Dennis Portell, educador…

Apr 14, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Entrevistas  //  5 Comments

Na semana passada alguns leitores acompanharam a entrevista que fiz com o Urbanista Concreto, um grande escritor e responsável por grandes articulações de incentivo à leitura.

Nesta oportunidade converso com alguém mais jovem. Mas, nem sempre juventude é sinônimo de inexperiência ou falta de mobilizações sociais, ainda que elas sejam mais virtuais, como é o caso de Dennis Portell, estudante de História e Geografia, músico e criador do blog Manifestando-se.

Alguns sabem que se trata de um grande amigo que vem desvendando o caminho da educação. Engana-se quem acha que apenas por ser estudante ele não tem experiência – cada coisa tem seu tempo e a maturidade vai nascendo a cada vivência.
Ao longo da entrevista quero dar ênfase na questão das mobilizações virtuais que são feitas por Dennis e alguns encontros, pelo menos os últimos que ele participou, em sua opinião apenas como aprendiz. Na verdade, nem a mobilização que ele tem feito no mundo virtual está desdobrando o que ele espera. Porém, em minha modesta opinião também como uma espécie de mediador, sabendo que os mais experientes também vê um quê de esperança em ver alguém tão jovem e tão mobilizador, ao mesmo tempo, acho que o que ele considera pouco tem sido suficiente. Na verdade, esse é um espaço que também serve para que a pessoa entrevistada possa pensar suas próprias práticas, acertos e erros, conquistas e passos importantes a dar e tirar suas próprias conclusões quanto a fase que está na vida. É por isso que nessa série de entrevistas farei questão de conversar com uma diversidade de pessoas. É a diversificação de ideias e de visões de mundo que devem estar nesse blog. Por isso, as falas não são de Jean Mello. Este, que proporciona esse pequeno espaço, é um mero mediador.

Jean Mello – Futuro historiador e geógrafo, e aí? Pode dizer o que vem a mente quando pensa nisso… Fique à vontade até mesmo para compartilhar o motivo de sua escolha profissional…

Dennis Portell – Primeiramente, gostaria de parabenizar você, meu mais novo e tão relevante amigo Jean Mello, pelo excelente trabalho que vem sendo desenvolvido em seu espaço na internet com o blog jeanmelloorg.wordpress.com. Já adianto que muito do ímpeto que tem me levado a escrever e tentar mobilizar a sociedade de um modo geral, principalmente àqueles que se denominam conhecedores da pessoa de Jesus Cristo, a rever diversos conceitos e trabalhar em prol da igualdade entre os todos, independente de nacionalidade, etnia, crença, posicionamento político e etc, tem sido por conta de ver que ainda existem jovens que acreditam que isto é possível, e você é um deles. Espero não me decepcionar. Bom, vamos ver se consigo responder direito isso aqui (rs).

A primeira coisa quem vem à minha mente quando penso que estou me preparando para atuar como educador da área de ciências sociais não é necessariamente uma coisa, algo concreto ou uma ideologia, mas uma palavra que resume bem tudo o que representa a decisão de trabalhar nesta área e que sempre está presente (ou pelo menos deve estar) na vida de qualquer indivíduo que decide seguir esta mesma trilha. Esta palavra é: coragem. Todos sabem das grandes dificuldades que nosso país vem encontrando na área da educação. O Estado incentiva muito pouco os indivíduos que decidem seguir nessa área, e quando falo de incentivo, não me refiro especificamente aos aspectos financeiros, mas sim a questões estruturais para que o educador possa desenvolver seu trabalho conforme o planejado.

Minha escolha para a atuação na área da educação se deu no ano de 2009, e confesso que não foi tão simples como esperava. Desde o começo minha decisão implicou em fazer uso da palavrinha chave citada anteriormente, visto que muitas das pessoas de meu convívio não entenderam, e consequentemente não apoiaram minha decisão em seguir uma carreira na área de humanas, visto que para mim acreditavam ser mais importante a escolha de um curso voltado a administração ou logística, por conta da empresa que trabalho e da carreira que poderia desenvolver na mesma por meio desses cursos. A implicância se deu ainda mais por ser na área de história e geografia, cursos que tem grande fama de formar ateístas (como se esse fosse necessariamente um mal).

Meu interesse por este campo do conhecimento começou a surgir depois dos meus 18 anos de idade, já formado no ensino fundamental e médio. Antes disto, ao longo de minha formação nos mesmos, não tive tanto interesse por tais matérias. Sempre fui um bom aluno, mas devo confessar que minha prioridade até o final do ensino médio sempre foram às aulas de educação física, as boas e disputadas partidas de futsal, e meu trabalho, visto que trabalhava durante o dia e estudava no período noturno. Meu interesse por história e geografia (primeiramente por história), surgiu quando comecei a freqüentar as aulas de teologia propostas pela instituição de raiz protestante que fiz parte até meus 20 anos de vida. A partir desses cursos e de minha aproximação com a história do cristianismo, surgiu meu interesse pela história geral e pela geografia, principalmente a geografia política.

Jean – Seu Blog, Manifestando-se, começou a partir de alguma experiência específica? Conte-nos um pouco sobre isso. Quais são os temas que você trabalha em suas postagens?

Dennis – A ideia do blog surgiu de uma conversa com uma colega de classe na faculdade. Muitas vezes, quando por conta do cansaço eu não conseguia mais acompanhar a explanação do professor frente ao conteúdo transmitido na aula, eu rabiscava alguns textos e desenhos, ou escrevia alguma música ou poema no meio da aula (não siga meu exemplo). Mostrei algumas dessas coisas que escrevia para alguns colegas de classe, entre eles esta minha colega por nome Suzane que me deu a ideia de publicar as coisas que escrevia em um blog na internet. Logo veio a ideia de ir um pouco além de simplesmente postar as músicas ou poesias que escrevia. Decidi fazer uso deste espaço na internet com a finalidade de trabalhar em prol da difusão do conhecimento. Publico nesse espaço textos voltados a questões como fé, filosofia, ação social e história, claro. Minhas postagens giram em torno dessas temáticas e geralmente surgem em meio às coisas que fico matutando depois de alguma leitura, de assistir algum vídeo ou de alguma conversa com amigos.

Jean – Algumas outras ações, no universo virtual quais ações são realizadas por você?

Dennis – Bom, isto é um grande problema… Não tenho desenvolvido tantas ações como gostaria/deveria seja no universo virtual seja na vida real, concreta. A faculdade e as leituras indicadas pelos professores, juntamente com a monstruosidade de coisas que minha inquietação pela busca da Verdade me leva a buscar, tem me tomado boa parte do tempo. Mas, ainda sim tenho encontrado algum tempo para manter contato com diversos amigos por meio de sites, blogs e comunidades no Orkut. Uma das muitas comunidades de discussão em torno dessas questões sociais somadas com a temática fé que estão no Orkut é a comunidade que tem por título: Cristão: manifeste-se!, que eu criei no meio do ano passado e tem sido administrada (muito mal por sinal) por minha pessoa até os dias de hoje. A comunidade atualmente conta com 300 membros e tem uma relevante participação de pessoas que se interessam por questões sociais e de uma leitura diferenciada frente às questões da vida prática cristã.

Jean – Você sempre me chama para ir aos encontros e eu nunca vou. Acho que estou ficando velho… Quero que diga o que tem feito para potencializar as ações virtuais. Ou seja, no presencial, você participa de algum coletivo? Pode citar algum encontro que tenha contribuído em sua formação? Fala garoto! rs

Dennis – Atualmente tenho participado de um grupo de debates frente a questões relacionadas ao posicionamento cristão nos dias de hoje e sua atuação na sociedade que costuma se reunir mensalmente no Centro cultural Vergueiro, na cidade de São Paulo, região central. Este grupo tem contribuído muito com minha formação, tanto espiritual quanto intelectual, visto que o mesmo trata toda e qualquer questão, seja ela de cunho filosófico, político ou religioso de maneira aberta e democrática, visando atender a disponibilidade de todos em resolver diversas questões relacionadas aos problemas sociais e a vida espiritual de cada indivíduo comprometido a estar nas reuniões do mesmo. O mesmo tem me incentivado muito a buscar conciliar fé e prática, buscando evidenciar a verdadeira religião da qual Jesus fez questão de mencionar. Deixo para reflexão de todos, principalmente os que se dizem seguidores de Cristo, o texto de Tiago 1.19-27.

Deixo aqui o endereço da revista eletrônica promovida por este grupo: http://espiritualidadelibertaria.wordpress.com/

Jean – Qual é seu maior sonho? Por qual motivo está plantando todas essas sementes?

Dennis – Quando falo de sonhos com alguns amigos, geralmente sou taxado como alguém que vislumbra novas possibilidades para a sociedade de maneira utópica, ou heterotópica como diz um grande amigo meu. Idealizo para mim e para os que me rodeiam uma sociedade mais justa para todos e mais preocupada com o meio ambiente. Dentro deste meu ideal (que não gosto de tratar como sonho, mas como algo que deve ser real), se encontram os cristãos. Acredito que a ficha dos que são chamados “pequenos cristos” ainda há de cair. Acredito que faremos parte de um momento na história que será registrada como um momento significativamente relevante para o que chamam de cristianismo, onde os seguidores de Cristo começarão a sair da alienação da religião e passarão a ter uma nova leitura (ou a leitura original) do papel que exercem no mundo enquanto seguidores de Cristo. Se é que tenho sonhos, aí estão eles.

O motivo pelo qual acredito e trabalho para isto é simples. Acredito ser esse o ideal para o ser humano de modo geral, e prometo para vocês e para eu mesmo trabalhar intensamente para que isto saia do mundo das idéias e se faça presente seja em nossa geração, seja nas gerações que hão de vir.

Jean – Você é músico, cantor e compositor. Geralmente em suas letras o que você escolhe transmitir às pessoas? Quero que compartilhe por aqui que mais gosta.

Dennis – Geralmente priorizo em minhas letras e até mesmo melodias a reflexão. Sempre que escrevo, tento ler com criticidade o que produzi , indagando-me se realmente o que foi produzido contribuirá efetivamente para a emancipação intelecto/espiritual de quem lê ou ouve. Não sei se posso dizer que escolho o que quero transmitir. Quando componho, as letras se formam de maneira muito natural, visto que sempre tento expressar aquilo que realmente estou sentindo ou pensando naquele presente momento.

Umas das músicas que mais gosto das poucas que produzi, está presente no blog e tem por nome Verdade. Gosto muito desta letra pelo momento de transição de minha vida que ela evidencia em todos os sentidos, inclusive musical, onde passei a ouvir e produzir com grande influencia da musica popular brasileira. Mas não somente por isto, mas também por ser um grito de esperança frente a tudo aquilo que acredito ainda ter jeito. Aliás, foi a primeira postagem do blog manifestando-se e até hoje é uma das que teve mais acesso e comentários. Fica aqui a letra para reflexão de todos vocês leitores.

Verdade

Me disseram pra parar
Me exortaram pra fechar
Os meus olhos pro que há de mal
Mais então eu percebi
Que nos versos que cantei
Só pude falar do que eu vi

E o que eu vi era ruim
E eu não pude me conter
Comecei a entender
E logo a escrever

Foi em forma de canção
Que minha insatisfação
Soou nos ouvidos de quem sabe
Que a verdade quando quer
Teimar em aparecer
Surge alguém pra convencê-la
Á mostrar sua beleza

A beleza da verdade
Logo vai aparecer
E pro que ansioso espera
O desfecho do saber
Ô verá com roupas claras
Esbanjando perfeição
No som de uma canção
Na voz de um violão

by Dennis Portell

Jean – Não poderia deixar de perguntar algo que faz parte de sua caminhada, enquanto ativista e mobilizador. O que você pensa acerca das instituições? Aqui também abordo o cristianismo, das igrejas, religião, Deus…

Dennis – A simplicidade de Cristo é algo que me fascina. Sempre, ao falar do que vejo de mais precioso na pessoa de Cristo, nunca enfatizo o que de modo geral as inúmeras concepções cristãs durante toda a história até os dias de hoje fizeram questão de enfatizar, que são seus atributos divinos. O próprio Cristo não fez muita questão de mostrar seu lado “divindade”, mas sempre se preocupou em evidenciar seu lado “100% homem” como sempre constata e afirma a teologia tradicional, dando-nos o molde do que vem a ser um ser humano perfeito. É nisto que quero basear minha idéia frente às instituições cristãs e responder da melhor forma possível á esta indagação referente às mesmas.

Desde a adolescência venho me indagando com relação a diversas situações e ensinamentos presenciados ao longo dos meus 20 anos (dentro dos meus quase 23 de vida) servindo a Deus por meio das instituições cristãs de cunho protestante. Claro que minhas indagações enquanto adolescente, nunca foram firmadas em pesquisas, estudos da história do cristianismo ou bases teóricas bem estabelecidas, mas simplesmente pelas experiências vividas no que entendo como hoje entendo como instituição. Minha trajetória com Cristo tem sido condicionada por meio de inúmeras novas experiências adquiridas em meio ao dia-a-dia. Experiências estas um pouco diferentes da que tinha quando adolescente, que já me evidenciavam o que era de fato a instituição e de como a mesma se diferenciava da Igreja como corpo de Cristo.

De um tempo para cá passei a questionar com um pouco mais de base intelectual o meu papel neste mundo enquanto cristão, e o meu papel na sociedade que chamamos Igreja. Estudando um pouco da história do cristianismo, somado com algumas leituras como Frank Viola, Jacques Ellul, Paulo Brabo e Jonathan Hillton, comecei a ter uma percepção diferente com relação ao papel da igreja na sociedade e, conseqüentemente o meu, e de como o cristianismo institucional colaborava para a regressão de uma mobilização da Igreja e de uma prática cristã eficaz, firmada na simplicidade de Cristo citada no inicio do texto e que trago até aqui como base da resposta para esta questão.

Creio que Cristo simplificou/aperfeiçoou tudo o que era antes Dele, e deixou para nós, Igreja, a incumbência de darmos continuidade neste trabalho. Infelizmente tenho que evidenciar aqui meu credo pessoal onde constato que a igreja institucional limita o indivíduo cristão de fato, a uma melhor compreensão da Palavra deixada a nós e de uma ação prática e contributiva na vida daqueles que estão a nossa volta. Exatamente por crer nisto, decidi não ser membro efetivo de nenhuma instituição cristã, seja ela de cunho protestante ou não, e juntei-me a uma “grande minoria” de indivíduos que buscam servir a Deus e ao próximo da maneira mais simples e eficaz possível: no cotidiano (inclusive aos domingos). Gostaria de observar também que não entendo como errada ou improdutiva quem toma uma postura diferente da minha. Só não acho que tal posicionamento possa ser entendido como o posicionamento ideal.

Jean – Nesse momento, sabendo que essa entrevista é apenas uma forma de contribuir que as pessoas te conheçam mais, através de suas ações aqui compartilhadas, fale para o público que está lendo você, por qual motivo é importante não ser passivo na sociedade de hoje… Aproveite e faça suas últimas considerações…

Dennis – Gosto muito de uma frase de Platão, que em seu tratado sobre política que diz o seguinte: “O castigo dos que não gostam de política, é ser governado pelos que gostam.” Entendo que todo o cidadão deve participar efetivamente da polis, criticizando com relação a tudo o que lhe diz respeito enquanto membro participante (frente às contribuições que todos nós oferecemos ao Estado), cobrando e oferecendo ao Estado, melhores condições para todos. Acredito fielmente que o cristão não deve ter um posicionamento político, mas politizado, inserido na sociedade, assim como Jesus o fez. Danilo Gentilli há alguns dias em uma entrevista concedida ao apresentador e comediante Marcelo Adnett em seu programa na MTV, quando indagado quanto ao seu posicionamento político, se denominou como um “ateu político”, ironicamente quis dizer que não acredita mais na organização política do Estado hoje (aproximando-se das concepções anarquistas). Comungo da interpretação de Danilo e acrescento que, o cristão deve se abster do poder. Como dizia o filósofo Iluminista Voltaire: “Que autoridade tem um cão sobre outro cão? Ou que autoridade tem um cavalo sobre outro?”. Jesus teve uma postura completamente indiferente quanto a política do Império que o cercava e ao jogo de interesses da religião com o Estado presente neste contexto histórico, mas nunca deixou de ser um cidadão ativo na sociedade, agindo de maneira humanitária e sadia, o que por si só já serve de grande insulto ao Estado e a religião. Sejamos como Cristo. Indiferentes quanto à este mundo por já saber que o mesmo jaz no maligno. Mas inconformados com o presente século, agindo pela renovação em nossas mentes.

Deixo meus agradecimentos quanto ao espaço concedido neste blog. Indico a leitura de alguns de meus textos no blog “Manifetando-se!!!” para que melhor compreendam meu posicionamento frente às questões aqui abordadas.

Meu espaço no twitter é @DennisPortell.

No facebook simplesmente Dennis Portell. Comunidade no Orkut Cristão: Manifeste-se!!!, link: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=106502775&tid=5534272940981536059&start=1

Paz e Sabedoria a todos!

Textos indicados:

IGREJA: Organismo e não organização! Instituída e não instituição! Corpo vivo e não imobilização! Instituída e não instituição! Corpo vivo e não imobilização! http://dennisportell.blogspot.com/2010/09/igreja-organismo-e-nao-organizacao.html
Cristão capitalista? (dividido em três partes).
Parte 1: http://dennisportell.blogspot.com/2010/11/cristao-capitalista-parte-1.html

O Evangelho no jeitinho americano do brasileiro.
http://dennisportell.blogspot.com/2011/03/o-evangelho-no-jeitinho-americano-do.html

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5 Comments

  • Grato pelo espaço. Aberto a criticas.

  • “Quando falo de sonhos com alguns amigos, geralmente sou taxado como alguém que vislumbra novas possibilidades para a sociedade de maneira utópica, ou heterotópica como diz um grande amigo meu.” De fato, além do camarada Denis, qualquer indivíduo que num grupo de pessoas manifeste uma ideia oposta à atual dinâmica social ocidental, é sumariamente taxado de ingênuo, sonhador, romântico, idiota, ou mesmo louco. Quando digo que o mesmo tem um modo heterotópico de ver as coisas quero dizer que, Denis saiu da “caverna” e vislumbrou possibilidades ainda não experimentadas para se viver de forma diferente. Em seu caso em particular, sua heterotopia está mais para o cristianismo (enquanto perspectiva filosófica) que, sai completamente do usual e comum. Ele reinterpreta a Igreja, o papel do clericado, dos rituais, resignificando-os e nos relembrando “a simplicidade do Cristo” que não pedia por padres, pastores, papas, “sucesso” ou “prosperidade”, apenas amor, fraternidade. Ao menos, este é o entendimento que eu (um não-cristão) tenho quando reflito junto ao camarada Denis. Parabéns ao J. Mello pelo excelente trabalho com o post.

  • Oi Denis

    Parabéns pelo trabalho que vem apresentando, cada vez mais rico em conhecimento, admiro muito você um jovem estudante trabalhador, preocupado em transformar sua teoria na pratica defendendo uma idéa voltado as questões fé, filosofia, ação social e história, tendo em vista mobilizar a sociedade, principalmente aqueles que se denominam conhecedores da pessoa de Cristo.
    É interessante quando você relaciona o conteúdo ciêntifico com o religioso, citando textos bíblicos. Segundo Tiago o verdadeiro cristão é aquele que ouve a palavra do evangelho e coloca em prática, transforma-se usa fé em um compromisso que leva a tomar atitudes concretas e cheias de consequencias. É aquele que não aceita a viver no mundo de corrupção e injustiça, está em plena luta participando de grupos na sociedade e juntos organizando trabalho para protestar tudo isso. Mesmo sabendo que vai enfrentar perseguição não tem medo desse desafio porque uma consciencia de que esta exercendo sua cidadania e assumindo seu papel de cristão comprometido. bjos Raquel

    • Grato pelas palavras da grande amiga e filósofa Raquel Bertolai.

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