E no final da tarde (parte II)

Jun 15, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  1 Comment

 

Cícero dos Santos

Cícero dos Santos

Existe mágica no final da tarde. Quem não tem sensibilidade – ou é distraído por natureza – não consegue receber este presente de graça.

Não é difícil ser feliz… família, alguém que te respeita e te ama ao seu lado, as inspirações plenas oferecidas nos dias corriqueiros, em meio à rapidez social ou dentro das palavras que são vistas com olhos poéticos, nas entrelinhas, como gatilho para um novo texto, crônica, som, história, poema… tudo é poético, mesmo as histórias de repletas de tristeza. Uma fogueira com amigos leais, gente de verdade, gente imperfeita, gente que sabe o que é ser gente. Não aceito moldagens que apontam para alguma possibilidade de perfeição humana, isso não existe. Fazemos de tudo, temos acesso a quase tudo, podemos encontrar alguma chance de ser feliz. Mas olhe pelas janelas de sua existência pessoal.

Não se incomode com o que pode te desmotivar. Sua força está no lugar, ou nos lugares, que você menos imagina. Inteligência pode ser o que todo mundo desconsidera. Conhecimento legítimo de ser valorizado, ou desvalorizado, não existe. Posso, por exemplo, ser um ótimo escritor ou músico. Mas, sem sombra de dúvidas, nada sei sobre pescaria. Jogue-me em meio ao mar, de madrugada, para pescar. Assim veremos se meu conhecimento literário vale de alguma coisa nesta situação. Claro que não! Então penso, o que é, na verdade, sabedoria ou burrice? Inteligência ou falta de inteligência?

Cícero dos Santos

Cícero dos Santos

Posso ver essas belezas naquilo que é inusitado. O sol sabe exatamente em que hora tem de nascer ou se esconder. Quanto ao que é humano, sobra-nos apenas a vaidade. No mais, tudo, exatamente tudo, é correr atrás do vento. Lembro-me, como poderia eu me esquecer, de um tempo em que poucas eram as palavras verdadeiras formadas em mim. Depois deste tempo, passei a ler as coisas boas da vida, ver um lado bom mesmo quando tudo parecia ruim, viver e apenas viver. Para quem conhece meu trabalho, me acompanha há tempos, sabe que o termo Final da Tarde, é para mim valioso.

E no final da tarde, quando o sol se pôs, não puder ver nenhum resquício de rancor. Pude então sorrir, pensar num novo amanhecer. Na vida eterna, num outro alvorecer. Uma flor então se abriu, eu tive um sonho especial, de ver teu sorriso e desejar não ter final. A história não acabou, eu fui tomando pelo amor… a minha vida é outra, a Tua Luz então chegou!

Um trecho de um som meu chamado Não Tive Medo. Procure por aí… A minha vida é outra, posso ver o final da tarde… Você também pode?

PS – Entre no site do cara… Muito bom o trampo dele…

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