“Liberdade para todas as idades”

Abr 18, 2017   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

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às margens plácidas
do nosso Brasil colonial
hoje escrevo mais que poesia ou prosa
construo minha própria história
Parque da Independência

(“Hasteando a Bandeira”, Jean Mello)

Desde pequeno adoro parques, está no escopo de minha educação familiar. Saídas com meu pai e meu irmão, com uma bola de futebol debaixo dos braços, era sinônimo de um dia inteiro cercado de árvores, diversão à beça, crianças e adultos em um só espaço, todos com apenas um objetivo, liberdade.

Existe mágica ao conviver com pessoas até então desconhecidas que se transformam em amigos, pelo menos durante uma partida de futebol ou qualquer outro esporte.

Brincadeiras, parques de diversão dentro de grandes parques arborizados, com balanças, gira-gira e gangorra. Liberdade para todas as idades. Os maiores voltam à infância, as crianças apreciam a fase eterna da vida e os sonhos tomam seu lugar no imaginário, o real abre espaço para a fantasia e tudo se torna intenso, versátil e voraz. Somos todos crianças quando estamos em um parque.

Atualmente o que mais visito é o Parque da Independência, no bairro do Ipiranga, São Paulo. Como é maravilhoso sentir que as pessoas estão em um semelhante estado de espírito. Pais com seus filhos, amigos se tornam irmãos.

Observando vemos que cada um tem seu gosto. Alguns sentam para ler um bom livro e esquecem do mundo à sua volta, mergulham em histórias até então esquecidas, lembradas por poucos.

Crianças com risadas engraçadas, correndo desenfreadas, em brincadeiras existentes e inventadas, adaptadas para a realidade de cada um. Rico é saber que ser é simplesmente viver. Poético ver que as brincadeiras não morreram. Elas ainda vivem e estão diante de nossos olhos. Brincar é atitude, mexer com o que nunca pode ser esquecido. Brincar é existir absolutamente.

Créditos: Washington Cesar Takeuchi

Créditos: Washington Cesar Takeuchi

Há os que se entregam à radicalidade. Skate, bike e longboard. Tem uma ladeira nesse parque que parece não ter fim. Os profissionais e os atrapalhados descem em uma velocidade absurda, que não pode ser medida, a não ser pelas águas da emoção e pela adrenalina presente em todo o ambiente, tanto em quem está praticando o esporte como em quem simplesmente observa.

Sou adepto dos parques não apenas por serem espaços cada vez mais escassos nas metrópoles. Ainda frequento parques, são um tanto quanto subversivos, lá valorizamos o que é desprezado em nossos dias de correria plena.

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