Versos de ventania!

Mai 8, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Era para ser uma carta que ainda não posso escrever. Também escrevo para preencher vazios, lacunas.

Não me importo muito, quando gosto do som, resolvo que ele merece que eu me debruce.

Realmente sei que trago comigo versos carregados de ventanias de pensamentos e inspirações minhas, de meu pobre coração.

Sei lá o real motivo, algumas músicas, principalmente as metafóricas ou românticas, me permitem colocar pensamento direto no papel em forma de versos. Isso quando não inspiram outros sons, outras músicas nascidas da alma.

Tenho de valor as minhas memórias. Um cronista tem isso como seu bem mais precioso para preservar o ato de escrever. Mesmo que livros não sejam publicados ou sites alimentados; ainda que não sejam palavras grafadas, fiquem a mercê do tempo e do vento, são bens mais valiosos que o ouro. Afinal de contas, “a palavra não volta vazia.”

tetrio_vazio_e_gelado_-_tatiana_reis

Não é tão grande quanto a beleza das flores.

Demora a alcançar a plenitude do céu estrelado.

Se tiver certeza de que está no caminho errado não tenha medo de voltar. Às vezes é melhor regressar… São as janelas para a vida!

Gostaria de plantar poemas como se fossem sementes.

Sinto saudades, não tanto quanto antes, mas ainda sinto.

O que partiu e não voltou não era mesmo para ser meu.

O choro pode durar até mais que uma noite. Mas a alegria…

Ainda sei que existem olhares furtivos que desejam ver meu fim.

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