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A leitura do mundo precede a leitura da palavra!

Mar 4, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

amanhecer-esmeralada

Acredito que ler é transformador. Escrever, também. Não apenas quando se trata de ler ou escrever palavras, mas imagens. Tanto faz ser criança ou adulto, leitura é interação pura com o mundo.

Ouvi alguém dizer que o poeta coloca no papel seus sentimentos, seus sonhos, suas histórias e impressões inúmeras das realidades tocantes de nossa breve existência. Não só no gênero poético isso se dá, mas a partir de nosso contato direto, sensível, com realidades, todas, que nos cercam.

Quer entender um pouco mais disso? Leia os livros de José Saramago, as poesias de Fernando Pessoa, as histórias dificultosas de serem entendidas de Machado de Assis ou os livros do brasileiro Frei Betto, principalmente Batismo de Sangue. Fui transformado pela literatura, leitura e escrita, não apenas de palavras. As histórias deram asas à minha imaginação e criatividade.

Esses dias alguém me perguntou:

Você sempre foi leitor?

Sim, de diferentes formas. Mas fui alfabetizado mesmo na pré-escola ou até um pouco antes.

– Professores te incentivaram desde sempre?

– Essa foi minha sorte… Na primeira série, tive uma professora chamada Olinda, ela não me sai da memória, que me fez ter contato com as literaturas universais, principalmente as histórias bíblicas. Depois, na segunda série, a professora Rosana, pianista. Nesse meio tempo eu fazia parte de um coral na escola, cantando poesia. Na quarta série, uma outra que, infelizmente, não recordo o nome, mas todas as manhãs ela contava histórias para toda sala, cada dia era um capítulo. Eu ficava ansioso para que os próximos dias chegassem para ver quais desfechos essas histórias tomariam.

– Isso no primário, mas e depois?

– Lá para a sexta série tive a professora Sandra, outra referência. Nós meninos, principalmente, prestávamos muita atenção nas aulas dela. Mas seu referencial não era apenas a beleza. Ela nos dava muitos exercícios para entrarmos em contato com diferentes formas de escrita. Daí pra frente tive muitos mestres. Gente que li ou que assisti aulas. Pessoas do cotidiano, que vemos na rua e aprendemos com elas, quando estamos dispostos.

– Que inveja – essa pessoa me disse. Tenho muita facilidade em escrever pesquisas e artigos acadêmicos, mas sonho em aprender a escrever assim, livre. Contos, crônicas, livros de ficção, romances. 

– Calma, você chega lá – disse eu, brincando.

Amanhecer.jpg 2

Acredito que quanto mais você ler livros gerados pela beleza poética nascida na alma, mais chances você terá de escrever livremente e passar esse sentimento para as pessoas. E, recentemente, um livro assim me fez viajar pelo tempo. Quando eu for pai lerei para meus filhos, assim como um dia leram ou contaram histórias para mim. Nome do livro? Amanhecer Esmeralda… Autoria de Ferréz… Não apenas um escritor da periferia, mas do mundo. Contei todas essas histórias na tentativa de te inspirar. Tenho certeza de que não vai se arrepender ao entrar em contato com esse livro. Ótimo para ser utilizando em sua família, em sala de aula, nas situações inusitadas da vida ou para romper com preconceitos já estabelecidos em nossa sociedade e, infelizmente, ainda não superados.

PS – Você pode comprar esse livro na livraria virtual Inspirando Sonhos, clicando aqui ou em qualquer uma das imagens.

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Zoom In It Filmes e Inspirando Sonhos (parceria)

Feb 17, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

 

Logo Inspirando Sonhos

A empresa Zoom In It Filmes fez o logo da livraria virtual Inspirando Sonhos.

Eles, por admirarem meu trabalho como escritor e músico, me convidaram para uma série de vídeos divulgando minhas produções artísticas e falando em linhas gerais como cada uma delas foram concebidas.

Ainda, de quebra, desenvolveram essa obra de arte. Em breve, mais novidades dessa parceria.

***

Inspirando Sonhos em uma época em que isso não é tão valorizado. Recomeço, uma árvore brotando de um livro aberto para o novo mundo que nos cerca.

Nunca as palavras fizeram tanto sentido pra mim. Antes, apenas um leitor desenfreado, comprando livros de baixo custo, mas de grande qualidade, pelos sebos espalhados por São Paulo, pelas universidades públicas ou particulares. Agora, enviando livros para todo Brasil e até para fora do país, acumulando histórias alheias, pessoas que ao comprar um livro se sentem impulsionadas para contar um pouco delas, histórias de arrancar sorrisos e lágrimas.

Tudo que faço, mesmo se trata de projetos para empreender cada vez mais, articulo com ações sociais legítimas, educativas e com grande escopo cultural. Está em minha veia prática e não apenas poética.

Vender livros está entrelaçado com o trabalho que desenvolvo como educador e, lógico, escritor. Um não vive sem a existência do outro.

Havia apenas divulgado essa novidade em minhas páginas nas redes sociais e com alguns lampejos por aqui. Agora é real.

Não é de hoje que mergulhei na literatura nas suas várias facetas, acompanhando passo a passo a produção de um livro e as várias formas que podemos utilizar para divulgar as letras grafadas no papel.

Novidades inúmeras para compartilhar. Novo site, ideia antiga. Inspirando Sonhos, em busca de um mundo melhor estimulando as pessoas a lerem as palavras para, então, aprimorarem o que elas já fazem, leituras do mundo.

***

Leia, mergulhe no site que indiquei no começo do texto. Mais que uma produtora de vídeos. Os caras acreditam que a partir de mensagens positivas, espalhadas pelas redes e mídias sociais e outros canais de comunicação, podemos motivar as pessoas a lutarem por um outro mundo possível, um mundo mais justo, um mundo melhor.

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Fim de Tarde na Casa das Rosas

Jan 22, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Casa das Rosas

Em setembro de 2015, exatamente no dia 13, tive a alegria de participar da Feira de Publicações Independentes, organizada pela Casa das Rosas, em São Paulo.

Fanzineiros, quadrinistas, livreiros, editores de pequenas e médias editoras, multiplicidade e riquezas culturais.

Agora, em fevereiro de 2016, exatamente no dia 16, voltarei à Casa das Rosas. Lançarei nesse espaço o livro “Fim de Tarde”.

A livraria virtual Inspirando Sonhos já está funcionando e mandando literatura de qualidade para todo Brasil. Mas nessa oportunidade haverá o lançamento oficial.

Roda de conversas, trechos da obra, responderei perguntas sobre o livro e falarei sobre minha trajetória como escritor e educador.

Sem muitas palavras por aqui, apenas informações pontuais. Desejo te ver pessoalmente para compartilharmos esse ilustre momento.

Evento: Lançamento do livro “Fim de Tarde” e da livraria virtual Inspirando Sonhos
Local: Casa das Rosas
Endereço: Avenida Paulista, 37 – Bela Vista – São Paulo, SP.
Horário: A partir das 19h00

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Promoção de inauguração da Livraria Virtual Inspirando Sonhos…

Jan 21, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Fim de Tarde - Capa

Concorra ao meu livro mais recente, “Fim de Tarde”. Como autor, minha principal inspiração foi, dia após dia, ver o sol se esconder e, junto com isso, presenciar algum fenômeno tão belo quanto esse a minha volta: músicos de rua se apresentando na Avenida Paulista; uma mãe incentivando seu pequeno filho a ler; os professores que lutam para educar em escolas com estrutura precária e sem nenhum incentivo do poder público; as famílias periféricas remando contra maré. Tudo isso me inspira.

E você? O que te inspira?

Para participar da promoção poste a resposta por comentário no Facebook e compartilhe a postagem divulgando essa promoção. A resposta mais criativa vai levar o livro “Fim de Tarde”, de minha autoria. O resultado será divulgado, em meu site e na fanpage da Livraria Virtual Inspirando Sonhos, no domingo (24/01/2015), às 22:00 horas. Participe!

‪#‎oqueteinspira‬

http://inspirandosonhos.com/

 

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Tempo Perdido? Som novo, nova alma!

Jan 13, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Em meu fone de ouvido uns acordes dedilhados. Sou compositor e sei das belezas sentidas quando uma música nasce. Quando alguém interpreta é ainda mais especial, presenciei isso bem próximo de minha alma dessa existência. Renato Russo interpretado em nossa época, Tempo Perdido. Uma lição de cultura universal.

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Existe algo mais poético que a lua?

Jan 3, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Manifeste-se

Sarau de Lua Cheia… Microfone aberto, alma livre, ambiente inspirador.

Paisagens, muitas fascinantes, outras, apesar de belas, já naturalizadas. Estou acostumado a escrever sobre o sol, principalmente do que ele transmite quando nasce ou se esconde. Mas existe algo mais poético do que a lua?

São metáforas que se apresentam das formas mais inusitadas, exalando simplicidade e complexidades existenciais, de humanidade, não tão bem observadas por nós que somos chamados de racionais.

Mergulhados em avanços tecnológicos. Aplicativos para todos os gostos e necessidades imediatas, ou imediatistas, são criados todos os dias por equipes geniais. Milhões de pessoas em redes sociais, conectados diariamente por intermédio de uma comunicação rápida, voraz e, dependendo de quem acessa, líquida. Ainda falta poesia em nossas veias.

Não estou em um pedestal de verdades inquestionáveis, são apenas reflexões de um cronista poético, vivo, mais que nunca, em um tempo em que as pessoas não se olham no olho, a não ser por intermédio das telas.

Leitura do Livro

Em 2015 estive em lugares especiais, com pessoas muito sábias. Em um desses ambientes poéticos, fui convidado a participar do Sarau de Lua Cheia em São Caetano do Sul. Pela forma que fui chamado já sabia que seria um marco em minha recente carreira como escritor. Mas não sabia que seria tanto.

Na Estação Brasil – Casa de Arte e Cultura acontece, uma vez por mês, o sarau. Simplesmente apaixonante. Microfone aberto para manifestações artísticas. Eu com meus poemas, Nei Nascimento com a música.

Crianças

Algo que me chamou atenção, e que falei insistentemente, até de maneira chata, foi a presença de famílias. Crianças, adolescentes e adultos. Não apenas uma faixa etária. Liberdade, crianças correndo enquanto os adultos recitavam poemas ou cantavam Clássicos da Música Popular Brasileira. Abrimos e fechamos o sarau com a música do MPB4, A Lua.

Pretendo participar de outras edições. A próxima vai acontecer no dia 23 de janeiro, perto de meu aniversário. Quero te convidar. Vamos?

 

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Alessandro Buzo entrevista Jean Mello

Jan 1, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Entrevistas  //  No Comments

Autógrafo 2

Fui entrevistado pelo escritor Alessandro Buzo. O conteúdo foi publicado, em sua versão original, em seu blog. Mas estou replicando por aqui também para amplificar.

Alessandro Buzo: Jean Mello é um jovem escritor com três livros publicados…… vamos conhecer ele melhor ?

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Buzo: Como é ser escritor no Brasil?

Jean Mello: Dedicar-se a qualquer tipo de atividade cultural no Brasil traduz-se em resistência, insistência, militância, dificuldade de todas as espécies para se manter, acreditando no impossível. Comigo sempre foi assim, como educador e agora também como escritor e músico. Um não é isento do outro.

Vivemos em um país em que não chega a 1% os recursos destinados à cultura. Apenas 0,6% do orçamento do governo federal são repassados para bancar práticas culturais. A luta é para que se chegue a pelo menos 2%.

Desde o governo Lula, mesmo com todas essas notícias de corrupção em massa, fato que não é exclusividade da gestão de todos esses anos do Partido dos Trabalhadores, podemos ver isso com facilidade nos noticiários ou em qualquer pesquisa séria sobre o assunto, o Brasil passou por grande desenvolvimento econômico para vários setores da sociedade que não tinham acesso aos bens que, historicamente, eram de desfrute apenas da elite financeira. Claro que é preciso olhar de modo crítico para esse chamado desenvolvimento econômico. A quem realmente beneficiou essas mudanças? Reflito um pouco sobre isso na resposta dessa questão.

Hoje, os ricos têm de dividir espaço com negros e nordestinos nos aeroportos. Os filhos das domésticas do passado estudam em universidades por intermédio de bolsas de estudos concedidas a partir do resultado do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM.

Não sou panfletário de nenhum partido ou governo. Como escritor e educador essa é uma questão que observo, considero cara, importante, mas não gasto meu tempo discutindo isso em filas de ônibus ou debates intelectuais. O Brasil e o mundo são muito mais que isso. Não precisa de muito esforço para entender. Porém, refletindo sobre os últimos anos, pensando nas mudanças que vejo serem significativas, reflito por quais motivos todas essas transformações não aconteceram também no campo da cultura e da educação. Mais no campo da cultura. Se tão pouco investimento é destinado para isso, como vamos viver em um país em que os gestores, nacionais e regionais, não fizeram o desenvolvimento cultural caminhar de mãos dadas com o chamado desenvolvimento econômico?

Por outro lado, mesmo sabendo que não é exclusividade das gestões Lula e Dilma, concordo com o dramaturgo e diretor da Cooperativa Paulista de Teatro, Dorberto Carvalho. Ele diz… “Desde o governo Lula, o país tem passado por um período de desenvolvimento que beneficiou diversos setores da sociedade, dentre os quais empresários, banqueiros e investidores internacionais. A questão é que a cultura, entre outros setores sociais, quase não se beneficiou desse processo. Por conta disso, buscamos não só uma correção dessa desigualdade, bem como uma distribuição de recursos públicos que corresponda ao desenvolvimento econômico dos últimos anos e responda à demanda de produção, ao acesso e a fruição dos bens culturais por parte de uma imensa maioria da população”.

Acesso ao crédito não é necessariamente desenvolvimento social e econômico. Mesmo assim, os mais pobres ocuparem alguns espaços mexe, e muito, com o imaginário dos mais ricos nesse país chamado tropical. Veremos o efeito disso ao passar dos anos.

Ser escritor é fazer parte desse universo. Viver em uma realidade pautada no que vive o mundo e, por simples obviedade, o país de origem do autor. Somos de uma nação que não exige quase nada em desenvolvimento humano. O escritor, por consciência, vai no fluxo contrário disso tudo. Será fácil viver como escritor em um lugar assim? Leia mais >>

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