Sempre procurando sentido… De sistemas em sistemas…

Out 25, 2011   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  No Comments

De sistemas em sistemas… Amores, dissabores… Já pensou se o dissabor – essa eterna sensação de coisas inacabadas, cobrando sempre quanto aos defeitos das pessoas – vem da própria insatisfação, que nunca será satisfeita, apenas por esperar perfeição do seu semelhante?

De entregas em entregas… Sempre esperando receber o que se promete, mesmo sabendo que hoje em dia a manipulação é o que está presente em quase todos os lugares. Os olhos precisam ser abertos… De nada adianta saber e mesmo assim se entregar. E de enganação a palavra humana se alimenta. Alguém duvida disso? Não acho que hoje se engana mais que antes. Percebo apenas que ela [a enganação] tem se diversificado, está mais criativa.

Sempre precisando encontrar algo, com o olhar voltado apenas para os defeitos do outro e mesmo os seus. Mas, uma pergunta apenas, em que lugar a humanidade vê o lado bom das coisas?

Preconceitos não assumidos, discriminação [quantas atitudes aproveitando a bondade de quem está a sua volta, prejudicando as pessoas em suas diferenças], falso altruísmo, apenas para destruir quem ameaça desbancar qualquer sistema construído.

Como é que se encontra sem foco? Defeitos todo mundo tem, o problema é quando só se vê os defeitos dos outros e não os próprios. Todo mundo sabe que o mundo está cheio de gente assim… Sábias as palavras de Cristo: Por que você fica olhando o cisco no olho do seu irmão, e não presta atenção à trave que está no seu próprio olho? A não ser que isso seja um engano, sei ao certo que, nos dias atuais, isso se multiplica. Pode ser que eu esteja exagerando. Algo me diz que não… Sou um mero mortal que opina a respeito do que vejo no mundo.

E de sistemas em sistemas o ser humano, quase sempre, procura verdades que são ideologias de aproveitadores e sem escrúpulos, que assumem a face “marqueteira”, roubando ideias e transformando discursos coerentes em práticas distorcidas, prometendo a redenção de quem nenhuma esperança tem. E quando tudo dá errado, coisa que acontece o tempo inteiro, quando os sistemas montados vão caindo [todo império um dia cai, ou melhor, passa para as mãos de outros, com princípios parecidos, só que com mais agressividade], é só olhar para a história que apenas vai se repetindo com o passar dos dias.

Nem tenho a arrogância de dizer que estou certo. De todo modo, essa não deixa de ser minha certeza. Sem sombra de dúvidas ela não é apenas minha certeza. Será que é a sua também? Deplorável…

E o pior é que as atrocidades que vemos é o que não podemos chamar de atitudes desumanas, elas são cometidas pela própria humanidade, como podem ser chamadas de desumanas? E na falta de amor a humanidade vai caminhando, quem sabe em que lugar vai parar?

O orçamento destinado para manutenção do imperialismo gera a fome na periferia do mundo. Isso todo mundo está cansado de saber. Não fazemos nada!

E de fragmentações, inclusive em lugares que não deveria existir, como por exemplo, nos movimentos sociais, estamos fadados pra sempre. Cada um está voltado aos seus próprios interesses. São outros sistemas, disfarçados de benfeitoria, com cara de caridade, fala mal do assistencialismo, só que propõe coisas que apenas faz jogar do mesmo lado que os sistemas opressores. De qual lado vamos ficar?

Doenças que nascem na mente e fora dela, afetando quase tudo na vida. Doenças “incuráveis” que apenas são potencializadas por quem mais dinheiro quer ganhar, em troca do sofrimento alheio. É um mundo assim que chamam de civilizado? E se sistemas em sistemas vamos apenas reproduzindo o que impera como correto… Temos alguma saída?

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