Continue a escrever o livro da vida

Ago 18, 2012   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  2 Comments

Sonhos quebrados e uma vida nada acolhedora. Sofrimentos não vistos, esperança solitária em dias de tempestade. Não sobra nada, a não ser a coragem que brota do peito.

Também pudera, nem quem é de sangue entende os reais motivos de seus medos e traumas passados, a ponto de jogar na cara, com toda força, o passado brutal. Palavras pesadas e distorções da realidade quase que palpável para quem tem um pouco de sensibilidade em perceber o que está diante dos olhos.

Omissão ao extremo. Perigo de ver a vida passar e não sentir o que ela dá de graça. Para oferecer o que ela desde sempre nos dá e não escolhe nada que nos é importante. Falo da aparência, dos exageros financeiros nas mãos de poucos, ou mesmo da pobreza desonrosa que escolhe bater na porta de alguns por várias gerações. Simples, nossa passagem por aqui não se concretiza até que façamos na prática o que muitas vezes nos falta coragem para assumir. Sim, a vida é prazerosa e dolorosa. Tudo depende do que você enxerga.

Virei-me e vi todos os que estavam sendo oprimidos debaixo do sol, vi as lágrimas dos oprimidos e não havia quem os consolasse, de um lado estavam o poder de seus opressores e não havia quem pudesse confortá-los. São mais felizes os que já morreram do que os que ainda vivem. Melhor do que ambos é aquele que ainda não nasceu, aquele que não viu as obras más que se fazem debaixo do sol. Vi que todo trabalho e toda obra que o homem executa causa inveja no seu próximo. Isto também é vaidade e aflição de espírito. (Eclesiastes 4:1-4)

Vaidade humana que dá mais valor para o que visa atrasar a felicidade do próximo. Falta poesia em nossas veias, transbordamos de maldade e não nos damos conta de que nosso egoísmo e a falta de vontade em desfrutar da singeleza da existência é nosso retrocesso. Não devemos temer a entrega.

Não nos sobra quase nada quando percebemos nossa vulnerabilidade e fraqueza diante do que antes estava em nossas mãos. Assim é a vida, não temos como saber quanto tempo ainda temos. Mas podemos desenvolver alguma certeza, a de que podemos viver todos os dias como o último e ao mesmo tempo o primeiro.

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http://vimeo.com/39846281# Fonte: Mães de Maio  

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