais por parte de uma imensa maioria da população”.

Acesso ao crédito não é necessariamente desenvolvimento social e econômico. Mesmo assim, os mais pobres ocuparem alguns espaços mexe, e muito, com o imaginário dos mais ricos nesse país chamado tropical. Veremos o efeito disso ao passar dos anos.

Ser escritor é fazer parte desse universo. Viver em uma realidade pautada no que vive o mundo e, por simples obviedade, o país de origem do autor. Somos de uma nação que não exige quase nada em desenvolvimento humano. O escritor, por consciência, vai no fluxo contrário disso tudo. Será fácil viver como escritor em um lugar assim? Leia mais >>

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Também sou Suburbano Convicto

Dez 14, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Projetos  //  No Comments

Bixiga

Vai rolar nessa terça – 15 de dezembro – a última edição do Sarau do Suburbano Convicto.

Nessa oportunidade farei o lançamento do meu novo livro, “Fim de Tarde”.

Depois de colar na Galeria Olido e no Memorial da América Latina com essa obra, irei em um lugar que há muito tempo quero estar. Fui convidado pelo mentor da parada, Alessandro Buzo.

Firmeza… Quero ver você lá e, de preferência, com seu poema. Bora?

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“Fim de Tarde” (novo livro de Jean Mello)

Nov 18, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Imagens  //  No Comments

Capa

Para o Brasil e para o mundo todo… “Fim de Tarde”, disponível para vendas.

A editora Kazuá é legítima. Recomendo. Trabalhar em parceria com eles me fez muito bem. Cresci como artista.

Sou cronista de um tempo bom. Quando considero que meus ascendentes tomaram chicotadas, considero que, ser um jovem negro e escritor, é um avanço social e histórico.

Deixo vocês com as palavras dos editores da Kazuá ao meu respeito…

Jean Mello confecciona este livro de crônicas denominado: “Fim de Tarde”, utilizando o método de construção a observância e reflexão dos fatos que circunscrevem a realidade das minorias, respaldando-se no frescor de teores desapercebidos, ou mesmo desdenhados nos eventos do cotidiano, e os resgatando a superfície com uma análise crítica própria daquele que vivencia plenamente seus relatos. Com uma voz ousada se defronta com o lado obscuro do real, sem declinar do humor, da nostalgia e do sentimentalismo, que perfazem a abrangência desta coletânea de crônicas, tendo em comum o discurso inclusivo a servir de alternativa possível para as reivindicações sociais.

Para comprar o livro é simples. Custa apenas R$ 35,00 + Frete. Está disponível para qualquer lugar do Brasil. Disponibilizaremos os dados bancários para que seja feito o depósito do valor correspondente, após o interessado entrar em contato por um desses meios.

E-mail: jean.mello9@gmail.com

Facebook: https://www.facebook.com/jean.mello.3

(11) 96425-5122 (WhatsApp)

 

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“Fim de Tarde” apresenta crônicas do autor Jean Mello

Out 13, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Dicas de Livros, Entrevistas, Podcast, Publicações  //  No Comments

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“Retratos de acontecimentos inesquecíveis… Sonhos comuns e incomuns de um personagem qualquer que vê a realidade de modo único. Pelo significado, subjetivo, que pode se dar às questões – atuais e antigas – que permeiam o pensamento e fazem com que tudo seja repleto de senso crítico, sem perder a veia poética e, muitas vezes, até o romantismo, que nem sempre é carregado de ingenuidade.” (Fragmento de Fim de Tarde coletânea de crônicas de Jean Mello)

“Jean Mello é educador social, cronista, músico, comunicador, poeta. Alicerça a sua obra no chão da vida. Romântico, mas nada ingênuo, procura explicar a realidade a partir do que vive, com profundo respeito à riqueza que a prática de seu cotidiano lhe confere. Suas crônicas, críticas e poéticas, são marcas de sua passagem pelo mundo. Jovem de largo horizonte, nos revela seu olhar e nos desvela um mundo de ilusões onde o consumo, a alienação e a injustiça social se desmancham sob a simplicidade de seu humor e de sua inquietude. Fim de Tarde é um livro simples. E especial. Porque é sensível e porque carrega consigo a esperança de um mundo melhor.”  (Marília de Santis é educadora e organizadora do livro Memórias de Heliópolis)

Lançamento previsto para primeira quinzena de novembro, exatamente nos dias 13 e 14 na FLINKSAMPA – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, no Memorial da América Latina.

Fonte: Kazuá

 

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Jean Mello: “Meu combustível é a utopia”

Jul 28, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Poesias, Projetos  //  No Comments

 

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Jean Mello se define escritor-músico e ressalta que estas duas expressões criativas são indissociáveis em sua vida, embora entenda que ser músico “transcende tudo”. Ele também é educador e esta realidade o transformou em um pensador que encontra combustível na utopia para propor alternativas para repensar a formação dos indivíduos.

Começou a tocar violão aos doze anos de idade, irritando os demais habitantes da casa ao treinar depois da aula: “Aprendi ouvindo muito as músicas que gostava e comprando as revistas nas bancas de jornal. Treinava sempre após voltar da escola, esquecendo até das atividades educativas formais”, conta.

Sua trajetória com a música o fez descobrir que gostava de compor suas “próprias mensagens”, diz, e completa o raciocínio descrevendo a composição musical como “poesia que nasceu antes mesmo de ser colocada no papel”.

O autor começou a divulgar seus escritos com a criação de um site, em meados de 2008 e foi a reação do público que o incentivou a organizar seu primeiro livro, publicado em 2013. Constatação semelhante se deu em relação à gravação de seu primeiro disco, Olhos Abertos, do qual resolveu dar a conhecer algumas músicas mesmo antes da concepção final do trabalho.

Nascido na Zona Sul de São Paulo passou a infância entre a Vila Santa Catarina – uma travessa da tão conhecida Rua Alba, espaço de Literatura Marginal, rap e das pessoas vidradas nos jornais sensacionalistas –, a Vila Mascote e a Vila Campestre. E diz que foi mais feliz nesta última: “Uma rua de paralelepípedo em que, junto com meu irmão mais novo e uma galera de lugares que eu nem sabia ao certo, jogávamos horas de futebol e brincávamos de esconde-esconde, pega-pega, polícia e ladrão e, apenas quando duas vizinhas chamavam, Cíntia e Sara, pulávamos corda. Eu, meu irmão e a rua toda, pagávamos um pau para elas. O ruim é que elas nunca deram bola, gostavam apenas de brincar mesmo…”. Atualmente mora na Vila Joaniza e diz com orgulho “Amo minha quebrada”.

Reconhece no esforço da mãe a possibilidade de estudar em escolas particulares durante quase toda sua vida, “minha mãe fazia questão”. Era segundo suas palavras: pioneira, inovadora, guerreira, empreendedora, eloquente. É do pai que vem a inspiração para a música. Entre suas inúmeras atividades das quais se ocupava para pagar as contas, ele encontrava tempo para tocar em uma banda de músicos virtuosos da Canção Nova, Igreja Católica Carismática. “Toda música boa que escutei veio por intermédio dos meus pais. MPB, principalmente”, enfatiza, e sobre o pai relata “toca violão como ninguém e só escuta som de primeira. Som de negrão…”.

Sobre sua inspiração diz que aprende em diversas fontes formais como Filosofia, Educação e Psicologia, mas não acredita na que é ensinada nos bancos universitários, “minha maior escola foi a rua”. Suas referências que também vem de “Alguns compositores e artistas. Algumas pessoas inseridas na multidão”.

Fonte: Editora Kazuá

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Pra lembrar do amor…

Jun 9, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Músicas, Vídeos  //  No Comments

Em primeira mão. Cantei na casa de meu Pai um trecho de minha nova música. Pra lembrar do amor…

Estou em fase de gravação desse som. Mas, em família, resolvi tocar.

Sábado que passou encontrei meu Pai, que tanto amo.

Foi da hora, ele me deu um violão de presente. E eu que achava que tinha um violão do meu gosto, doze cordas. Ele me vem com um que comporta cordas de nylon, Eagle – quem conhece meu disco Olhos Abertos sabe que é o instrumento da bolacha, para alguns, rótulo, do CD.

PS – Pai terreno, com letra Grande, é minha forma de demonstrar um pouco da expressão de Deus na Terra.

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Jean Mello na Editora Kazuá

Jun 5, 2015   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Entrevistas, Publicações  //  No Comments

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Ao iniciar meus trabalhos dessa sexta (05/06/2015) – bem cedo – encontrei essa imagem em minha caixa de mensagens. Um post anunciando minha chegada na editora Kazuá.

Acompanhe. Além do Exalando Esperança, um livro meu que será publicado em setembro desse ano, tem outro rolando. Isso mesmo, em 2015, dois livros de Jean Mello.

Ao entrar em contato com algumas crônicas de minha autoria, a Kazuá resolveu produzir uma coletânea de meus escritos. Verdade… Tudo indica que no segundo semestre o livro estará em livrarias de todo Brasil.

O trabalho de edição já começou e está a todo vapor…

Respondi uma longa entrevista com perguntas profundas. Coisas da infância, dos meus pais, de como chega minha inspiração, linguagens artísticas de minha alçada – não pude deixar de fora duas grandes paixões da vida, música e literatura –, coisas sobre minha história.

A entrevista ainda não foi para o mundo todo através do poder da rede virtual. Mas recebi uma mensagem afirmando que vão postar aos poucos. Quando sair, lógico, vou indicar por aqui. Por enquanto, a editora me apresentou para seu público. Confira as palavras da equipe editorial…

 

Vem aí… 

O imaginário do autor

Para um escritor as palavras são a expressão de sua existência. A obra resulta de sua relação com o mundo e consigo mesmo, e talvez por isso o processo da elaboração de um livro seja tão envolvente. São pensamentos traduzidos em enredos, personagens, ambientes, cenários, objetos: tudo! E este tudo sai apenas de um lugar: o imaginário do autor. Ter uma ideia e logo conceber suas possibilidades: pesquisar, rabiscar, escrever, apagar e recomeçar até que a obra se complete. Um momento único na vida de cada autor. 

 

Embarquei nessa empreitada literária. Agora não tem mais volta. Mas quem disse que quero voltar? É como diz o mestre Bob Marley: Me disseram que quem sonha alto o tombo é grande. Só que se esqueceram de me perguntar se eu tenho medo de cair.

 

Saudações literárias!

PS – Clique aqui para ver a publicação original.

 

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