Asas de liberdade ou de prisão constante!

Out 14, 2013   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

gaiolasHoje entendo as palavras cortantes, ouvidas ou ditas, que ressoam na impureza da alma quando bate a angústia em ver o sol se por e ainda permanecer irado.

Não vou jurar… Mas entendo que julgar também nos coloca na rota de colisão do julgamento.

Compreendo, todos podem ser colocados no pedestal ou no pináculo do templo, com a liberdade de dizer sim ou não. Perigosa é a liberdade…  Junto com ela vem o peso da responsabilidade em responder por seus próprios atos.

Claro que minha consciência demonstra o quanto o despertar de consciência chega com o passar do tempo. Ele passa, chega e vai de modo abstrato. Não palpável é a plenitude dos dias. Da mesma forma, não são todas pessoas que conseguem sentir ou ver a concretude das palavras poéticas, ácidas ou de leveza, proféticas, repletas de força e simplicidade, da mesma forma que o Deus periférico, Cristo Jesus.

Mentir jamais, mesmo no desespero. Reparar sempre os erros cometidos. Sem olhar para o passado com saudosismo, esta é uma das raízes da depressão. Olhar para trás só com orgulho, àquele diferente da arrogância, sabendo que o que para trás fica serve como alicerce da beleza plena dos testemunhos do porvir.

Vivo e entendendo, o ser que se isola do mundo começa a ter uma compreensão da realidade injusta e egoísta. Contudo, seguindo a cartilha inexistente dos poetas solitários, reflexivos. Introspecção pode ser um mar de novas palavras que brotam da intimidade não conhecida pela multidão. Simples, o mesmo Deus periférico que agora citei, pregava às multidões, mas andava com apenas doze e, mesmo assim, um deles era diabo. Com os olhos abertos Ele mesmo sabia…

Preso, perto Dele, ninguém poderia ficar. Algo que as doutrinas das dores e das prisões que gostam de estabelecer o mesmo, para aprisionar, deixar o pássaro na gaiola, sem coragem nenhuma de voar, insistem em fazer. Ainda mais, quem coloca suas forças na arte do no voo, hoje em dia, encontra seus mais absolutos castigos.

Entendo, todos nós temos contradições em nossas práticas, não resta ninguém sem pecado para atirar a primeira pedra.

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