Amor… Meu Clamor…

Abr 21, 2011   //   by Jean Mello   //   Blog, Crônicas  //  2 Comments

Clamo por um evangelho verdadeiro, em que as orações não sejam egoístas, mas dotadas de mobilizações que nos ajudem a ver a realidade de forma que as pessoas enxerguem as outras apenas como humanas e não como fonte de mercado. Um evangelho que não anuncie pelos quatros cantos do mundo que acolhe os necessitados. Pratica a caridade no anonimato e mesmo assim influencia outras pessoas a fazer o mesmo ou até melhor. Um evangelho que não sirva para levantar exércitos de pessoas intolerantes, que não potencialize a ignorância e a submissão exacerbada.

Quando o evangelho pregado é puro e simples dá para perceber sua magnitude, principalmente quando há humildade nas atitudes e também nas palavras. A verdade produz resultados que podem ser visto pelos outros. O próprio sujeito que ouve o que não é maquiado encontra as raízes verdadeiras da transformação. Mas isso acontece com o passar do tempo e não com a rapidez dos dias. Não existe mágica. Os frutos não são colhidos no dia seguinte, depois da semeadura demora um tempo para ver que a árvore cresceu e que outros estão saboreando seus belos frutos. Leva dias para poder encontrar o sentido de algumas palavras que são ditas, nem todas em cultos formais. O termômetro não é o dinheiro e o poder, o amor e a fé são as únicas bandeiras a ser hasteadas, contrariando a ênfase na prosperidade. Bate de frente com os famosos sermões que afirmam que a vida em Cristo está calcada apenas na vitória – existe conversão também no sofrimento, geralmente quem quer ver sua igreja lotada não assume esta grande verdade presente na Bíblia.

Este evangelho é morto e tímido nos dias de hoje, pregado por poucos. A multidão gosta de acreditar nas mentiras e no paganismo. Isso se dá muito mais nas igrejas evangélicas e católicas. Porém, não posso esquecer que também está presente em outras religiões que afirmam viver no centro da vontade de Deus sem nunca ter conhecido a profundidade da verdade que só há em Cristo Jesus.

Ainda não conhecemos o que é viver alicerçados na Graça de Jesus Cristo. Dá a entender que a ressureição nunca houve… Preciso confessar que minha alma chora em ver homens que acham que o sacerdócio está apenas nas mãos deles e que o véu ainda não se rasgou. Quero ver um evangelho que não separe pessoas más e boas. Não faz sentido fazer esta distinção, nenhum ser humano é melhor que o outro. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Romanos 3:23). Mesmo sendo um apóstolo, Paulo dizia com clareza e eloquência palavras que atestavam sua miserabilidade (Romanos 7:24). Choro em minhas orações e clamo por um evangelho que não seja pentecostal, neopentecostal, clássico, histórico ou de qualquer natureza que não seja apenas de Jesus Cristo.

As supostas diferenças demonstram que não somos sábios em ver que a unidade em saber que servimos a Deus no mesmo propósito não deveria causar brigas e guerras, mas concordância e apenas ordem. No último dia saberemos ao certo quais foram as pessoas que se entregaram para a podridão desta terra, olhando mais para o príncipe deste mundo que para o Cristo. O evangelho não vale nada para os que gostam mais dos padrões que podem ser alcançados por aqui. Quem dera poder dizer que ainda dá para mudar de lado, sabendo que Jesus Cristo vale mais que todas as riquezas que nossos olhos podem ver

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  • […] Em partes compartilho com o sonho de Ariovaldo Ramos, apenas acho que ele deveria dizer que não a igreja, enquanto instituição, mas os seres humanos, que andam nos diversos lugares e, também, até mesmo os que antes andavam em sintonia com desejos verdadeiros de transformar a sociedade, incluindo até quem se propõe a promover algum tipo de transformação, devem realmente envolver-se em algo que contribua para que a nação brasileira seja um lugar que contemple à todos e não apenas uma pequena parte da população. Esse é o Meu Clamor… […]

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