O acender das velas

Abr 4, 2016   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas, Vídeos  //  1 Comment

Intouchables (Intocáveis),  filme francês. Um dos mais sensíveis que já assisti. Não tenho palavras para descrever. Compartilho o release oficial.

Considerado um fenômeno mundial, ´Intocáveis´ traz a história de um aristocrata que contrata um jovem para ser o seu cuidador após um acidente de parapente, o que o deixou tetraplégico. O que era para ser um período experimental, acaba virando uma grande aventura. Amizade, companheirismo e confiança são os elementos que transformam esse filme tocante e inesquecível.

Parte da trilha sonora é composta por músicas de Ludovico Einaudi, brilhante músico italiano, que mistura música clássica com elementos de cultura africana, folk e rock.

Assim como a música dele, ricos são os recursos audiovisuais. Nunca havia experimentado essa sensação de conexão com questões ainda mais elevadas. Instrumental preciso, fala muito mais que as palavras cotidianas ouvidas no calor das emoções.

Somos, infelizmente, a sociedade do consumo. Acabamos, aos poucos, com nosso planeta, bem mais precioso que temos. Nossos dias, sonhos, histórias, escoam pelo ralo quando não consumimos de modo consciente. Essa não é apenas uma causa que os ricos devem tomar consciência, mas todas as classes sociais.

O jornalista Eduardo Galeano, em sua lendária publicação, De pernas pro ar – A escola do mundo ao avesso, retrata muito bem as preocupações que devemos ter, em várias de suas irônicas reflexões, a respeito de causas socioambientais. Que o mundo inteiro saiba: precisamos dos rios, árvores, alimentos e dos saberes tradicionais de povos chamados de não civilizados. Trata-se de saberes avançados,  nos ensinando a como preservar vivo nosso planeta. Esquecemos de aprender com os indígenas, quilombolas e os povos africanos. Evoluímos ou retrocedemos? Podemos chamar isso de progresso?

Devemos evitar que morra a Terra. Isso mesmo, no feminino.

Muito mais do que podemos ver ou sentir em nossas visões humanas, em um planeta que, aos poucos, volta a estaca zero. É, quando pensamos em poluição, desmatamento e na situação que está o pulmão do mundo, mais conhecido como mata amazônica, choramos ao perceber que o lado mais belo de nossa humanidade tem ido para o espaço sideral. Nesse sentido, nossa inteligência é ilusória, não tão avançada quanto pensamos.

Uma campanha global – para explicar por quais motivos vinculei o vídeo inicial com o texto recorrente – em escala universal, para alertar todos a respeito do consumo consciente. Transcendental. Simbólico de modo genial.

PS – Para saber mais a respeito, entre no site, clicando aqui.

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