Com a guitarra nas mãos e o coração aberto!

Jul 7, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog  //  2 Comments

Guitarra

Respiro fundo, penso com cautela, decido! Processos de criação são extremamente caros. Verdade… por esse motivo, apenas por isso, pensando em um total de oito semanas, deterei-me em contar as histórias das músicas de meu novo disco, uma por uma.

Assim posso visitar novamente os sons poéticos. Importante, prazeroso, mais um processo iniciado.

Infelizmente não relatarei por ordem cronológica. Seguirei  a ordem de como as faixas estão colocadas no disco, assim você acompanha ouvindo, quem sabe.

Olhos Abertos, faixa título do álbum. Cansado estávamos, eu e os integrantes de minha antiga banda, das falsas doutrinas religiosas, não exclusivas de uma denominação ou outra, disponíveis desde tempos passados e intensificadas na atualidade.

Em um dos ensaios – aconteciam quase todas as semanas – veio o refrão: “almejei buscar novos rumos, ver um Deus de amor. Desisti de entender os religiosos que roubam minha fé, com falsas doutrinas.”

A discussão já estava em nosso meio há dias, faltava se transformar em canção, desabafo. Não me pergunte a data. O ano era 2009, em uma manhã de sábado, dia da semana e horário que costumávamos ensaiar. Mas nesse dia foram apenas essas palavras, junto com alguns arranjos.

Depois, em outro dos nossos encontros, terminamos o som. Ficamos surpresos com o resultado, era outra forma de traduzir nossa saudável espiritualidade, bem diferente de outras das nossas composições. Em conjunto eram poucas – eu mais fazia as músicas em casa e as apresentava ao grupo. Porém, as que tínhamos a oportunidade de criar juntos foram as que, realmente, demonstraram o quanto amadurecemos enquanto grupo.

Mais ou menos um ano depois a música tornou-se pública. Tocamos em um festival em Sampa, zona leste, Penha.

Perfeito, ou quase assim, encontramos muita gente revoltada com a mensagem. Estranhamos, era uma verdade quase absoluta para nós, principalmente em nossos dias. Só que, percebemos, ser um conteúdo não interessante para muitas pessoas, muita gente mesmo.

Era nossa verdade… perto estávamos de um destino bem longe de qualquer tipo de alienação. Sei, isso mesmo tenho dito em vários dos meus textos, o quanto não temos a chance de escolher muitos dos nossos caminhos. Quase que na mesma proporção, encontramos uma infinidade de pessoas que se identificaram com os dizeres.

Algum tempo se passou, depois que minha antiga banda se desfez, percebi mais ainda a importância dessa música.

Com os dias tudo passa… as janelas do coração estão abertas pra tentar enxergar um Deus verdadeiro. Ao mesmo tempo, fecho as portas da alma para não me perder.

PS – Para baixar o álbum completo, clique aqui.

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