Ainda vejo o mundo regredir…

Abr 6, 2014   //   by Jean Mello   //   Artigos, Blog, Crônicas  //  No Comments

Lógico que a urgência emerge em meio às palavras dos poetas. Sorrisos e lágrimas em palavras nas entrelinhas ou com uma força que a alma alienada, anestesiada, não aguenta.

Vejo, assim como as palavras do poeta, o mundo regredir entre a fé, ou a falta de fé, e o dinheiro. Algumas das minhas reflexões por aqui ressaltam exatamente estes pensamentos. Não tenho longe de mim qualquer espinho na carne.

As palavras que te cercam querem apenas te enganar. Ouça, antes de tudo, a força daquilo que sua consciência diz. Não queira atravessar o deserto mais de uma vez por falta de discernimento.

muro

Determinação, lutas sem fim em dias de chuva não de milagres. Vivendo, ao mesmo tempo, o sonho e o pesadelo. Enxergando a regressão dos sonhos estúpidos, mas que salvaria até o mais miserável dos homens. No chão fica apenas quem não se encontra.

Muita gente sente saudades de um tempo que demorava mais para passar. Geralmente isso acontece em uma das melhores fases da vida, infância. Lá mora a raiz de nossa memória, as ricas lembranças. Tudo é mais puro, apesar de em nenhum momento de nossa existência existir completa pureza. Mora também, em nossas origens infantis, nas raízes da infância, o começo das grandes realizações.

Podemos nos tornar pessoas tristes ou alegres, dependendo do quanto de ciência temos. Não necessariamente estrutura emocional define a fortaleza para enxergar a realidade, distinguir não o certo ou errado, mas que o impossível é só questão de opinião.

Os excluídos gritando e torcendo, em suas orações matinais ou de madrugada, para o joio se separar, com urgência, do trigo. Sim, o mundo regride entre a fé e o dinheiro. É, mas não toda fé, não sou mais crítico dessa ou daquela denominação, isso não mais vale. Não desse ou daquele homem, carne e osso não faz ninguém mais ou menos nobre.

Diferente dos dias passados, sei que ninguém está imune às tentações terrenas, inclusive esse que vos escreve. Não rompi com nada e ninguém. Refiz meus antigos passos e sigo em direção ao alvo, único alvo.

Aqui não falo de religião. Pronuncio as mesmas palavras do poeta, sem mudar nenhuma vírgula sequer.

Espero que as pessoas que se incomodavam e muito acerca de minhas posturas ácidas com relação a fé entendam, mudei. Claro, não em tudo, a religião alienante continua a ser a porta aberta pra dor. Mas hoje, quanto maior a opressão em determinados lugares, em algumas localidades, maior precisa ser a intervenção daqueles que são repletos de fé. Apenas dessa forma a miséria, não a financeira, essa pode ser resolvida com muito trabalho, e sim a miséria presente nas profundezas da alma e, em um lugar que ninguém pode tocar, a não ser Àquele que nos deu o sopro de vida, no espírito.

Depois deste escrito não toco mais neste assunto. Dá muitas controvérsias enigmáticas que não podem ser explicadas por homem algum.

A superação dói e muito, precisa de muita garra para correr atrás do tempo. Porém, nem toda dor é completa ruína. Algumas dores são para cura e não perdição de vida.

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